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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Reações à possibilidade de instalar uma segunda VMER em Mirandela

 “Satisfeito, mas ainda expectante”. É desta forma que o Presidente da Câmara de Mirandela reage à revelação da Administração da ULS do Nordeste, na semana passada, de que estarão “bem encaminhadas as diligências com vista à instalação de uma segunda VMER na sua área de influência, a localizar em Mirandela”, após uma reunião com o presidente do INEM e o Vice-presidente da CCDRN para a área da saúde.


“Essa tem sido uma reivindicação do executivo municipal e da comissão municipal da saúde e apesar de ser uma medida que ainda esta em equação, sabemos que essa reunião foi frutífera e deixa-nos satisfeitos”, acrescenta Vítor Correia.

Também a Comissão Permanente de Acompanhamento para o Setor da Saúde da Assembleia Municipal de Mirandela “congratula-se” com a recente revelação do Conselho de Administração da ULS do Nordeste, ressalvando que se trata “apenas de uma reunião de trabalho com as Entidades competentes (INEM e CCDRN), mas nem por isso deixa de ser um passo muito importante neste processo, revelador de estarem a ser desencadeadas, pela administração da ULSNE, diligências para a instalação de uma VMER em Mirandela”, revela a Coordenadora desta comissão, numa resposta, por escrito, enviada à nossa redação.

Aida Palas acredita que o Conselho de Administração, com as Entidades competentes, “continuará a trabalhar para que a VMER em Mirandela seja uma realidade”, acrescenta.

Nesta nota escrita, a coordenadora começa por revelar que, no passado dia 25 de agosto, esta Comissão reuniu com o Conselho de Administração da ULS Nordeste tendo já sido abordado, de entre outros temas, “a emergência pré-hospitalar e concretamente a instalação de uma VMER em Mirandela”, e dado nota da “existência de recursos humanos capazes de a assegurar”, acrescenta o documento escrito pela coordenadora desta Comissão Permanente de Acompanhamento para o Setor da Saúde da Assembleia Municipal de Mirandela, criada em novembro de 2025, e que integra ainda mais nove representantes de todas as bancadas daquele órgão autárquico: Mário Vilarinho (PS), Rui Sá (PSD), Hernâni Moutinho (CDS), Eliana Alves (Chega), Sandra Grilo (Movimento Amar Mirandela), Virgílio Tavares (Movimento Move Mirandela), Tiago Morais (IL), Jorge Humberto (CDU) e José Carlos Teixeira (representante dos presidentes de junta eleitos por movimentos independentes).

Quem também já reagiu a esta revelação da administração da ULS do Nordeste, foram os três vereadores sem pelouro da AD, do Município mirandelense.

Numa curta nota publicada na sua conta oficial da rede social do Facebook, Paulo Pinto, Helena Chéu e Cristina Passas consideram estarmos perante “uma boa notícia para Mirandela e para todo o território transmontano”, e fazem questão de recordar que esta foi uma proposta apresentada pelos candidatos da AD durante a campanha eleitoral para as autárquicas e uma reivindicação que têm levado, por diversas vezes, às reuniões da Câmara Municipal”.

Conferimos as reações ao anúncio da ULS do Nordeste, de que Mirandela pode vir a receber uma VMER constituída por um Médico e um Enfermeiro, que funciona como uma extensão do Serviço de Urgência do hospital à comunidade, atuando como uma unidade de cuidados intensivos móvel para garantir a estabilização rápida da vítima no local (um acidente ou doença súbita) e o acompanhamento médico durante o transporte para o hospital mais adequado.

INFORMAÇÃO CIR
(Escrito por Rádio Terra Quente)

Direito de Resposta e Retificação

 Na qualidade de Diretora da Casa de Abrigo, resposta social da Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança, e ao abrigo do disposto nos artigos 24.º e seguintes da Lei n.º 2/99, de 13 de janeiro (Lei de Imprensa), venho exercer o meu direito de resposta e o direito de retificação relativamente à notícia intitulada "Inglesa e o filho menor queixam-se que foram impedidos de entrar na casa abrigo para vítimas onde viviam há um ano”, publicada pelo Jornal Mensageiro em 06/10/2026.


A referida publicação contém afirmações e/ou referências relativas a casa abrigo e à Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança que não correspondem à realidade dos factos e que, pela sua natureza e gravidade, são suscetíveis de afetar a sua reputação e bom nome e sobretudo expõe publicamente uma resposta da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica que se pretende confidencial e protetora de todas as utentes e menores nela acolhidos bem como todos os trabalhadores.

