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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 21 de junho de 2026

BRAGANÇA REFORÇA COOPERAÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA EM PATRULHAS CONJUNTAS NO CAMINHO DE SANTIAGO

 No âmbito dos planos de segurança associados ao Caminho de Santiago 2026 e ao programa Turismo Seguro 2026, um militar do Comando Territorial de Bragança está a integrar patrulhas mistas em conjunto com a Guardia Civil espanhola.


Esta colaboração operacional visa reforçar a vigilância e a capacidade de resposta a situações que envolvam peregrinos e turistas portugueses que percorrem rotas do Caminho de Santiago na zona sob responsabilidade da Comandância de Ávila, em Espanha.

A presença conjunta das duas forças policiais permite uma atuação mais próxima e coordenada, garantindo maior rapidez na assistência em caso de necessidade e reforçando a sensação de segurança dos cidadãos em trânsito entre os dois países.

A iniciativa insere-se no quadro da cooperação policial internacional e evidencia o trabalho conjunto entre autoridades portuguesas e espanholas na proteção de pessoas, na prevenção de ocorrências e no reforço da segurança em contextos de mobilidade turística e religiosa.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

4.ª EDIÇÃO DA “CAMINHADA COM O MÉDICO” REÚNE PARTICIPANTES EM VIMIOSO

 Vimioso recebeu ontem a 4.ª edição da iniciativa “Caminhada com o Médico”, que voltou a juntar participantes num percurso ao ar livre dedicado à promoção da saúde e da atividade física.


A caminhada decorreu num ambiente de convívio e contacto com a natureza, ao longo de um trajeto marcado por paisagens da região, incentivando hábitos de vida saudáveis e a prática regular de exercício físico.

O programa terminou nas Termas de Vimioso, onde os participantes tiveram oportunidade de desfrutar de um momento de relaxamento e convívio, num ambiente de partilha e bem-estar.

A iniciativa reforça a aposta na promoção da saúde preventiva e na valorização dos espaços naturais do concelho como cenário privilegiado para atividades de lazer e bem-estar.

Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

UNIVERSIDADE SÉNIOR EXPERIMENTA NOVO ESPAÇO DESPORTIVO NO AZIBO

 Os alunos da Universidade Sénior de Macedo de cavaçeiros participaram recentemente, pela primeira vez, em atividades no ginásio do Centro Náutico da Albufeira do Azibo, num momento dedicado à prática de exercício físico e à promoção do bem-estar.


A iniciativa proporcionou aos participantes a utilização de um equipamento moderno e adaptado, num ambiente que alia a atividade física ao convívio e à socialização.

Esta ação insere-se na estratégia municipal de promoção do envelhecimento ativo, incentivando a população sénior a manter-se fisicamente ativa e integrada na vida comunitária.

O Município de Macedo de Cavaleiros destaca ainda o trabalho desenvolvido pela Universidade Sénior no acompanhamento e dinamização de atividades dirigidas à população idosa do concelho.

Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

A AMBIÇÃO HUMANA

Por: Humberto Pinho da Silva 
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Recentemente houve no nosso País, campanha eleitoral; não foi muito diferente, das realizadas em nações democratas e civilizados.

Alguns candidatos em lugar de debaterem ideias, apresentando soluções concretas e viáveis, para melhorarem o bem-estar do povo, limitaram-se a denegrir, com mais ou menos educação, o antagonista. O diálogo que devia ser cortês, descambou, muitas vezes, ao que meu pai chamava: a nível de antigos saleiros.

Tanta contenda para atingir o que costumam - segundo dizem, - acarretar muitos e graves dissabores!

Durante a visita que D. Pedro II, realizada, em 1872, à cidade do Porto, manifestou o desejo de visitar o célebre romancista, Camilo Castelo Branco, para o condecorar com a: " Ordem da Rosa".

Vivia o escritor, nessa época, a São Lazaro, na baixa portuense.

Recebeu o Imperador, na sua modesta salinha de visitas. Enquanto o guardava, entreteve-se a observar as gravuras que pendiam pelas paredes, que representavam reis e poetas.

Ao chegar o romancista, vendo-o a examinar atentamente os quadros, disse-lhe, sorrindo:

- Vossa Majestade está a apreciar os retratos de seus antepassados?!

- Sim : mas reparei apreensivo, na fisionomia de todos, e vi que têm um ar de tristeza... exceto Béranger!...

-Sabe Vossa Majestade o motivo? - Interroga Camilo, não aguardando resposta:

- É mais fácil escrever versos, do que leis!... 

