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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Emigrantes qualificados saem do país para «deixarem de ser jovens»

Os novos emigrantes portugueses em França são qualificados, abandonam Portugal para «deixarem de ser jovens», ter casa própria e constituir família, integram-se como «europeus» e para eles «Paris continua a ser uma festa».
A descrição desta «Geração Europa» foi feita à agência Lusa pelo sociólogo João Teixeira Lopes, professor da Universidade do Porto e autor do estudo "Novos emigrantes para França", cujas conclusões de 2013 vão ser apresentadas na quarta-feira no Colóquio "Imagem da (e)migração vs (e)migração em imagens", na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.
"Esta nova vaga é feminizada, qualificada, planeia [a viagem] e vai para França porque quer deixar de ser jovem. Estão fartos. Em Portugal só podem ser jovens, isto é, precários, intermitentes, constantemente adiando o futuro, permanecendo até muito tarde em casa dos pais, sem qualquer capacidade de constituírem família", descreve o professor, referindo-se ao estudo realizado para a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas sobre a recente vaga de emigração portuguesa para França.
A investigação, que se centrou em jovens entre os 20 e os 35 anos, qualificados e emigrantes em França, serviu para desmistificar a ideia de que "as novas gerações não estão tão voltadas para os valores familiares". 
"A minha amostra está, e de que maneira", assegura Teixeira Lopes, vincando esta vontade dos jovens em se tornarem adultos como motivo para saírem de Portugal, onde não conseguem "ter casa própria, constituir família e ter uma carreira".
"Não é por desespero nem por exclusão. É porque em Portugal não conseguem passar à condição de adultos", garante o investigador.
A amostra abordada pelo estudo do sociólogo é bastante "feminizada" o que, na sua perspectiva, é revelador de um "grau de autonomia que mulheres e raparigas têm para sair do país que não existia antes".
"É também um indicador de fortíssimas alterações nas relações de género em Portugal", destaca.
Outro aspecto diferenciador é o facto de se integrarem como "jovens europeus em França".
"Não agem como comunidade. Daí a geração Europa. Não se vêem na condição de emigrantes e tanto não contactam com a comunidade francesa como com as velhas comunidades portuguesas. Estão inseridos em dinâmicas de globalização e vivem as relações sociais à distância sem grandes problemas", descreve Teixeira Lopes. 
É por isso que depois de ter recorrido a instituições financeiras, redes consulares, associações, autoridades nacionais e francesas, a investigação do sociólogo apenas conseguiu encontrar esta nova vaga de emigrantes "nas redes sociais".
"Esta emigração qualificada prepara a viagem e não trata de todos os processos e documentos como trataria em Portugal", justifica.
Relacionando-se sobretudo com outros novos emigrantes portugueses qualificados, para estes jovens "viajar e trabalhar fora é algo natural" e o seu estilo de vida não está "virado para as poupanças e as remessas", como acontecia com as anteriores gerações de emigrantes.
"Jantam fora, viajam, visitam exposições, trabalham bastante e têm um trabalho bastante reconhecido", defende Teixeira Lopes.
Por outro lado, ao mesmo tempo que a emigração não qualificada se dirige actualmente para as zonas de França onde se concentra o "turismo e a agricultura", a qualificada vai "para Paris, para o sector mais avançado dos serviços".
"Para eles, Paris continua a ser uma festa", nota Teixeira Lopes.
De tal forma que, acrescenta, "muitos deles chegam como assalariados, mas muito rapidamente se tornam profissionais liberais ou patrões".