Importa, assim, deixar expressamente consignado que a vítima e o menor em causa não foram expulsos, nem sumariamente impedidos de entrar na casa de abrigo. Em concreto cumpre esclarecer o seguinte:

1) O facto que determinou a saída do agregado familiar da casa de abrigo é o términus do período de acolhimento tal como previsto no artigo 39º do Decreto Regulamentar n.º 2/2018, de 24 de Janeiro. Nos termos da lei que rege o funcionamento das casas de abrigo, o acolhimento é temporário, não devendo ser superior a seis meses. A título excecional, mediante parecer fundamentado da equipa técnica da casa de abrigo, acompanhado da avaliação da situação da vítima, o período de acolhimento referido pode ser prorrogado, no máximo, por igual período de tempo. Ora sendo no máximo prorrogado por igual período de tempo, e tal como previsto no número 3 do mesmo artigo, são causas imediatas de cessação do acolhimento o termo do período inicial de acolhimento ou da sua prorrogação.

2) Tendo a entrada do agregado familiar na casa de abrigo ocorrido no dia 01/10/2025, o acolhimento cessaria no dia 01/10/2026, tendo a senhora e o seu advogado sido devida, atempada e formalmente informados dessa decisão no dia 24/09/2026 e 25/09/2026. Mas já previamente em 28/07/2026 a decisão de prorrogação por mais 3 meses tinha sido comunicada a ambos os intervenientes fazendo menção clara do prazo máximo de 12 meses de acolhimento. Desde então, foram propostas alternativas habitacionais compatíveis com os seus rendimentos, devidamente documentadas em troca de emails e mensagens bem como proposto o apoio à autonomização, e outros apoios económicos prestados pelo Serviço de Atendimento de Ação Social da Câmara Municipal de Bragança e pela Segurança Social, que acompanha o processo de promoção e proteção do menor. Nenhuma destas propostas foi acolhida pela senhora que apenas pretendia prorrogar, para além do tempo limite, o acolhimento na casa de abrigo.

3) Esgotado o período de acolhimento, mas no sentido de acautelar o superior interesse da criança, foi articulada com a Segurança Social uma alternativa habitacional tendo decorrido uma reunião com a senhora e o seu advogado na sede da Segurança Social de Bragança, na quarta-feira, dia 30/09/2026, onde lhe foi proposta uma habitação para arrendamento e apoios económicos para garantir a sustentabilidade financeira do agregado familiar. Foi-nos comunicado no final do dia de quarta-feira que a senhora não aceitou a proposta e que pretendia continuar na casa abrigo.

4) Durante o dia de quinta, 01/10, e sexta-feira, 02/10, todas as diligências foram encetadas para ultrapassar a situação, incluindo o contacto por parte da PSP de Bragança ao advogado para que a saída decorresse sem incidentes e no horário de funcionamento das instituições supramencionadas. No entanto, perante a ausência de colaboração dos intervenientes, nada mais restou à Direção da Casa Abrigo se não executar a decisão tomada, decorrente dos termos da Lei.

5) Incontactável e intransigente na sua tomada de decisão, a senhora, que se ausentou durante todo o dia de sexta-feira da casa de abrigo, regressou às 22:50h à instituição para entrar e continuar na casa de abrigo, tendo por isso sido chamada a Diretora-Técnica para proceder às diligências necessárias para a retirada dos pertences do agregado familiar bem como encontrar uma resposta de alojamento de emergência.

6) Desta forma, a Diretora-Técnica da casa de abrigo contactou, pelas 23:50h, a Linha Nacional de Emergência Social (LNES) para encontrar uma unidade hoteleira para a senhora e o menor serem hospedados e agilizou com a PSP, entretanto chamada ao local pelo advogado, a retirada dos pertences. A senhora retirou todos os pertences que pretendeu encontrando-se os restantes ainda no quarto que ocupava a aguardar que os venha recolher.

7) A demora da resposta da LNES, devido à sobrelotação dos alojamentos hoteleiros da cidade, ditou que, apenas às 1:20h da madrugada, fosse possível a deslocação para a Pousada da Juventude.

8) Enquanto todas estas diligências não foram concluídas a Diretora-Técnica da casa de abrigo esteve sempre presente para garantir que tudo seria acautelado nunca estando em causa a exposição ao abandono.

9) A seguir ao alojamento de emergência na Pousada da Juventude, que terminou terça-feira dia 06/10/2026 como determinam os procedimentos da Segurança Social, seguiu-se um atendimento no Serviço de Ação Social da Câmara para encontrar uma alternativa habitacional definitiva, como previamente a tudo isto lhe tinha sido apresentada.