Todos sabemos essa grande verdade; e o risco permanente da espada de Dâmocles.

O poeta, jornalista e o escritor, a única desfeita que podem receber, são críticas injustas e humilhações; mas, ao político, além de graves desfeitas, até a vida lhe pode correr perigo...

Mesmo assim, escritores, professores, industriais e simples homens do povo, erguem-se em bicos de pés, para alcançarem lugares cimeiros na Política, que lhes empreste: fama, prestígio, condecorações... e dinheiro; além de muitas ingratidões de amigos, e parentes...


Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Última chamada para a FAB 2026!

 Hoje é o último dia para viver a Feira Agrícola de Bragança.
Animais, maquinaria, inovação, produtos locais, gastronomia e muita animação esperam por si numa feira que celebra a agricultura, a ruralidade e o futuro do nosso território.

MIRANDA DO DOURO RECEBE PROFISSIONAIS E PROMOTORES DO SETOR TURÍSTICO

 O Salão Nobre dos Paços do Concelho de Miranda do Douro acolheu uma receção a um conjunto de profissionais ligados ao setor do turismo, numa iniciativa inserida numa FAM TRIP promovida pelo CLUB AF, com o objetivo de dar a conhecer e valorizar o potencial turístico do território.


A sessão contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, que recebeu representantes de várias entidades e profissionais da área, entre os quais jornalistas especializados, consultores de viagens, gestores, técnicos e responsáveis ligados à promoção turística.

A visita trouxe ainda ao concelho diversas personalidades ligadas ao setor, incluindo representantes do Turismo do Porto e Norte e da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), reforçando a importância destas ações para a divulgação do território e para a criação de novas oportunidades de promoção turística.

A iniciativa pretende contribuir para uma maior projeção de Miranda do Douro junto dos diferentes agentes do setor, potenciando a atratividade da região e aproximando o destino de futuros visitantes e parceiros estratégicos.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

VILA FLOR BATE-SE ATÉ AO FIM EM JOGO EMOCIONANTE NA LIGA ELITE DE FUTEBOL DE PRAIA

 O Arena Vila Flor recebeu este sábado a 5.ª jornada da primeira fase do Campeonato Elite de Futebol de Praia, numa tarde marcada pela emoção, intensidade e muitos golos.


O principal destaque da jornada foi para o encontro entre o GD Sesimbra e a equipa da casa. Num duelo equilibrado e disputado até aos instantes finais, o Vila Flor deixou uma imagem muito positiva perante os seus adeptos, apesar da derrota por 6-4 frente a um dos conjuntos mais competitivos da prova.

A formação transmontana mostrou personalidade, capacidade de resposta e nunca baixou os braços, protagonizando um espetáculo de grande qualidade que manteve a incerteza no resultado durante largos períodos da partida.

Nos restantes encontros da jornada, o CF Chelas venceu o GDU Ericeirense por 4-0, enquanto o GRAP alcançou o triunfo mais expressivo do dia ao derrotar o Leixões SC por 8-2.

A etapa de Vila Flor contou ainda com a presença do Selecionador Nacional de Futebol de Praia, Bruno Torres, do Presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, Pedro Lima, e do Vereador do Desporto, Michel Monteiro, que acompanharam o primeiro dia de competição.

A Liga Elite regressa este domingo ao Arena Vila Flor para a realização da 6.ª jornada, prometendo novas emoções numa das mais importantes competições do futebol de praia nacional.

Jornalista: Edgar Pedreiro
Foto: FPF

LIVESTATION LEVA RITMOS E NOVAS SONORIDADES À ANTIGA ESTAÇÃO DE MIRANDELA

 A música voltou a ocupar um espaço carregado de história em Mirandela, com mais uma edição do Livestation a reunir artistas nacionais e internacionais numa noite marcada pelo blues, pelas guitarras e pela forte adesão do público. 
Entre atuações ao vivo e um ambiente de convívio, a antiga estação transformou-se num ponto de encontro onde a cultura e a música voltaram a estar no centro das atenções.

Jornalista: Vitória Botelho

VILA FLOR RECEBE ENTREGA DOS PRÉMIOS BUPI E TRÁS-OS-MONTES DESTACA-SE ENTRE OS VENCEDORES

 Vila Flor recebe esta segunda-feira a cerimónia de entrega dos Prémios BUPi 2025, uma iniciativa que distingue municípios, balcões e técnicos que se evidenciaram pelo trabalho desenvolvido na identificação e valorização do território, bem como pela proximidade aos cidadãos e qualidade dos serviços prestados.