Lusa

VILARINHO DE AGROCHÃO

História
Vilarinho de Agrochão é freguesia do concelho de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, que se encontra localizada num cabeço em esporão sobre um meado apertado do Rio de Macedo. Esta localização geográfica proporcionou-lhe excelentes condições defensivas, pois o acesso apenas é possível pelo lado leste, pelo colo de acesso onde foi escavado um fosso profundíssimo, junto à fortificação que rodeia o povoado.
A área de Vilarinho de Agrochão é de 1384 hectares, estando a delimitá-la as freguesias de Lamalonga, Arcas e Murçós, todas pertencentes ao mesmo concelho.
A linha de muralha, quase impossível de trespassar, tem uma extensão desconhecida, pois encontra-se ocultada pelo denso matagal que existe na freguesia, sabendo-se apenas que há um torreão também junto ao fosso.
O seu povoado remonta à Idade do Ferro como comprovam os fragmentos de cerâmica manual encontrados.
Os romanos passaram também por aqui, como de resto aconteceu em todo o concelho, tendo-se encontrado muitos fragmentos de tégula, no caminho de terra batida no sopé do povoado, mas não no povoado propriamente dito.
É possível que se tenha feito extracção de minério no fosso, dado que a sua profundidade resultante de cortes na vertical poderá ter servido como corta para essa actividade. O abrigo, que é mencionado pela população e por bibliografia e que existiria junto ao fosso, foi tapado por um muro, construído em data indeterminada, e que atravessa o fosso de lado a lado.
Provavelmente, também os mouros aqui estiveram se atentarmos no topónimo "Lugar do Castelo dos Mouros".
Pertenceu ao Julgado de Torre de Dona Chama até à sua integração no Julgado e Concelho de Macedo de Cavaleiros por extinção do primeiro por Decreto de 24 de Outubro de 1855, publicado no Diário do Governo nº23 de 19 de Novembro de 1855. Nessa época o Presidente do Concelho de Ministros era o Duque de Saldanha.
O seu orago é Santo Antão.
O seu património é constituído pela Igreja Matriz, pelo Solar de Vilarinho de Agrochão, pelo Cruzeiro, pelo Nicho de Nossa Senhora de Fátima, por Fontes de Mergulho, por Bebedouros, por Tanque Públicos, por Fontanários, por Moinhos de água, por Casas de fachada em cantaria e pelo Lugar do Castelo dos mouros (Castilhão).
Locais de interesse
Na sua deslocação à freguesia não deixe de apreciar a beleza da natureza que o envolve, podendo visionar-se soutos, vinhas, campos agrícolas e arvoredo, sempre com o rio Macedo como pano de fundo.
Para se dirigir à freguesia utilize a EN535 que faz a ligação entre Arcas e Vilarinho de Agrochãoou então a  EN206 que liga Bragança a Vilarinho de Agrochão.
Visite atentamente a freguesia apreciando o Cruzeiro, o Nicho de Nossa Senhora de Fátima, as Fontes de Mergulho, os Bebedouros, os Tanques Públicos, os Fontanários, os Moinhos de Água, as Casas de fachada em cantaria e o Lugar do Castelo dos Mouros ou Castilhão.
Admire o aglomerado do povoado, o qual se implantou junto da água que banha os terrenos férteis de onde os habitantes extraem os seus produtos, as casas típicas são constituídas, geralmente, por dois andares, o primeiro dos quais possui um rés-do-chão térreo para animais, para os celeiros, para as adegas e para as arrecadações de aprestos e utensílios de lavadoura, abrindo-se ainda os currais que comunicam para a via pública.
O primeiro andar possui uma varanda a qual se tem acesso por uma escada exterior com base no curral. É aqui que habita o lavrador e a sua família que coabitam na cozinha, o centro da vida familiar onde há uma lareira, na sala e nos quartos. Os campos agrícolas surgem, usualmente, a ladear curral.
A edificação é feita com pedra e barro argamassado, nas paredes; a telha mourisca de fabrico regional, no telhado de duas águas.
Objecto de interesse é também o Solar de D. João ou Solar de Vilarinho de Agrochão que foi mandado construir nos meados do século XIX por António Miguel Pinto e que pertence, actualmente, à família Reis.
A Igreja Matriz é um monumento barroco do século XVIII, o qual é composto por dois corpos distintos e rectangulares, a nave e a capela-mor. Fazem ainda parte do templo uma torre sineira, uma sacristia e um anexo, todos eles construídos posteriormente e a destoar do resto da edificação.
População
Num universo de 256 residentes, de acordo com o último Censo, o número de recenseados é de 301 pessoas.
A população activa representa 45% do total da população, representando a população com mais de 65 anos 30% e a população com menos de 18 anos 25%.
Desenvolvimento económico
O principal sector da freguesia é o primário, dedicando-se a sua população, a silvicultura e à pecuária.
Os produtos obtidos na actividade agrícola são a cereja, a castanha, a batata, o figo, a maçã, a azeitona, através do cultivo do olival, a cultura que tem maior peso entre as referidas, e o vinho, resultante do cultivo da vinha.
Da actividade silvícola obtém-se a cortiça, enquanto que, no âmbito da pecuária, se dedicam à criação de gado ovino e caprino.
O sector secundário não se encontra expressão na freguesia, dado que existe uma serralharia, qual se comercializa a castanha, a cereja e o figo.
O sector da acção social não tem qualquer expressão em Vilarinho de Agrochão.
Há na freguesia um estabelecimento de Ensino Pré-primário e uma Escola Básica do Primeiro Ciclo de Ensino.

in:vilarinhoagrochao.jfreguesia.com

IncêndioS causou grandes prejuízos no setor da caça

A caça também foi afectada pelo grande incêndio que este Verão destruiu mato e floresta nos concelhos de Torre de Moncorvo, Mogadouro, Alfândega da Fé e Freixo de Espada à Cinta.
A constatação é do presidente da Federação das Associações de Caçadores da 1.ª Região Cinegética. Castanheira Pinto não tem dúvidas que o incêndio teve um impacto negativo numa vasta área muito procurada por caçadores. “Teve bastante impacto, como sempre que existe uma situação em que há uma alteração profunda do coberto vegetal. E pelo próprio stress que é causado nas espécies na altura do incêndio e a própria possibilidade de elas não terem hipótese de fuga e acabarem queimada. 
É uma situação grave e com impacto na região e dada a sua extensão. Estamos a falar numa área com aptidão cinegética que se estende por cerca de 25 mil hectares”, frisa o presidente da Federação. As chamas destruíram os habitats dos animais, nomeadamente perdiz, lebre, coelho bravo e javali. 
Ainda assim, a maior redução de efectivo regista-se no coelho bravo. 
Castanheira Pinto explica porquê. “O problema do coelho é que acresce à situação do incêndio a diminuição drástica do coelho este ano. Há um agravamento relativamente à hemorrágica viral, uma nova estirpe que foi detectada já em 2010 em França e só no ano passado e com grande impacto e grande incidência já este ano é que se tem vindo a fazer notar. Há uma diminuição muito grande da quantidade de coelhos. Nós temos zonas onde não há coelhos”, realça Castanheira Pinto. 
A criação de condições para que as espécies cinegéticas voltem à zona queimada poderá demorar anos. 
Castanheira Pinto entende que o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas deveria ter uma atenção especial na recuperação desta zona. “Eu penso que o prejuízo é muito grande e o importante é que haja sensibilidade de quem de direito e das autoridades que aqui possam ajudar, nomeadamente a tutela da caça, concretamente o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, que poderá ter aqui um papel importante no sentido de apoiar as associações de caçadores, no sentido de minimizar os danos que foram causados”, defende o responsável.
Prejuízos avultados ao nível cinegético causados pelo grande incêndio que atingiu quatro concelhos do distrito de Bragança. Foi afectada uma vasta área onde não existem condições actualmente para caçar.