Repudiamos todas as inverdades veiculadas no discurso do advogado publicado pela notícia que põem em causa a ética e o profissionalismo de todos os intervenientes visados e da instituição que gere a casa de abrigo. Todas as instituições que acompanham este agregado familiar bem como as entidades supervisoras da casa de abrigo foram informadas atempadamente e a senhora e o seu advogado notificados formalmente e não legalmente por se tratar de uma decisão técnica e administrativa e não judicial.

A senhora foi informada das regras de funcionamento da casa de abrigo ainda antes de ser admitida, tendo aceitado integrar esta instituição por vontade própria e assinado o termo de aceitação. Em matéria de promoção da reintegração pessoal, social e profissional do agregado familiar, ao longo dos 12 meses de acolhimento foram prestados todos os apoios previstos no Estatuto de Vítima, e que constam do seu processo individual e que será apresentado em sede própria.

Reiteramos que todos os procedimentos administrativos e de funcionamento da casa de abrigo, desde a integração do agregado familiar, foram cumpridos de forma rigorosa e ética nos termos do seu Regulamento Interno e das boas práticas de intervenção com vítimas de violência doméstica, publicadas pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e Instituto de Segurança Social. Não só neste caso mas nos restantes 170 agregados familiares acolhidos desde Julho de 2022, a casa abrigo protegeu, apoiou, integrou e autonomizou muitas vítimas de violência domésticas e os seus filhos menores num novo projeto de vida afastado da violência.

Teresa Fernandes

Diretora-Técnica da Casa Abrigo

Associação dos Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Sem Ironia... Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

Um Insulto a um País com Séculos de História


Cheguei a um ponto de rutura que, para mim, já não tem volta a dar. Deixei, há muitos anos, de passar “cartão” ao futebol. No entanto, continuei a “vibrar” com as cores de Portugal, mas há princípios e uma ideia de coletivo que estão acima de qualquer nome próprio, por mais importante ou interessante que tenha sido no passado.

Deixo aqui o meu compromisso definitivo. Se o Cristiano Ronaldo voltar a ser convocado para a seleção nacional de futebol, eu deixarei por completo de ver, acompanhar e apoiar a nossa seleção.

Para mim, o futebol de seleções vive do mérito, da renovação, do rendimento no momento e, acima de tudo, de um coletivo que se sobrepõe a egos individuais ou a nostalgias cegas. Continuar a insistir numa figura que já deu o que tinha a dar e cujo peso mediático condiciona a equipa é um insulto ao talento que grassa no nosso país e ao próprio futuro do futebol português.

Enquanto a federação e a equipa técnica continuarem presos a esta dependência e a esta falta de coragem desportiva, recuso-me a gastar mais um minuto do meu tempo ou a dar o meu apoio a esta equipa. Por Portugal, sim! Por caprichos individuais, acabou.

Apoiarei a Seleção NACIONAL, sem Cristiano Ronaldo. Desejo-lhe, no entanto, muita saúde para gozar os milhões que possui e que não tenha que os gastar em medicamentos.

Óh Cris… deixa brilhar os outros... xô! Óh Jesus… tem coragem e não convoques mais o bébé mimado. BASTA!

Quando crescer, que lhe seja feita a festa de homenagem. Saber jogar à bola, nem que se trate do (dito) melhor do mundo, ganhar milhões e ter todo o tempo de antena do mundo... não acrescenta caráter. Um capitão de equipa não abandona o coletivo. Só os cobardes abandonam. As crianças fazem birras...

VIVA PORTUGAL E A SELEÇÃO NACIONAL DE FUTEBOL!... se o "gajo" não voltar.

HM
6 de Outubro de 2026

🚗 Mobilidade Segura | Trabalho conjunto pela segurança rodoviária

 O grupo de trabalho “Mobilidade Segura” reuniu representantes do Município, GNR, PSP, UPB, Agrupamentos de Escolas e outras entidades para analisar a sinistralidade rodoviária no concelho.
A sessão permitiu cruzar dados sobre os acidentes, as características das vias e os principais pontos de risco, contribuindo para definir prioridades e futuras medidas de prevenção e segurança rodoviária.

O trabalho articula-se com as medidas previstas no Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, com o objetivo de tornar a mobilidade em Bragança cada vez mais segura para todos.