A sessão decorre no Auditório Adelina Campos e contará com a presença da Secretária de Estado da Justiça, Ana Luísa Machado. A iniciativa pretende reconhecer o desempenho e as boas práticas associadas ao sistema BUPi, que tem assumido um papel importante no registo e georreferenciação de propriedades em Portugal.

A região transmontana volta a marcar presença entre os distinguidos nesta edição. Na categoria de Produtividade, o Município de Chaves alcançou o primeiro lugar a nível nacional, destacando-se pelos resultados obtidos ao longo do último ano. Também Vera Branco, de Miranda do Douro, conquistou o primeiro lugar entre os Técnicos Habilitados.

Já na categoria Sistemas de Informação Geográfica, a Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes arrecadou a distinção principal, reforçando o papel da região na implementação de soluções tecnológicas ligadas ao conhecimento e gestão do território.

Entre os premiados surge ainda uma menção honrosa atribuída à União de Freguesias de Mouçós e Lamares, em Vila Real, na categoria Proximidade ao Cidadão, reconhecimento que destaca o trabalho realizado junto da população.

A cerimónia servirá para valorizar projetos e equipas que, através da inovação, rigor técnico e serviço público, têm contribuído para aproximar os cidadãos dos serviços e reforçar o conhecimento do território nacional.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

CULTURA, DESPORTO E TRADIÇÃO UNEM-SE EM PROJETO DE INCLUSÃO EM CARRAZEDA DE ANSIÃES

 O Município de Carrazeda de Ansiães está a desenvolver novas iniciativas no âmbito do projeto “Cultura para Todos”, uma estratégia que aposta na cultura, no desporto e na valorização das tradições locais como ferramentas de inclusão social e combate ao isolamento.


Com ações já em curso nas aldeias e localidades do concelho, o projeto pretende criar oportunidades de participação ativa da população, com especial atenção aos grupos mais vulneráveis e à população idosa, promovendo o envelhecimento ativo, o bem-estar e o reforço dos laços comunitários.

Entre as várias iniciativas previstas estão atividades físicas, oficinas e ações dedicadas à recolha e preservação do conhecimento popular, através do registo de histórias, memórias e tradições transmitidas ao longo de gerações. O trabalho culminará com a criação do Inventário da Tradição Oral do concelho, uma medida que procura preservar patrimónios imateriais e saberes que correm risco de desaparecer.

A iniciativa surge como resposta a desafios identificados no território, como o envelhecimento da população, a desertificação e o isolamento social, procurando reforçar o sentimento de pertença e a participação cívica da comunidade.

O projeto, cofinanciado pelo programa Norte 2030, terá uma duração de quatro anos e pretende envolver a população local na construção e valorização da identidade cultural do concelho.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

A Terra Fria Transmontana dá as boas-vindas ao Verão.

 Com a nova estação regressam o calor, os banhos nas praias fluviais, as dezenas de festas nas aldeias, os passeios de barco e os magníficos pores do sol.
Dias perfeitos de descanso, descoberta e aventura na natureza, sempre acompanhados pelos sabores inesquecíveis da cozinha transmontana.

Bem-vindo, Verão.

Dia 𝟐𝟒 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐧𝐡𝐨, pelas 11h00, terá lugar no 𝐌𝐞𝐫𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 a inauguração da exposição “𝐏𝐞́𝐭𝐚𝐥𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐫”.

 A exposição reúne os trabalhos elaborados pelos 𝐚𝐥𝐮𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐔𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐒𝐞́𝐧𝐢𝐨𝐫 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐜𝐞𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬, no âmbito da disciplina de 𝐄𝐱𝐩𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐏𝐥𝐚́𝐬𝐭𝐢𝐜𝐚.
Cada obra exposta é uma expressão de cor, sensibilidade e criatividade, refletindo o empenho, a dedicação e o talento dos alunos e professores.

Venha descobrir as obras que dão vida a “Pétalas de Cor”, patente até 𝟐𝟒 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐥𝐡𝐨. 

sábado, 20 de junho de 2026

Vamos conhecer os expositores do Festival Solstício 2026

ALBRICOQUES - Pula altura de cada solstício de berano, l albricoqueiro cumpre siempre cula sue promessa…

𝗙𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗼𝗹𝘀𝘁í𝗰𝗶𝗼 | 𝟭.º 𝗗𝗶𝗮

🌱 Animais, máquinas, sabores, inovação, demonstrações e muitos encontros.