Escrito por Brigantia

Investigação desenvolve tratamento para o cancro do castanheiro

No próximo ano vão ser conhecidos os primeiros resultados da investigação que está a ser desenvolvida pelo Instituto Politécnico de Bragança, para combater o cancro do castanheiro.
A informação é avançada pelo presidente da Arborea – Associação Agro-Florestal e Ambiental da Terra Fria Transmontana, que é parceira neste projecto. 
Eduardo Roxo explica que o objectivo é aplicar nos soutos um tratamento biológico da doença. “Estamos num projecto, juntamente com o IPB, para encontrar um combate genético, biológico, para o próprio cancro. Já não é só fortalecer o castanheiro, embora fortalecer o castanheiro é importante para ele se defender melhor da doença. 
Agora o que se está à procura e para o ano vai haver já uma apresentação do que foi feito e do que está a ser feito, já com resultados, sobre o combate ao cancro por forma biológica. Ou seja, é um cancro que mata outro cancro. No fundo é isto”, esclarece Eduardo Roxo. Depois de concluído o trabalho em laboratório, o objectivo é produzir este tratamento de forma industrial. “O que se pretende é criar em quantidade industrial. Ou seja criar condições para uma produção industrial, para que um produtor possa comprar e possa aplicar”, acrescenta o presidente da Arborea.
Começam a surgir os primeiros sinais científicos para combater o cancro do castanheiro.

Escrito por Brigantia

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Um pequeno vídeo de fotografias que fui recolhendo, principalmente no Nordeste Transmontano e que pretende dar a conhecer e alertar para a desertificação de todo o interior, bem patente nestas imagens...

...Pela vontade política, pelo desprezo a que condenaram esta região, assistimos à morte lenta e praticamente consolidada de todo o interior.
Penso na minha juventude em que as aldeias fervilhavam de pessoas, ocupadas nas suas tarefas árduas, quer pelo rigor do inverno, quer pelo "inferno" do verão.
O tempo, embora de dureza e trabalho árduo, corria alegremente. 
O silêncio sepulcral que hoje sinto na maior parte das aldeias que visito, leva-me a interrogar-me: Onde estão os filhos desta Terra, onde param os meus amigos com quem brincava nas ruas, em brincadeiras sãs e inocentes, até ao por do sol? Porque estão silenciados os sinos que tocavam as trindades a dar a saber que eram horas de recolher?
Não vejo, no inverno, o fumo a sair das lareiras, recordei-me dos serões passados com a família e que era um grande convívio de socialização, sem mais interferências na casa. 
Vêm -me à memória os meus avós e os tempos em que com eles convivia, lembrei-me de todos os vizinhos que ajudaram a construir estas aldeias e que já lá estão.

ACUSO: COM A RAIVA QUE ME FAZ ESCREVINHAR, OS POLÍTICOS DESTE PAÍS, PELAS ASSIMETRIAS QUE CRIARAM, PELO ABANDONO DAS CASAS, POR TODOS OS QUE TIVERAM QUE PARTIR, PELO ENCERRAMENTO DAS LINHAS DA CP E DESTRUIÇÃO DO PATRIMÓNIO NACIONAL
NUNCA O ESQUECEREI.
(DANIEL VILAR).