Incêndio em armazém agrícola em Miranda do Douro causa grandes prejuízos

 Um incêndio que deflagrou, esta terça-feira, num armazém agrícola em São Pedro, no concelho de Miranda do Douro, causou "prejuízos avultados" entre tratores agrícolas, alfaias e alimentos para as animais, disse fonte da Proteção Civil.

Foto: Arquivo

O comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, João Noel Afonso, em declarações à agência Lusa, disse que à chegada dos bombeiros, o armazém já estava completamente tomado pelas chamas e no interior estavam tratores agrícolas, maquinaria, alfaias, alimentos para animais e outros equipamentos, o que se traduz "em avultados prejuízos" que ainda não é possível quantificar.

"São prejuízos muito avultados, porque estamos a falar de muita maquinaria agrícola, rações para animais e muitos rolos de palha entre outros equipamentos", vincou o comandante. Segundo João Noel Afonso, o trabalho de rescaldo deste incêndio vai-se prolongar por bastante tempo, já que é preciso remover e retirar do armazém toda a matéria combustível, como é o caso da palha.

O alerta foi dado às 13:45. Segundo a página oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, às 15.50 horas, estavam no local 37 bombeiros apoiados por 16 viaturas das corporações de Miranda do Douro e Sendim, no distrito de Bragança. A GNR tomou conta desta ocorrência.

Há dias de sorte

Por: Carlos Pires
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


Há porí dez anos, porí, o meu amigo Zé Maria, com aquele feitio bom de deixar sempre o "Doutor" no hospital, entra-me em casa de saquinho na mão e atira: "Vais gostar, são velharias!" Espreitei, eram livros. Mas de momento, palavra puxa palavra, brindámos à vida, e o saquinho por ali ficou. Mesa comida companhia desfeita, ao fim do dia voltei a espreitar. Há dias de sorte, melhor prenda não poderia ter em dia de aniversário! Entre as velharias, a obra "Dialecto Mirandez",  de Albino J. de Moraes Ferreira, editada em 1898, em Lisboa, pela Imprensa de Líbano da Silva. Além de autor de "Gramática Mirandeza", Albino Morais Ferreira foi diretor do Instituto João de Deus, tradutor e propagandista da "Cartilha Maternal" em Espanha. Mas melhor prenda não poderia ter em dia de aniversário porque, perdido eu neste "Dialecto Mirandez", vim a encontrar no seu interior  por enorme felicidade, a fotografia do Abade de Baçal que hoje aqui revelamos, tirada por Serafim Cardoso Pimenta, que em "Memórias... e outras coisas" em boa hora demos a conhecer. No verso desta fotografia, devolvida em 1926 pelo Abade ao seu "bom amigo" tenente Serafim Pimenta  "como preito de admiração pelas suas brilhantes qualidades de artista fotográfico", pode comprovar-se o apreço que o nosso Abade nutria por um dos primeiros e mais marcantes fotógrafos amadores de Bragança. Natural de Longra, Tabuaço,  e colocado no BC3 em 1919, a Serafim Cardoso Pimenta se deve, muito provavelmente, por exemplo - como neste espaço já revelámos -, a primeira fotografia aérea do Castelo de Bragança, premiada com medalha de ouro na I Exposição Fotográfica Internacional do Rio de Janeiro,  em 1922,  e a icónica fotografia de um raio descarregando sobre a Torre de Menagem.

E mais porí não digo. Só espero que o meu amigo Zé Maria, com aquele feitio bom de deixar sempre o "Doutor" no hospital, me traga mais um saquinho sem ser necessário esperar por qualquer aniversário...


Carlos Pires
é natural de Macedo de Cavaleiros, tendo adoptado a pequena aldeia de Meles, onde crestou à  solta nas férias grandes, como o seu verdadeiro berço. Como jornalista, fez parte das Redações do "Tempo", "Portugal Hoje", " Primeira Página", "Liberal", "Semanário" e da revista de economia "Exame" (de que foi editor). Em Bragança, colaborou no semanário "Mensageiro de Bragança" (1970-72), tendo sido co-fundador do semanário "ÈNÍÉ - uma voz do Nordeste Português" (1975) e da publicação  "Domus", da Casa de Cultura da Juventude de Bragança (1977-78).
Foi assessor de imprensa de Maldonado Gonelha, ministro da Saúde (1983-85).
Entrou para o Infarmed em fins de 2000, depois de ter sido assessor de imprensa da ministra Elisa Ferreira, nos dois governos de António Guterres, primeiro no Ministério do Ambiente, depois no Planeamento (1995-2000).
No Infarmed criou o Gabinete de Imprensa, tendo sido porta-voz da instituição durante mais de uma dúzia de anos.
Alguns aspetos marcantes: a iniciativa da realização de um curso para jornalistas (2001), ministrado por peritos do Infarmed, em que os principais órgãos de informação estiveram representados, sobre o ciclo de vida do medicamento; a elaboração do jornal da instituição, "Infarmed Notícias", trimestral (de que é coordenador/editor/redator). A edição especial de Janeiro de 2018, com 120 testemunhos sobre o INFARMED na altura conturbada da ideia controversa da sua deslocalização para o Porto (depois editada em livro); e ainda a publicação de um livro, editado pela Âncora, "Redondilhando", que nasce no seio da instituição e cujo prefácio foi assinado por Ernesto José Rodrigues.