 A FAB 2026 continua a mostrar a força do setor agrícola e a identidade do nosso território.
Veja alguns dos momentos e venha fazer parte desta feira única.

Da farinha de trigo ainda se fazem cuscos transmontanos

 A tradição já não é o que era e a produção de cuscos, símbolo da gastronomia transmontana, é cada vez menor. Em Paçó, aldeia perto de Vinhais, Maria de Lurdes Diegues perpetua esta arte ancestral e o seu produto chega até às cozinhas dos grandes chefs. “Da Terra à Mesa” é um projeto Boa Cama Boa Mesa que dá a conhecer os produtos portugueses a partir de histórias inspiradoras e de sucesso, desde a produção até ao consumidor, em casa ou no restaurante.

Cuscos de Vinhais Foto: Empreende Vinhais

É na aldeia de Paçó, Vinhais, que Maria de Lurdes Diegues, 69 anos, se dedica à arte da confeção dos cuscos transmontanos. “Aprendi com a minha mãe. Antigamente só se fazia para consumo da casa, mas agora até os chefs gostam. Já vendi para o Cordeiro, para a Justa Nobre”, conta a mentora da empresa Sabores D’Outrora.

Feitos com farinha de trigo barbela ou trigo rijo – “trabalhamos mais com o rijo porque o barbela não se semeia tanto” –, os cuscos são, segundo a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), “grãos aglomerados de farinha, cozidos a vapor com o auxílio de um recipiente próprio (a cuscuzeira), e secos ao ar ou ao sol, para poderem ser conservados durante vários meses”. Mas o processo é demorado e, por isso, “já não se vê muita gente a fazer”, confessa Maria de Lurdes. De acordo com a DGADR, “para a confeção dos cuscos recorre-se às masseiras de madeira, convencionalmente utilizadas para confecionar o pão, e onde se deita a farinha que se pretende transformar em cusco. A farinha é então polvilhada ou salpicada com água morna e salgada, com o auxílio de uma vassourinha de gesta ou sacudindo os dedos. São estes salpicos de água que vão ajudar a formar os grãos de cusco. Para obter uma variação mais uniforme os grãos de cuscos vão sendo peneirados com o auxílio de um crivo”. Depois, diz Maria de Lurdes, os cuscos “têm que ser secos ao sol”, cozidos a vapor e novamente secos ao sol.

Cuscos de Vinhais Foto: DGADR

“Os mais novos não querem nada com isto. Dá muito trabalho, é muito cansativo para o corpo. Ninguém pede para aprender, mas eu gostava de ensinar.” Nesse sentido, é cada vez mais importante atrair os jovens agricultores e facilitar o desenvolvimento das empresas nas zonas rurais, de acordo com uma das medidas da PAC para o período 2023-2027.

Sem fermentos ou aditivos, os cuscos são típicos dos concelhos de Bragança e Vinhais, no distrito de Bragança, em Trás-os-Montes. “É com as conquistas islâmicas que o kuskus se expande pelos países da África Subsariana e do Mediterrâneo, chegando à Península Ibérica (ou Al-Andaluz, nome dado então pelos conquistadores islâmicos a este território peninsular). Esta evolução ou transformação das práticas alimentares é acompanhada pela evolução da cultura dos cereais, em particular o desenvolvimento da cultura do trigo duro (Triticum durum), que encontra na Península Ibérica condições climatéricas favoráveis”, lê-se no site oficial da DGADR.

Cuscos de Vinhais

Hoje há cuscos

Passíveis de conservar por um longo período e, em tempos, ótimos substituto do arroz e da massa, os cuscos são versáteis à mesa. “Tradicionalmente comem-se com bacalhau, com chouriça de Vinhais, com salpicão, com cogumelos. Faz-se como se faz o arroz de tomate”, explica Maria de Lurdes. Mas também sozinho, “como um arroz seco, com peixe ou com entrecosto”.

Através do site www.saberavinhais.com é possível comprar os cuscos da Sabores D’Outrora, bem como outros produtos regionais transmontanos, como mel, azeite e fumeiro.

A sustentabilidade social, ambiental e económica na agricultura e nas zonas rurais são linhas orientadoras da PAC - Política Agrícola Comum que, em Portugal, tem como objetivos principais valorizar a pequena e média agricultura, apostar na sustentabilidade do desenvolvimento rural, promover o investimento e o rejuvenescimento no setor agrícola a a transição climática no período 2023-2027.