Transmontanos criam movimento contra o abandono da região

Um movimento contra o abandono de Trás-os-Montes está a ser criado em Varge, uma aldeia de Bragança, com o propósito de envolver os cidadãos na discussão dos principais problemas e de contrariar as políticas do poder central.
O Movimento Cívico Defender, Autonomizar e Rejuvenescer Trás-os-Montes (DART) pretende estender-se a outras localidades transmontanas, prevendo na sua atuação a discussão pública de grandes projetos e a elaboração e concretização de outros de menor dimensão com reconhecido interesse para a revitalização das aldeias e para a promoção da região", como adiantou à Lusa um dos promotores, Francisco Alves.
"Inconformados com a desertificação, o abandono, o envelhecimento e o desrespeito a que desde sempre o Poder Central tem votado o Interior e, bem assim, a Sub-Região Alto Trás-os-Montes, um conjunto de transmontanos, de descendentes ou amigos de transmontanos, moradores permanentes ou temporários ou simplesmente pessoas que se afeiçoaram a Trás-os-Montes" decidiram constituir o novo movimento cívico que será apresentado publicamente na sexta-feira, ma aldeia de Varge.
É um movimento cívico aberto a todos os cidadãos que subscrevam os princípios que o rege, "independentemente da filiação partidária, da cultura ou etnia a que pertençam e do credo religioso que professem" e que "pretende colaborar com todos os serviços públicos, instituições e associações já existentes, tendo em vista somente a defesa e valorização da cultura e das condições de vida dos transmontanos".
Os promotores entendem que "para o reforço da democracia falta o envolvimento dos cidadãos na discussão dos problemas públicos" e é essa participação cívica que se propõem impulsionar.
Francisco Alves afirmou à Lusa ter já a intenção de adesão de "70 pessoas, sobretudo jovens", que tal como ele vivem fora da região.
Professor de filosofia, o "pai" deste novo movimento fez há 40 anos o percurso de muitos transmontanos para fora da região.
Agora que se aposentou, continua dividido entre Lisboa e Bragança, mas com mais tempo para a aldeia de origem, Varge, a partir de onde pretende lançar esta nova dinâmica regional.
O movimento tem já alguns projetos para discussão pública e "compromete-se a trabalhar no sentido de encontrar fundos para a sua concretização, sempre em conjunto com as autarquias e demais agentes, visando fundamentalmente a preservação dos valores tradicionais e patrimoniais de forma a tornar as aldeias mais atrativas para todos que queiram conhecer a nossa região".
Os promotores do DART defendem "a política como uma dimensão nobre que deve visar unicamente o bem público" e pretendem "ser um aviso sério aos poderes instalados e estagnados que representam muitas vezes um travão ao próprio desenvolvimento económico e social local que deve assentar nos princípios da sustentabilidade e da subsidiariedade".

HFI // JGJ
Lusa/fim

São Martinho - Geoparque Terras de Cavaleiros

Humor Sisudo

(clica na imagem para ampliar)

Lou Reed - Perfect Day

Morreu neste domingo (27), aos 71 anos, o guitarrista e compositor norte-americano Lou Reed, de acordo com informações da revista Rolling Stone. A causa da morte ainda não foi divulgada, mas o músico submeteu-se a um transplante de fígado em maio deste ano.
RIP

Ao Encontro da Semente - 15 a 17 de novembro de 2013

Vimioso - Casa da Cultura
Apresentação
A Casa da Cultura do concelho de Vimioso, espaço nobre das artes da região, é o palco do mais digno dos ofícios, a agricultura, materializada no património tradicional cultivado pelas suas gentes. O levantamento da diversidade hortícola e frutícola existente neste concelho, continuada e mantida pelos presentes agricultores, superou os desejos que a nossa imaginação tinha arquitectado. 
As propícias circunstâncias em que este longo trabalho se desenrolou revelaram contactos humanos estimulantes, incluindo o poder local, que desde o início acarinhou a ideia de estudarmos e darmos a conhecer o activo património agrícola que existe em contra-ciclo nestes tempos difíceis, em que se valoriza somente o nebuloso conceito de «modernidade», enredado em bastantes equívocos e em labirintos de onde muito poucos saem ilesos. O futuro reconhecerá porventura os benéficos efeitos práticos das actividades agrícolas, ditas de subsistência, que permanecem como marcos de identificação nos contextos rurais como o de Vimioso. 
O território do concelho encontra-se inserido na Terra Fria Transmontana, condicionado pelas linhas de água que provocam uma orografia acidentada, onde os rios Angueira e Maçãs, correndo paralelamente no sentido norte-sul, finalmente se fundem, delimitando o termo do concelho. 
Estes dois rios esculpiram a actual geografia, deixando ao longo das margens várzeas com aluviões, espaços dedicados a esmeradas hortas, encostas abruptas que mantêm olivais, amendoais e alguma flora espontânea, e também provocaram os planaltos onde se semeiam os cereais e onde abundam os lameiros, rodeados por sebes de freixo para sustento do gado. 
O amplo espólio que estará exposto na iniciativa Ao Encontro da Semente de 2013 traduz de forma substancial o que é cultivado neste extremo do território português, reflectindo também o ânimo sentido pelos agricultores e pelas agricultoras com as virtudes e benefícios das variedades que herdaram dos seus antepassados. Estes incansáveis hortelãos crêem igualmente na diferença alimentar que os produtos de sua lavra proporcionam e na autonomia que granjeiam, pilar essencial para a continuidade da diversidade vegetal nas hortas e campos deste país. 
A iniciativa Ao Encontro da Semente, para além de mostrar as espécies e consequentes variedades cultivadas na região, pretende proporcionar aos participantes uma experiência gastronómica de boa cepa. Como vem sendo hábito dos encontros anteriores, mantemos a preocupação de enveredar para a componente prática dos produtos cultivados e colhidos, pondo na mesa parte desse acervo e traduzindo-o em pratos de índole local.
Programa
Sexta - 15 de Novembro - Casa da Cultura de Vimioso
15:00 - Abertura da exposição. Visita dos alunos do Agrupamento de Escolas de Vimioso.

21:00 - Projecção de filme: Pierre Rabhi: em nome da terra, Documentário de Marie-Monique Dhelsing (França, 2013). Legendado em português - 1h40.

Sábado - 16 de Novembro - Casa da Cultura de Vimioso
09:00 - Recepção e inscrição de participantes.