Quem vai estar connosco no Vinhais ao Ar Livre?

 Começamos por vos apresentar Dulce Cruz, fundadora da Erva Daninha, que estará connosco no sábado, dia 10 de outubro, para dois momentos dedicados ao brincar, à descoberta e à natureza.

10h30 · Playdate “Água, Terra e Lama”

Reservado às crianças e famílias que frequentam a Creche da Santa Casa. As famílias abrangidas receberão diretamente o link de inscrição.

15h30 · Playdate “Pintar ao Ar Livre”

Parque Verde de Artes e Ofícios

Para famílias com crianças dos 0 aos 6 anos.

Inscrição para “Pintar ao Ar Livre” AQUI.

MIRANDELA ENCERRA DOIS PROCESSOS JUDICIAIS COM ENCARGO DE CERCA DE MEIO MILHÃO DE EUROS

 O Município de Mirandela encerrou dois processos judiciais que se arrastavam há vários anos, relacionados com o caso Anguai/CTT e com o deslizamento de terras na Rua dos Freixos. As soluções representam um encargo global para o município de cerca de meio milhão de euros e permitem pôr fim a litígios que prolongavam a incerteza financeira e judicial.

Jornalista: Vitória Botelho

A vida nas aldeias hoje


A vida nas aldeias, em Portugal e em muitos outros países, passou por transformações profundas ao longo das últimas décadas. O que em tempos foi o centro da vida comunitária rural, marcado pela agricultura de subsistência, pelo forte espírito de vizinhança e por um ritmo de vida mais lento, tornou-se hoje num espaço muitas vezes associado ao envelhecimento populacional, ao isolamento e à perda de serviços essenciais. No entanto, em contraste com este cenário, observa-se também uma nova tendência. A redescoberta das aldeias como lugares de simplicidade, tranquilidade e qualidade de vida. A realidade atual das aldeias situa-se entre dois pólos aparentemente opostos, o isolamento e uma nova procura por um modo de vida mais autêntico.

Durante grande parte do século XX, as aldeias eram o coração do mundo rural. A agricultura e a criação de animais eram as principais atividades económicas, e praticamente todas as famílias dependiam diretamente da terra para sobreviver. As comunidades eram muito unidas, pois quase todos se conheciam e partilhavam o quotidiano. Havia festas locais, tradições religiosas e culturais fortes, e uma vida social intensa, ainda que simples. No entanto, com a industrialização e a migração em massa para as cidades, especialmente a partir da segunda metade do século XX, este equilíbrio começou a desaparecer. Muitas pessoas, sobretudo os mais jovens, abandonaram as aldeias em busca de emprego, educação e melhores condições de vida nos centros urbanos.

Este fenómeno levou a um progressivo despovoamento rural. Hoje, todas as aldeias enfrentam um cenário de envelhecimento populacional, com poucos jovens e um número reduzido de habitantes. Existem casas fechadas, terrenos abandonados e infraestruturas pouco utilizadas. As escolas primárias encerraram, os pequenos comércios desapareceram e até serviços básicos, como transportes públicos regulares ou centros de saúde próximos, tornaram-se escassos ou inexistentes. Este conjunto de fatores contribui para uma sensação de isolamento, especialmente entre a população mais idosa, que muitas vezes permanece nas aldeias por escolha ou falta de alternativas.

Apesar deste quadro aparentemente negativo, as aldeias não devem ser vistas apenas como espaços em declínio. Nos últimos anos, tem-se assistido a uma mudança de perspetiva, impulsionada por novos valores sociais e estilos de vida. Em reação ao ritmo acelerado das cidades, ao stress e à poluição urbana, muitas pessoas começaram a procurar alternativas mais tranquilas. A vida rural voltou a ganhar interesse, não apenas como destino turístico, mas também como opção de residência.