“Da Terra à Mesa” é um projeto Boa Cama Boa Mesa que dá a conhecer os produtos portugueses a partir de histórias inspiradoras e de sucesso, desde a produção até ao consumidor, em casa ou no restaurante.

Meus amigos transmontanos

Por: Antônio Carlos Affonso dos SantosACAS
São Paulo (Brasil)
(Colaborador do Memórias...e outras coisas)

Cornélio Pires

 Meus amigos transmontanos:  quando eu tinha dez anos de idade, em 1956, tomei contato pela primeira vez com Mark Twain, através da revista "Seleções do Readers Digest", em Português; à época já publicada na cidade do Rio de Janeiro. Como o observei de pronto? 

A revista "Seleções", trazia, entre cada texto, artigo ou crônica, além da publicidade, recortes de autores famosos nos EUA, e Mark Twain se destacava, com um humor “acido”, eu diria! Pois é, “dispois que terminei meus estudo”, ou o curso primário, como se dizia à época, quando tive que morar na cidade para completá-lo, pois na escola rural só ensinavam até o terceiro ano; portanto fiz o “quarto ano” orando na cidade. 

Quando voltava à vida rural, em alguns fins de semana, além de matar as saudades dos amiguinhos e da vida caipira, eu passei a vasculhar a casa dos donos da fazenda, que haviam ido morar na cidade, devido a terem ficado rico com o café, e terem mais conforto na cidade. Na casa, onde moravam, foram deixados muitos móveis, enormes e pesados, feitos em madeira de lei, que “não cabiam”, nas dependências da casa urbana deles. Percebi, agora que já dominava melhor a língua portuguesa, que em tais móveis, foram deixados muitos objetos que não eram adequados na vida urbana; dentre eles encontrei ao acaso, um armário cheio de jornais, revistas em quadrinhos e uma coleção com algumas dezenas da Revista “Seleções do Readers Digest”, como dito anteriormente. 

As piadas, as críticas ácidas e as citações filosóficas de Mark Twain fizeram em mim, um surpreendente estímulo para escrever. Eu sabia que não tinha nenhuma cultura, mas se eu quisesse um dia escrever, queria escrever daquele jeito do Mark Twain! Eu tinha apenas 10 anos de idade, vejam os senhores! Aos 11 anos de idade, meu pai comprou uma “rádio vitrola”, e ganhou de bônus quatro discos de acetato, de 78 rpm; um do cantor brasileiro, Nelson Gonçalves, outro do Pixinguinha, exímio flautista, maestro e arranjador, outro de uma cantora portuguesa, chamada Ester de Abreu, que cantava fados, e um último, um disco do Cornélio Pires, um artista que se apresentava em circos, que o meu pai viu e que o admirava; como ganhou um disco do Cornélio, ficou alegríssimo; pois eu também fiquei; e nunca esqueci.

 Agora, às vésperas do meu aniversário de 80 anos e, 69 anos depois, percebo que as ideias não fenecem. Ficam dormindo, latentes; parece não terem seiva, mas num átimo, afloram e meu inconsciente que me faz tentar ser um escrevinhador, aparece volta e meia: por isso, entrei nesse mister de escrever este livro, que estou quase a completá-lo, unindo dois personagens, aos quais me apaixonei à primeira vista! 

Depois de uma imensidão de tempo ausente das páginas do MOC, comandado pelo amigo Henrique Martins, em Bragança, volto ao convívio, pelo menos por ora, para relatar aos meus leitores, se houverem ainda, para dar ciência da minha ausência prolongada, com raríssimas participações. Tenho um problema particular com familiar enfermo, que já se arrasta há quase seis anos, o que me toma quase todo o tempo; acrescido por um mar de contrariedades; como estar sem computador, há pelo menos cinco anos! Estou terminando um livro, que vai discorrer de dois personagens; um brasileiro, como eu, outro por um norte americano, que viveram em tempos distintos e em países extintos, porém provindos de regiões parecidas e semelhanças e dissemelhanças em seus respectivos trabalhos literários. Busco aproximá-los numa análise, a mais profunda que meus parcos conhecimentos conseguiram extrair de múltiplas fontes de consultas que realizei, anos a fio!

Por que este autor escreveu sobre esses dois personagens, protagonistas de seu tempo?

Bem, a resposta mais imediata é que não se conhecem detalhes das histórias de vida de Cornélio Pires e de Samuel Lenghorn Clemens. Nos EUA, creio que 99,999999%, desconhecem a saga e legado de Cornélio Pires; assim como 99,0% dos brasileiros não sabem nada sobre o Samuel L. Clemens!