09:30 - Sessão inaugural do encontro.

10:00 - Sessão de apresentações:

           - Apicultura biológica - Jorge Fernandes

           - A Oliveira Santulhana - Adrião Rodrigues

           - Queijo de cabra em modo de produção biológico - César Rodrigues

12:30 - Almoço.

15:00 - Apresentação do levantamento do património agrícola vegetal desde há muito cultivado no concelho de Vimioso - José Miguel Fonseca - Associação Colher para Semear

16:00 - Oficina prática de tracção animal - João Rodrigues - Associação Portuguesa de Tracção Animal.

18:00 - Degustação de produtos regionais.

18:30 - Visita à exposição e troca de sementes.

20:00 - Jantar.

21:30 – Magusto e Baile das colheitas com Las Çarandas 

Domingo - 17 de Novembro - Casa da Cultura de Vimioso 
Galerias - Mercado de produtos locais
09.30 - Oficina prática - Confecção de Cuscos 

10.30 - Oficina prática - Recolha e conservação de sementes

12:00 - Oficina prática – conservação de colheitas 

13:30 - Almoço.

15:30 - Mesa de Sábios Moderada por António Strecht

           - Conclusões.

17:30 - Encerramento do Encontro.
Exposições permanentes:
Herbário da Flora da Península Ibérica – Augusto Krause e Ana Gonzalez Garço. Pueblo de castellanos, Sanabria

Exposição da casa da cultura – Viagem ao mundo rural, valorizar mãos que trabalham. Marcel Saudreau.
Informações
A participação é gratuita mas carece de inscrição prévia através dos endereços:

aldeiamail@gmail.com

colherparasemear@gmail.com

Bragança - Associação Entre Famílias

A nova sede da Associação Entre Familias Bragança está em reconstrução! Junte-se a nós e contribua com um pequeno donativo, para reconstruir uma casa que será de todos!

FAÇA-SE ASSOCIADO! AJUDE A AJUDAR!

A Nova Sede vai-se situar no Bairro da Estação junto à Central de Camionagem.

O Centro de Ciência Viva organizou um workshop científico para explicar todas as curiosidades sobre as abelhas. Numa visita aos apiários de Milhão, em Bragança, os participantes puderam até contactar de perto com as colónias.

A Companhia de Dança do Norte andou a recrutar bailarinos no Nordeste Transmontano. Fomos acompanhar a última demonstração, em Vila Flor, para descobrir se os mais novos ficaram conquistados pela dança contemporânea.

Foz Tua - Movimento Cívico pela Linha do Tua lança duras críticas ao Plano de Mobilidade Turística

No início do mês de Outubro esteve a debate, em Alijó, a viabilidade do novo produto turístico proposto para o Tua (que junta o comboio, funicular e barco), representando um investimento de 40 milhões de euros. Daniel Conde, do Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT), critica o projecto nos termos em que é apresentado e considera que os problemas ambientais se mantêm. «O que resolveria o problema seria parar-se com o absurdo da barragem», sublinha.
A conferência internacional «Railroads in Historical Context» que decorreu em Alijó no início de Outubro, reuniu investigadores internacionais, operadores turísticos do Douro e responsáveis da EDP, empresa que há dois anos está a construir a Barragem de Foz Tua num território que compreende os concelhos de Alijó (Vila Real) e Carrazeda de Ansiães (Bragança). 

A construção do empreendimento levou à elaboração de um plano de mobilidade turística que está a ser gerido pela Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua (ADRVT) e que consagra um investimento de 40 milhões de euros: dez milhões a cargo da EDP e os restantes 30 através de fundos comunitários (QREN).

Questionado sobre este investimento, Daniel Conde, do MCLT, considera que a questão fulcral do investimento não está na verba em si, mas na sua distribuição pelas várias componentes do plano de mobilidade: «autocarros para o transbordo Tua/Brunheda (componente que tem passado bastante despercebida), os veículos ferroviários que farão os cerca de dois quilómetros da estação do Tua ao paredão, o funicular, os ancoradouros, os barcos, e claro, a recuperação do troço Brunheda/Cachão na Linha do Tua».

Segundo as contas apresentadas no Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE) da barragem do Tua, o investimento requerido para a reabertura do troço Brunheda/Cachão por quilómetro é de 400 mil euros. «Ou seja, o investimento necessário à recuperação da linha propriamente dita neste percurso de 21 quilómetros rondará os 8,4 milhões de euros», vinca aquele responsável.

Por outro lado, o investimento necessário para a recuperação da linha entre a estação do Tua e a barragem, o funicular, os ancoradouros e um barco, foram orçados em 6,5 milhões de euros no RECAPE. «Esta soma não considera os veículos ferroviários para o troço Tua/barragem e mais um barco reflectidos no ulterior protocolo do plano, pelo que o investimento final será mais à volta dos 8,5 milhões de euros – praticamente o mesmo que recuperar a Linha do Tua entre o Cachão e a Brunheda, obra prometida ainda por Ana Paula Vitorino, ex-Secretária de Estado dos Transportes, em 2008», recorda o responsável.