Esta nova procura pela vida nas aldeias está associada à valorização da natureza, da sustentabilidade e do bem-estar. Trabalhar remotamente tornou-se mais comum, permitindo que algumas pessoas escolham viver fora dos grandes centros urbanos sem comprometer a sua carreira. Além disso, cresce o interesse pela agricultura biológica, pelo consumo local e por estilos de vida mais simples e equilibrados. Neste contexto, as aldeias surgem como espaços privilegiados para quem procura uma ligação mais direta com a natureza e um quotidiano menos acelerado.

Contudo, esta revalorização das aldeias não está isenta de desafios. A revitalização destes territórios exige investimento em infraestruturas, acesso à internet de qualidade, transportes e serviços públicos. Sem estas condições, o regresso populacional pode tornar-se difícil ou insustentável. Além disso, é importante garantir que a chegada de novos habitantes respeita as comunidades locais e as suas tradições, promovendo uma integração equilibrada entre o passado e o presente.

Em suma, a vida nas aldeias hoje encontra-se numa encruzilhada. Por um lado, enfrenta problemas sérios como o isolamento, o envelhecimento e a desertificação humana. Por outro, surge como uma alternativa cada vez mais valorizada num mundo urbano acelerado e exigente. O futuro das aldeias dependerá da capacidade de conciliar estes dois aspectos, preservar a sua identidade e história, ao mesmo tempo que se adaptam às novas necessidades da sociedade contemporânea.

HM
6 de Outubro de 2026

Agostinho Lopes Coelho - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 30.maio.1921 – 16.novembro.1921
PENAFIEL, 27.10.1870 – PENAFIEL, 16.5.1925

Engenheiro civil. Empresário.
Bacharel em Matemática pela Universidade de Coimbra.
Vereador da Câmara Municipal de Bragança (1914).
Natural da antiga freguesia de Pinheiro, atual freguesia de Termas de São Vicente, concelho de Penafiel.
Filho de António Lopes Coelho e de Libânia de Sousa Moreira, proprietários agrícolas.
Casou com Laurinda Pinto Lopes de Amorim (15.6.1916).

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Matriculou-se em Matemática na Universidade de Coimbra em 1889, como aluno voluntário, de forma a poder exercer funções como engenheiro civil.
Foi então colocado como diretor de obras públicas do distrito de Bragança – a ele coube, por exemplo, o desenho do coreto na praça da Sé –, até ser transferido para Vila Real em novembro de 1913, uma transferência indesejada pelo próprio e que levou João de Freitas, antigo governador civil de Bragança e seu amigo pessoal, a contestar tal decisão no Senado da República.
Grande benemérito, Agostinho Lopes Coelho, paralelamente à sua carreira como funcionário público, tornou-se proprietário das importantes águas medicinais de São Vicente, em Pinheiro, Penafiel, de onde era natural, por alvará de concessão de 30 de dezembro de 1901. Logo nesse ano, deu início às obras de captação da nascente e em 1905 inaugura o Grande Hotel, com capacidade para 100 hóspedes.
Agostinho Coelho administraria as termas de S. Vicente até ao final da sua vida.
Fervoroso propagador das ideias republicanas em Bragança ainda no tempo da Monarquia, ao lado de figuras como Acácio Mariano, António Cagigal e João de Freitas, aquando das primeiras cisões no Partido Republicano Português aderiu à corrente evolucionista, dirigindo os semanários brigantinos A Pátria Nova (1914-1915) e O Trasmontano (1915-1917), órgão do Partido Evolucionista naquele distrito.
Em 1919, adere ao Partido Liberal, resultante da fusão dos Partidos Evolucionista e Unionista, e por decreto de 30 de maio de 1921, foi nomeado governador civil de Bragança pelo Governo de Tomé de Barros Queirós – depois de em 1912 ter servido por várias vezes o cargo como substituto –, tomando posse a 10 de junho seguinte e permanecendo em funções por quase ano e meio, até 16 de novembro de 1921.
Falecido na sua terra natal em maio de 1925, com 54 anos, foi homenageado pela cidade de Bragança com a atribuição do seu nome a uma rua da urbe.