Enquanto, nos EUA, onde a maioria do povo é alfabetizado, na mesma proporção que desconhecem Cornélio Pires. No Brasil, uma porcentagem estimada, por mim, de 80% das pessoas sabe quem é Samuel; se nos dirigirmos a ele como Mark Twain! O fato se observa, por ser os EUA, o campeão mundial da divulgação dos feitos de seus cidadãos, por disporem da hegemonia dos veículos midiáticos, como jornais, rádios, TV e cinema; além da rede mundial de comunicação! A propaganda é a alma do negócio, já dizia P. T. BARNUM, empresário circense americano, no Sec. XIX: "Advertisement of the soul of business”. 

Há uma forma muito difundida de se relacionar com o passado que, a rigor, não é a história em si, mas é o que o comentarista consegue "pescar" do passado, os elementos que confirmam sua tese, recorrendo a uma frase dos personagens, uma obra que o pesquisado tenha publicado, vivido um fato, gravado em som ou imagem, ou através de depoimentos publicados de alguma forma, por comentaristas, críticos, ou apenas testemunhas oculares de um evento, que tenha se tornado histórico. Creio isso não ser uma instrumentalização dos mortos, a serviço de causas e disputas entre vivos, vieses, ou posicionamento intelectual político, ou até filosófico. Aqui, o autor é o magistrado, imparcial e isento, que incorpora o comentarista para suprir a falta de memória dos interlocutores, da negligência quase imperceptível, que demonstra falta de experiências já vividas, das respostas já elaboradas, que nos deixa com a sensação, de que temos que recomeçar do zero; além de termos que reavivar a história, para que não seja esquecida. 

Li, em algures, um professor da USP, Universidade de São Paulo, o professor Fábio Martinelli Casemiro (doutor em Teoria Literária, pela USP) disse, mais ou menos, o seguinte: “Ser caipira, no século XXI, é reconhecer o poder dessa ancestralidade sertaneja, é saber fundir a tradição com a modernidade; é, em suma, a habilidade de converter simplicidade e irreverência, em método de compreensão do mundo”! Eu, ACAS, creio ser a relação com o passado, uma relação individual, de cada ser, consigo mesmo! Ler o que os homens do passado escreveram, é tentar entender o que eles estavam repercutindo em suas obras e ações, e fazer um diálogo real com o passado!


Antônio Carlos Affonso dos Santos
ACAS. É natural de Cravinhos-SP. É Físico, poeta e contista. Tem textos publicados em 9 livros, sendo 4 “solos e entre eles, o Pequeno Dicionário de Caipirês e o livro infantil “A Sementinha” além de cinco outros publicados em antologias junto a outros escritores.

Festas, Festividades e Eventos

Madalena

Por: Manuel Amaro Mendonça
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

 Nota Editorial: Este texto é uma obra de ficção. Embora possa incluir referências a eventos históricos e figuras reais, a história, os diálogos e as interpretações são fruto da imaginação do autor. Qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, é mera coincidência.


Madalena recebeu das mãos da cunhada o saco plástico que pingava. — Foi o Zé do talho que mandou. — Explicou ela antes de sair novamente.

Deu dois ou três minutos para ouvir o carro da cunhada a trabalhar e a afastar-se para ir à porta olhar para um lado e para o outro. Zé não estava à vista.

Levou o saco que pingava para a cozinha e espalhou cuidadosamente o seu conteúdo em cima da banca. Havia ali carne suficiente para algumas semanas. Seria uma ajuda preciosa naqueles momentos difíceis em que estavam.

Para além da carreira errática do marido, com entradas e saídas de empregos, havia o álcool e o tabaco que consumiam grande parte da remuneração que trazia.

Desde o namoro que ela, jovem e inexperiente, fora avisada pelos pais que “o rapaz da mota barulhenta” não era a melhor opção de vida. Não se cansavam de lhe dizer quando o viam em más companhias ou nas noitadas nos cafés.

A família de Madalena era simplesmente remediada. O pai trabalhava num armazém de tecidos e a mãe era costureira, em casa, profissão herdada também da sua mãe. Nos anos que se seguiram ao fim da escola e apesar do desagrado dos seus pais, Bruno não deixava de “rondar a porta” de Madalena. Várias vezes fora vista na garupa da 125 firmemente agarrada ao seu cavaleiro da estrada.

