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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

ESPECIALISTA CANADIANO APONTA FALHAS NO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL DA MINA DO BARROSO

 O Auditório Municipal de Boticas acolheu, no passado sábado, 4 de julho, a apresentação de uma análise técnica independente sobre a qualidade do ar associada ao projeto da Mina do Barroso, na qual foram apontadas diversas limitações aos estudos ambientais que sustentaram a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) da exploração mineira.


A sessão foi promovida pela associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) e teve como orador o professor Douw G. Steyn, especialista em poluição atmosférica, meteorologia ambiental e docente da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, que apresentou uma avaliação crítica da componente relativa à qualidade do ar constante do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da Mina do Barroso.

Perante uma plateia que integrou dezenas de participantes, entre os quais o presidente da Câmara Municipal de Boticas, Guilherme Pires, e elementos do executivo municipal, o especialista analisou a documentação técnica produzida no âmbito do processo de avaliação ambiental do projeto mineiro.

Segundo Douw G. Steyn, os estudos apresentados revelam várias limitações, nomeadamente campanhas de monitorização de curta duração, uma caracterização insuficiente das condições meteorológicas locais, uma modelação atmosférica pouco detalhada e a ausência de informação considerada essencial para avaliar os efeitos das emissões de poeiras resultantes da exploração mineira a céu aberto.

Na avaliação apresentada, o investigador considera que os elementos atualmente disponíveis não permitem determinar, com segurança, quais poderão ser os impactos da mina na qualidade do ar, na saúde pública e no ambiente. O relatório conclui, por isso, que os dados existentes não constituem uma base suficientemente robusta para sustentar uma avaliação ambiental desta natureza.

Durante a apresentação, o académico afirmou que “o estudo não fornece uma base de informação pertinente sobre a qualidade do ar para o propósito do desenvolvimento de uma mina”, acrescentando que “o nível de detalhe e a abrangência do trabalho estão muito aquém do esperado para uma avaliação de impacto ambiental adequada”. Em termos globais, classificou a componente da qualidade do ar do Estudo de Impacte Ambiental como “muito fraca”.

A sessão terminou com um período de perguntas e respostas, durante o qual o especialista esclareceu dúvidas colocadas pelos participantes, partilhando a sua perspetiva científica sobre os potenciais efeitos ambientais da exploração mineira prevista para a região.

Doutorado em Meteorologia e Ciências Atmosféricas, Douw G. Steyn é uma referência internacional nas áreas da qualidade do ar e da meteorologia ambiental, contando com uma vasta carreira académica e científica dedicada ao estudo da poluição atmosférica e dos seus impactos.

A iniciativa procurou promover um debate público informado sobre um dos aspetos ambientais mais sensíveis do projeto da Mina do Barroso, num processo que continua a gerar forte discussão entre a população, especialistas e entidades envolvidas.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

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