Por esta razão, saliente Daniel Conde, «cada uma destas componentes, sendo a Linha do Tua entre Carvalhais e a Brunheda, do meu ponto de vista, completamente independente da solução proposta para o troço Tua/Brunheda, mas não vice-versa, é, individualmente, pagável apenas pela verba disponibilizada pela EDP, sem a necessidade de se recorrer a fundos comunitários». 
«Mesmo somados, os cerca de 17 milhões de euros necessários são menos de metade dos 40 milhões tantas vezes apregoados pela comunicação social, mas tão pouco analisados a fundo, cabendo à EDP pagar apenas 2,5 milhões de euros em caso de aprovação em candidatura ao QREN», acrescenta.

Contudo, para os promotores da barragem do Tua – EDP e a ADRVT – o troço Brunheda/Cachão «não é uma obrigatoriedade». 

«Como bem têm atestado todas as peças jornalísticas sobre este assunto de há meses a esta data, a sua prioridade é a solução dita “turística”, mas apenas na sua componente entre o Tua e a Brunheda. A Linha do Tua, seja na sua vertente “turística” (resta saber o que querem dizer com turística no caso da Linha do Tua), seja na visão do transporte diário, é completamente relegada para segundo plano. Pior, é sempre conotada como algo muito oneroso e completamente dependente de verbas comunitárias. Não se garantem quaisquer perspectivas nem da continuação da exploração ferroviária, nem tampouco da recuperação do troço Brunheda/Cachão», explica o dirigente do MCLT.

«Dúvida total»:
Este é o aspecto que mais preocupa Daniel Conde já que «o dito protocolo continua a lançar a Linha do Tua em dúvida total, não se sabendo ainda se a circulação ferroviária não será pura e simplesmente extinta e criado um serviço rodoviário, ou se o troço Brunheda/Cachão será de todo recuperado».


E está convicto de que «à vista dos vários casos de serviços de substituição do comboio por autocarros desde a década de 1980 até bem recentemente, os quais duraram apenas um punhado de anos até serem também eles extintos, tudo isto se traduz num desprezível plano da EDP e da ADRVT para pura e simplesmente acabar de vez com a Linha do Tua, de forma silenciosa e discreta».

O responsável vai mais longe afirmando que «não será à toa por isso que a ADRVT terá desprezado este ano uma proposta de pré-estudo de viabilidade para a reabertura do troço Brunheda/Cachão (e até do troço Carvalhais/Macedo de Cavaleiros) que apresentei a um autarca local, o qual a terá feito chegar ao conhecimento do Presidente dessa agência». 

«Não só o estudo aponta para um modelo de exploração rentável e com impactes consideravelmente positivos para a região, como indica que, até Dezembro deste ano, o QREN apresentava um concurso para financiar… ferrovias no Norte», sustenta. 

E questiona: «se a barragem é-lhes uma certeza desde há vários meses, porque não se avançou já para o regresso do comboio à Brunheda, regresso esse que não depende em absolutamente nada da trapalhada proposta para o percurso Tua/Brunheda?».

«Neste sentido, esta falta de discussão à volta tanto do número 40 milhões como da sua aplicação é muito alarmante – e atestatório da falta de transparência que tem patenteado esta obra», vinca.

O investigador do MIT Portugal, Eduardo Beira, considerou naquele encontro sobre o Tua que o plano multimodal proposto para o Tua, que junta o comboio, funicular ao barco, vai «permitir ressuscitar» a linha ferroviária do Tua. 

Contudo, Daniel Conde tem muitas dúvidas: «as afirmações do professor Eduardo Beira revelaram um profundo desconhecimento sobre o que é a Linha do Tua, e sobre o que o Plano de Mobilidade sanciona sobre o seu futuro, e por conseguinte um notório desprezo pelas populações locais e utentes da Linha do Tua».

«Uma dessas afirmações, a do “ressuscitamento” da Linha do Tua, é de facto singular: chamar-se ao retalhamento de uma via-férrea de 126 anos, que viveu os últimos 30 anos sob uma gestão de destruição e asfixia, e que mesmo assim chegou ao cúmulo de em 2008 registar o único serviço regional em Portugal com mais procura que oferta, de “ressuscitar”, não é algo que ocorra a ninguém de bom senso – ou minimamente bem informado sobre o que está a falar», considera.

O responsável daquele Movimento não tem dúvidas: «o que ressuscitará a Linha do Tua será reabri-la da Brunheda a Bragança, e obrigar também a EDP a assumir o que foi registado no Caderno de Encargos e ainda no Estudo de Impacte Ambiental, e que doravante foi sendo completamente desvirtuado: construir uma linha nova entre a Brunheda e o Tua, no caso da barragem do Tua ser concluída».

Por isso adianta que, o que resolveria o «problema» seria, «em primeira instância, parar-se com este absurdo da barragem. Mas, uma vez não estarmos a viver um período da nossa História com uma governação séria e corajosa, e em se concluindo esta barragem, o que resolveria o problema seria a construção de um novo canal entre a estação do Tua e a Brunheda». 
«O desnível entre a estação do Tua e o paredão pode ser vencido com recurso a essas banais técnicas das ferrovias de montanha do século XIX, de entre as quais o traçado em Z ou as chamadas “ferraduras”».