Protesto do senador e antigo governador civil de Bragança João de Freitas, quanto à transferência de Agostinho Lopes Coelho de Bragança para Vila Real (1914)

Visto estar presente o Sr. ministro do Fomento, consinta S. Exa. que chame a sua atenção para um despacho feito pelo seu antecessor, e que diz respeito à transferência, do distrito de Bragança para Vila Real, do engenheiro de Oobras públicas, o Sr. Agostinho Lopes Coelho, a qual foi efetuada em 16 ou 17 de novembro último.
Ora esta transferência tem a antecedê-la os seguintes factos, os quais de modo algum a justificam. Ouçam V. Exas.
O ano passado foi transferido telegraficamente pelo Ministério da Guerra o capitão médico de Bragança, Martins Morgado, para Vila Viçosa. Tive ocasião de interpelar o ministro da Guerra de então, Sr. Pereira Bastos, e mostrar a injustiça que representava essa transferência.
Depois de S. Exa. haver dito que esse capitão médico era diretor dum jornal, e que aí se haviam publicado frases ofensivas para o governador civil, fui ler esse jornal. Com sincera franqueza, declaro que não encontrei qualquer frase que pudesse suscetibilizar a dignidade do representante do Governo no distrito de Bragança.
Intimei o Sr. ministro da Guerra a apresentar qualquer outro escrito que representasse agravo para o governador civil. S. Exa., apesar desse convite, não apresentou essas frases pela singela razão de que elas não existiam.
Depois da transferência, e por virtude dela, assumiu a direção desse jornal, intitulado Pátria Nova, que defende em Bragança os princípios republicanos evolucionistas e que se distingue pela correção da frase e probidade das pessoas que constituem a sua colaboração, e ainda pela lisura dos seus processos jornalísticos ali empregados, o engenheiro Sr. Lopes Coelho, que vem a ser seu diretor efetivo, diretor interino de obras públicas do distrito de Bragança.
É claro que nenhuma disposição legislativa, nenhum princípio de Direito, proibia este engenheiro de obras públicas de ocupar a direção jornalística dum periódico. Por vezes, eram aí, é certo, combatidos os atos do governador civil, o qual, como já tive ocasião de demonstrar nesta Câmara, havia dado mais do que sobejos motivos para censura e ataque.
É porém indubitável que, em julho do ano passado, isto é, alguns meses depois, o Sr. Lopes Coelho assumia a direção daquele semanário, que criticava, com toda a justiça, os atos do governador civil.
Em junho último, o Sr. Lopes Coelho era chamado a Lisboa a pedido do Sr. ministro do Fomento, antecessor de V. Exa., fazendo-lhe o Sr. António Maria da Silva saber que era desagradável a situação criada ao governador civil de Bragança, em virtude dos ataques feitos no jornal de que era diretor, e que o Governo, altamente preocupado com esse facto, desejava que S. Exa. fosse transferido para outra direção de obras públicas, sem que isso representasse qualquer violência.
O Sr. Lopes Coelho compreendeu o alcance da proposta, e não a aceitou.
Pouco tempo depois, esse engenheiro pediu que lhe fosse passado certificado de qual a natureza e valor dos serviços oficiais que havia prestado no desempenho do seu cargo, e absolutamente nada se encontrava a este funcionário de obras públicas que pudesse justificar a menor medida violenta que pudesse, porventura, ser fundada na falta de cumprimento das suas obrigações oficiais.
Durante algum tempo, nenhuma disposição fora tomada a seu respeito, até que, em novembro, dois dias antes das eleições suplementares, apareceu no Diário do Governo o despacho de transferência para Vila Real do engenheiro Agostinho Lopes Coelho, sem que houvesse motivo algum fundado.
Ora, pedia eu ao Sr. ministro do Fomento que me informasse se essa transferência a que acabo de me referir foi devida a qualquer ato de incúria, incapacidade ou falta de cumprimento dos deveres oficiais desse engenheiro, no exercício das suas funções. Porque a verdade é que aparece, de repente, transferido este engenheiro, funcionário distinto, trabalhador e honesto.
(...)
A dotação para construções em Vila Real era inferior à do distrito de Bragança. Não há nenhum elemento que prove haver em Vila Real mais estradas a construir, ou em estudo, do que em Bragança. Mas o mais grave resulta da comparação do pessoal de obras públicas, num e noutro distrito.
Vê-se, portanto, que não houve razão alguma de conveniência de serviço que pudesse legitimamente invocar-se para deslocar do distrito de Bragança para Vila Real um engenheiro de obras públicas, visto que em Bragança havia necessidade de maior atividade do que em Vila Real. Além de que parte dos condutores que serviam neste distrito tinham a categoria necessária para serem chefes de secção. Em Bragança é que havia um que não tinha a categoria legal para isso. Nenhuma razão, repito, determinava essa transferência porquanto pessoal técnico há mais em Vila Real.
Pelo que diz respeito à importância dos serviços a desempenhar, também tal conveniência se não justifica, porque já mostrei que a verba para dotação de conservação de estradas era inferior a um terço da que estava destinada ao distrito de Bragança. Havia, portanto, ainda mais necessidade de empregar, nesta cidade, pessoal em trabalhos de construção do que em Vila Real.
Em face disto, Sr. ministro do Fomento, chamo a atenção de V. Exa. para este facto, e rogo a V. Exa. se informe pormenorizadamente no seu Ministério das razões que determinaram esta deslocação, e das circunstâncias referentes à exigência de serviços.
Depois de tudo que deixei dito, quer-me parecer que V. Exa. não poderá sustentar que as exigências de serviço é que determinaram a substituição deste engenheiro.
Ao mesmo tempo, dirijo ao Sr. ministro do Fomento um apelo para que, informando-se S. Exa., como espero se informará, de que, efetivamente, a conveniência de serviço não existe, e que só houve uma violência, S. Exa. dê a este engenheiro a reparação que lhe é devida, anulando o despacho que o transferiu e reintegrando-o novamente em Bragança, como é de justiça que se faça, tanto mais que este engenheiro foi eleito vereador em Bragança.
Está, pois, patente, o fim que pretendeu atingir esse decantado governador civil de Bragança, a cujos méritos e façanhas já tive ocasião de fazer, mais duma vez, no Senado, referências, classificando-o como merece. Quis libertar-se dum adversário que o incomodava, porque os seus atos oficiais determinavam a crítica mais fundada e por vezes mais acerba.
Informe-se V. Exa., Sr. ministro, da veracidade dos factos que acabo de apresentar, e conceda a este diretor de obras públicas a justa reparação a que tem direito, repondo-o novamente no distrito de Bragança. Por este modo, a justiça retomará o seu verdadeiro lugar.