O pai, cioso da “sua menina”, avisava-a:

— Tem cuidado com esse rapaz. Não tenho nada contra a profissão dele, mas devias procurar alguém com um trabalho mais limpo. — Aqui fazia aquele sorriso carinhoso, como que a pedir desculpa por dizer a verdade. —  Vês, como eu. Não tenho as botas e as calças sujas de cimento.

— O Bruno também não anda na rua sujo ou rasgado, pai. — Defendia-o ela. — Lava-se antes de sair da obra e muda de roupa, parece que vai sempre para o baile.

— Pois, essa é outra! — Atacava a mãe, sempre mais incisiva. — Corre as festas todas do concelho com os “bardinos” todos. Anda sempre com desocupados e bêbados.

— Ora, — continuava Madalena, sentindo-se infeliz — é um rapaz novo! Não é como vocês dizem? Divertir-se enquanto se pode? Um dia que nos casemos vai ser um bom marido, dedicado à família e à casa.

— Essa é outra! — A matriarca voltava ao ataque. — Alguma vez te falou em casamento? Ou mesmo namoro a sério? Alguma vez se prontificou a falar com o teu pai para pedir autorização para namorar?

— Isso já não se usa! — Defendeu o pai sorrindo, mas deitando um olhar de soslaio à amuada Madalena.

— Devias era olhar para o Zé do talho! — A mãe conseguia normalmente ganhar a discussão. — Esse sim, é que é um partido a sério! Já viste a casa deles? E aquele talho, quanto vale? — Aqui fez um risinho maroto. — Julgas que não vejo os coraçõezinhos que ele te põe no papel de embrulho?

Aqui até o pai se riu com o ar de envergonhado da filha.

— Oh, mãe! — Madalena mostrou-se desolada. — Ele é um gorducho sem-sal! Já o comparaste com o Bruno, muito mais bonito, magro e elegante? — Entusiasmou-se. — E aquela mota? Parece que voa!

— Magro deve de ser da fome que passa. — Retorquiu a progenitora com azedume. — Assim que tiver “teta onde mamar”, engorda. A mota, nem digo nada, para não agoirar o rapaz, que não lhe quero mal.

Estas conversas iam sempre subindo de tom e acabavam invariavelmente com Madalena a fugir para o quarto amuada ou a chorar. Ficava depois a ouvir a conversa sussurrada dos progenitores, em que ele censurava a mãe por ser muito dura e ela criticava-o por ser demasiado brando.

Bruno também não era rico. Tinha a mãe e a irmã apenas por família, o pai partira muito cedo, caído de um andaime nas obras. Estava alcoolizado e o seguro não pagou nada. A mãe estava reformada por invalidez de uma queda que dera na padaria onde trabalhava com a filha. Viviam numa casa pequena que era a renda que podiam pagar, elas dormiam no quarto e o Bruno num sofá.

Quando o pai de Madalena adoeceu e morreu com uma doença pulmonar, foi tudo muito rápido. De um momento para o outro, os rendimentos da mãe e da filha não chegavam para as despesas. Bruno, que trabalhava para o tio empreiteiro, podia ser a tábua de salvação para todos: aliviava a casa dele, deixando-a para a mãe e a irmã e reforçava os rendimentos da dela.

Casaram de forma muito singela, praticamente apenas a família muito chegada e a almoçarada na casa de pasto foi paga pelo padrinho de casamento, o tio empreiteiro.

No dia do casamento, quando estavam a compor o vestido para entrar na igreja, a mãe dela abriu-lhe a mão e passou-lhe um pedaço de papel pardo. Eram três corações desenhados a esferográfica. “Guarda, para que nunca te esqueças que havia outro caminho.”, sussurrou-lhe ao ouvido.

O caminho, seguiu-o ela estoicamente; no primeiro ano Bruno conseguiu comportar-se, embora ainda bebesse bastante. Madalena engravidou, mas abortou antes do feto ser viável, para desalento de todos.

Talvez tenha sido esse o gatilho para a mudança de atitude de Bruno que começava a juntar ao álcool as más respostas e cada vez menos dinheiro em casa.

— Que pensas fazer da tua vida? — Gritou-lhe, furiosa, um dia em que chegava embriagado. — Procuras alguma pista no fundo dos copos?

— Às vezes também nas garrafas… — respondeu com a voz entaramelada, sentado no sofá, a cabeça entre as mãos.

— Destróis tudo quanto tocas! — Acusou. — Destruíste a mota, perdeste o melhor emprego que tinhas, agora estás a destruir-nos a nós!