Problemas ambientais e paisagísticos persistem:
Os problemas ambientais e paisagísticos continuam a existir. «A barragem é igual, as medidas de salvaguarda iguais, o rio é o mesmo, a paisagem a mesma, as espécies de fauna e flora locais as mesmas. O resultado final não se alterará de uma devastação económico-social, paisagística e ambiental sem qualquer benefício que o justifique».

Recorde-se que a construção do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua implica a submersão de parte da linha ferroviária do Tua. Para o Tua propõe-se agora um sistema multimodal, que começará pelo transporte ferroviário até à barragem, com subida do paredão através de um elevador panorâmico (funicular) e depois viagem de barco até à Brunheda, onde se entrará novamente no comboio até Mirandela.

Desde que foi anunciada a construção da barragem de Foz Tua, que os defensores da linha ferroviária têm feito tudo para impedir que a mesma avance. Argumentam que tal levará à destruição de paisagem do Douro Vinhateiro, considerada Património da Humanidade pela UNESCO e de uma linha centenária que é, para muitas populações transmontanas, uma via para o desenvolvimento e para a sua mobilidade.

Ana Clara
in:cafeportugal.net

Núcleo de Turismo da EsACT organizou 1º Seminário de Turismo

O Núcleo de Turismo da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela (EsACT) organizou o 1º Seminário de Turismo dirigido a alunos que decorreu no dia 22 de outubro, no Auditório Municipal de Mirandela.
O Seminário teve como principal objetivo divulgar um conjunto de boas práticas ao nível do turismo no contexto local e regional e ao mesmo tempo promover o debate sobre as potencialidades de produtos como o contexto rural, a paisagem e a gastronomia na afirmação do concelho de Mirandela e da região como destino turístico.
Participaram neste seminário empresários e técnicos que partilharam com a audiência as suas experiências e estratégias para o desenvolvimento dos produtos turísticos regionais.
O aluno Tito Resende, atual Presidente do Núcleo de Estudantes de Turismo da EsACT e responsável pela organização do evento, revela que a iniciativa foi um sucesso com a participação massiva dos alunos do curso de Turismo.
Para a próxima edição fica o desafio de atrair os alunos dos outros cursos, uma vez que o turismo é um setor transversal que deve beneficiar da atividade conjunta de várias áreas de ação.

in:noticiasdonordeste.com

Alfândega da Fé - Regadio da Esteveinha vai ser requalificado

Vão arrancar ainda este mês as obras de reabilitação do regadio da barragem da Esteveinha, em Alfândega da Fé.
O auto de consignação das obras já foi assinado. O investimento de 1,7 milhões de euros, comparticipado por fundos comunitários, vai ser suportado pela Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.
Para o vice-presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé (CMAF), Eduardo Tavares, esta intervenção era urgente para travar o desperdício de água.
“Estamos a falar de um perímetro de rega que tem quase 50 anos. As condutas estavam bastante degradadas, havia muito desperdício, havia fugas permanentes, que já não era possível reparar, dada a natureza dos materiais da actual rede”, constata o autarca. 
Esta intervenção vai permitir substituir os materiais do actual sistema de regadio. “Com esta reabilitação vamos ter novas condutas, novas bocas de rega, equipamento mais fiável, que vai permitir uma grande eficiência na água utilizada e vamos ter um regadio com maior sustentabilidade do que o que tínhamos até aqui”, salienta o vice-presidente da CMAF. 
350 agricultores abrangidos
Este regadio serve cerca de 350 agricultores e abrange uma área de cerca de 270 hectares. Eduardo Tavares acredita que com a melhoria da gestão da rega a produção agrícola no concelho poderá aumentar.
“A reabilitação deste perímetro de rega era fundamental para assegurar o futuro da nossa agricultura no chamado plano alfa, que deu origem à Cooperativa agrícola, produção de cereja e fruticultura que temos nesta zona do Planalto de Alfândega da Fé. É também um incentivo para os agricultores terem mais confiança e poderem fazer investimentos onde tenham garantia que vão ter água em quantidade no período em que ela é necessária”, realça Eduardo Tavares.
No entanto, o autarca defende ainda a realização de mais investimentos. “Considero que será importante pensarmos no reforço da bacia hidrográfica desta albufeira. Ela dependia muito da bacia hidrográfica da barragem de Sambade, que entretanto foi construída, e nos próximos anos vamos ter mais dificuldade no enchimento da mesma. Mas é uma situação que temos agora que tratar com a Direcção Regional e também com outras entidades para complementar esta rede de rega”, defende o autarca. 
As obras no regadio da barragem da Esteveinha deverão estar concluídas em Abril do próximo ano.

in:jornalnordeste.com

Mogadouro - Idosos vão ter novo lar

Está praticamente concluída a nova estrutura residencial para idosos da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro. O equipamento está em fase final de construção e deverá entrar em funcionamento em Janeiro.
“Em princípio abre no início do ano. Neste momento está em fase terminal de construção e vamos agora começar a adquirir o equipamento para depois podermos receber os utentes nesta estrutura residencial para pessoas idosas de muita qualidade”, adianta o provedor, acrescentando que “já temos algumas pré-inscrições de gente que está interessada em ingressar nesta unidade”.
João Henriques salienta que a construção deste lar era fundamental uma vez que o actual já não estava a dar resposta às necessidades. “No distrito de Bragança, o concelho de Mogadouro é o menos servido por camas na resposta social de lar e por isso é que a construção foi apoiada por fundos comunitários. Era uma grande necessidade que esperamos colmatar em breve”, refere.
O lar tem capacidade de 52 utentes e vai criar cerca de 20 postos de trabalho.
Custou dois milhões e meio de euros e é financiado pelo Programa Operacional do Potencial Humano em um milhão e cem mil euros. A câmara municipal também contribuiu com 600 mil euros.

