Leonel Brito foi um conceituado cineasta, tendo produzido e realizado dezenas de filmes e séries de televisão. Foi também sócio fundador da cooperativa Cinequanon, uma importante cooperativa portuguesa de produção cinematográfica fundada após o 25 de Abril.
Realizou o documentário “Gente do Norte”, de 1977, com música original de José Mário Branco, e o filme documental “Colónia e Vilões”, também de 1977, recuperado e editado em DVD pela Cinemateca Portuguesa em 2018, refere ainda a Lusa.
Trabalhou para a RTP em diversas séries nas áreas da gastronomia e da cultura, foi conselheiro da Secretaria de Estado da Cultura, com David Mourão-Ferreira, e colaborou com António de Macedo, Luís Galvão Teles e Amílcar Lyra.
Leonel Brito foi também autor do blogue “Farrapos de Memória”, criado em 2010 e mantido ativo até 2013, onde publicava artigos sobre costumes e tradições portuguesas.
A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo já publicou uma nota de pesar pela morte do cineasta, referindo que Leonel Brito “não só se destacou no panorama cinematográfico nacional, como manteve sempre uma ligação ao concelho”.
A autarquia recorda ainda que, ao longo do seu percurso, colaborou com o município através da Biblioteca Municipal e do Centro de Memória de Torre de Moncorvo, bem como com o Museu do Ferro e da Região de Torre de Moncorvo e com o Projeto Arqueológico da Região de Moncorvo.
Leonel Brito realizou e produziu várias reportagens sobre o concelho para a RTP. Foi ainda coautor do livro “Torre de Moncorvo 1974-2009”, editado pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, e autor de fotografias publicadas em várias reportagens de jornais nacionais.
Em vida, doou diversa bibliografia, documentação, filmes e fotografias ao Centro de Memória de Torre de Moncorvo.
Leonel Brito nasceu a 23 de maio de 1941.

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