— Que sabes tu? — Enfureceu-se e levantou-se de um salto, a mão armada para desfechar um soco.

— Bate! — Provocou ela. — Bate outra vez, como na semana passada! É assim que resolves os problemas, o machão que bebe o ordenado e vem para casa partir a loiça e bater na mulher!

— Cala-te! — Ordenou, tapando os ouvidos e virando-lhe as costas.

— Como queres que pague à mercearia? — Pressionou. — Não pagamos nada do mês passado e apenas metade do mês anterior! O senhor Joaquim já me avisou que não pode continuar a fiar. — Abanou-o como que tentando acordá-lo para a realidade. — A luz paguei-a com o último vestido que costurei e ando a pedir adiantamentos para os que estou a fazer. Que vergonha!

— Deixa-me, que queres que te faça? — Gritou ele agarrando-a por um braço, novamente agressivo. Acabou por largá-la e desfechar um pontapé na mesa de jantar que quase se desmanchou. — Dou cabo de tudo, ouviste? — Agarrou na jarra que sobrevivera ao pontapé em cima da mesa e estilhaçou-a no chão.

— Ah é assim que se resolve? — Ela tinha os olhos esbugalhados e o rosto vermelho quando abriu a porta da cristaleira e começou a partir metodicamente os copos no chão. —  Vamos lá então resolver os problemas, vamos partir esta m** toda!

Apesar de embriagado, ele percebeu que as coisas estavam a ficar fora de controlo. Era por aquelas explosões que, quando tudo estava bem, lhe chamava “meu furacãozinho”. Cambaleou para o pé dela e apertou-a num abraço desajeitado.

— Espera, meu amor, perdoa-me. — Chorou. — Perdoa-me.

— Deixa-me! — Esbracejou, tentando livrar-se o amplexo.

— Perdoa-me. — Insistiu suavemente ao ouvido dela. — Prometo que vou acertar-me e resolver a coisas todas.

As coisas terminavam normalmente assim. Ele acabava por conseguir acalmá-la e cumpria a sua promessa… durante alguns meses.

Muitas vezes ela se perguntou que estava ali a fazer, agarrada àquele homem que vivia na borda de um copo.

Os gémeos tinham aparecido quase de surpresa. Como haviam casado tarde e a primeira gravidez fora um desastre, não esperavam por aquilo quando ela tinha 36 anos.

Ela percebia o marido que tinha; bêbado, perdulário e inconsciente, mas carinhoso com os dois filhos, embora muitas vezes um bruto para ela.

Agora, na casa dos quarenta, viúva, parcos rendimentos e dois filhos menores, já não era tempo para se deixar levar por motas possantes e homens inconsequentes.

Olhou o balcão com os pedaços de carne, que seriam o sustento de todos para umas semanas e alinhou-os distraidamente.

O som estridente de uma motorizada roncou no exterior, afastando-se. Pegou por fim no saco branco onde fora cuidadosamente desenhado um coração. Uma lágrima correu ao mesmo tempo que um sorriso tímido se desenhou nos lábios… “E porque não?”


Manuel Amaro Mendonça
é licenciado em Engenharia de Sistemas Multimédia pelo ISLA de Gaia. Nasceu em janeiro de 1965, em Portugal, na cidade de São Mamede de Infesta, no concelho de Matosinhos; a Terra de Horizonte e Mar.
Foi premiado em quatro concursos de escrita e os seus textos foram selecionados para mais de duas dezenas de antologias de contos, de diversas editoras e é membro fundador do grupo Pentautores (como o seu nome indica, trata-se de um grupo de cinco autores) que conta já com cinco volumes de contos publicados.
É autor dos livros "Terras de Xisto e Outras Histórias" (2015), "Lágrimas no Rio" (2016), "Daqueles Além Marão" (2017), “Entre o Preto e o Branco” (2020), “A Caixa do Mal” (2022), “Na Sombra da Mentira” (2022) e “Depois das Velas se Apagarem” (2024), todos editados e distribuídos pela Amazon.
Colabora nos blogues “Memórias e Outras Coisas… Bragança” https://5l-henrique.blogspot.com/, “Revista SAMIZDAT” http://www.revistasamizdat.com/, “Correio do Porto” https://www.correiodoporto.pt/ e “Pentautores” https://pentautores.blogspot.com/
Outros trabalhos estão em projeto, mantenha-se atento às novidades em http://myblog.debaixodosceus.pt/, onde poderá ler alguns dos seus trabalhos, ou visite a página de autor em https://www.debaixodosceus.pt/