in:jornalnordeste.com

Vem aí o pastel de nata de castanha

Depois do sucesso do bolo-rei de castanha, a pastelaria Docinho, em Vinhais, aposta no pastel de nata de castanha.
Recorde-se que Bolo Rei de Castanha já é marca registada. Os bolos confeccionados por Leandro Marques ficam na memória de quem os prova pelo sabor requintado, que complementa e enriquece o paladar tradicional. Este último não é excepção. O pasteleiro agarrou na receita do bolo rei tradicional e transformou-o numa delícia de castanha que é um sucesso entre os turistas que passam por Vinhais, sobretudo nesta altura. “É um bolo que é procurado todo ano e chego até a enviar para vários pontos do País, mas nesta época é uma procura brutal”, refere o pasteleiro. Com a Festa da Castanha à porta, a pastelaria “O Docinho” já está a preparar ingredientes e fornos para fazer, pelo menos, 200 quilos desta iguaria.
Saborosas obras-primas
Só depois de dois anos a trabalhar na padaria do pai, em Curopos (Vinhais), é que Leandro Marques percebeu que a sua ambição era dedicar-se à criatividade no ramo da pastelaria. “Depois de deixar de estudar, passei a ajudar o meu pai, mas fartei-me da panificação, pois era sempre a mesma coisa, dia após dia. Então, surgiu a possibilidade de avançar com a criação de uma pastelaria”, recorda. 
Com a ajuda de outros profissionais e formadores, Leandro Marques começou por criar produtos tradicionais, passando, mais tarde, para verdadeiras e saborosas obras-primas, como a tarte de grão-de-bico, o tronco de natal, as tigeladas e as queijadas, entre muitas outras. 
Já em relação ao bolo-rei, o pasteleiro partiu da receita do pai, que foi adaptando e inovando, até chegar aos bolos com sabores. O de castanha é o que tem mais fãs e o pasteleiro espera que aconteça o mesmo com os novos pastéis de nata.

in:jornalnordeste.com

Bragança acolhe Encontro Internacional de Grupos Corais

O fim-de-semana foi de azáfama para a Associação Coral Brigantino de N. Sra. das Graças que organizou Encontro Internacional de Grupos Corais, que vai já na 16ª edição. 
O grupo coral brigantino Infanto-juvenil abriu o espectáculo e apresentou um repertório internacional composto por quatro músicas. Depois foi a vez de França mostrar o que vale com a actuação dos cerca de 40 pequenos cantores que compõem o Coro des Polysons, na sua maioria não sabem ler música mas já actuaram nos mais prestigiados lugares como por exemplo no teatro dos Campos Elísios.
Como não podiam faltar, os vizinhos espanhóis também estiveram presentes com o Coro Vegazana de Léon. 
Para o maestro Jaime Cifuentes é sempre “muito bom cantar a Portugal”. O espectáculo encerrou, como manda a tradição, com a actuação do grupo anfitrião: o Coral Brigantino. E no domingo a festa terminou com os mais pequenos desta vez no museu Abade Baçal, em Bragança com a actuação e convívio do Coral Brigantino Infantil.
Para estes pequenos em idade mas com a garra dos graúdos cantar acima de tudo é divertido.

Escrito por Brigantia

Tamborileiros debatem padronização dos instrumentos

O Encontro de Tamborileiros regressou a Sendim, concelho Miranda do Douro, no passado sábado, mas desta vez organizado pela Lérias. 
Segundo Ricardo Santos, membro desta Associação Cultural e também professor de música, este encontro pretende revitalizar o conjunto instrumental, flauta pastoril e tamboril, e assim incentivar novos músicos a tocá-lo. “A ideia é tentar juntar toda esta gente porque a opinião de todos é importante para que a flauta pastoril e o tamboril tenham a presença que tem por exemplo na vizinha Espanha. Queremos fazer deste instrumento cada vez mais popular”, refere Ricardo Santos.Paulo Preto, gaiteiro do grupo musical Galandum Galundaina, foi também chamado a este encontro para debater o futuro dos instrumentos típicos mirandeses. “É muito importante que nós consigamos falar com os construtores e pôr a nossa experiência na mesa e tentar, já que se vai fazer uma padronização do instrumento para desenvolver a escola, que esse instrumento possa tocar com as gaitas, as sanfonas, a guitarra e outros instrumentos”, explica. 
Para Francisco Porfírio, um dos poucos construtores de flautas pastoris existentes no planalto, esta é uma actividade pouco lucrativa mas que dá muito prazer. “Eu estou reformado e trabalhei sempre de carpinteiro mas isto de construir uma flauta não dá dinheiro é só um desejo e uma intuição”.
Um dos objectivo da Lérias é padronizar os instrumentos para que seja possível criar uma escola, dando assim continuidade à tradição.

Escrito por Brigantia