Tenho dito.

Fonte: Diário do Senado, 20.1.1914.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Arquivo Distrital do Porto, Registos de baptismos, paróquia de Pinheiro, 1870-1886.
ALVES, Francisco Manuel. 2000. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, vol. VII. Bragança:
Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus.
PEREIRA, Maria da Conceição Meireles. 2005. “Imprensa e Regionalismo em Bragança. Do Liberalismo aos valores do Estado Novo”, in O património histórico-cultural da região de Bragança/Zamora. Porto: CEPESE.
SOUSA, Fernando de (coord.). 2013. Bragança na Época Contemporânea. Bragança: Câmara Municipal de Bragança.

Publicação da C. M. Bragança

Presidência Aberta em Bragança. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987


Macedo de Cavaleiros assinalou Dia Internacional do Idoso com atividades de envelhecimento ativo

 Música, jogos tradicionais, histórias e convívio marcaram, no sábado, em Macedo de Cavaleiros, as comemorações do Dia Internacional do Idoso.


A iniciativa, promovida pelo CLDS 5G – Operação Consigo, em parceria com o Município, reuniu, no Parque Municipal de Exposições, seniores de várias freguesias, instituições, centros de dia e lares do concelho, numa tarde dedicada ao envelhecimento ativo e à partilha de memórias.

Do programa fizeram parte vários jogos tradicionais, alguns deles presentes na infância de muitos dos participantes.

A vereadora da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Cristina Pires, destaca a importância de proporcionar momentos de interação e convívio entre a população sénior:

“Queremos os nossos seniores aqui connosco para jogarem, para promoverem a interação entre eles, a partilha, o conhecimento. É um dia diferente que temos para os nossos seniores.”

Sob o lema “Viver Sem Idade”, a iniciativa procurou também recuperar memórias e tradições através dos jogos tradicionais, adaptados à população sénior.

A tarde contou ainda com a presença de elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR), no âmbito do programa “Idoso em Segurança”, e terminou com uma atuação da Universidade Sénior de Macedo de Cavaleiros.

Cristina Pires deixa o apelo aos seniores do concelho para que participem neste tipo de iniciativas e não deixem que a idade seja um obstáculo ao convívio e à realização de atividades:

“Quando houver este tipo de atividades, que adiram, que saiam de casa, que venham divertir-se, que partilhem conhecimento, e que o envelhecimento ativo é muito importante.”

A Universidade Sénior teve também um papel de destaque no encerramento da iniciativa, com os alunos a subirem ao palco para interpretar o hino da instituição.

Para quem frequenta a Universidade Sénior, a participação representa mais do que uma forma de ocupar o tempo, contribuindo também para combater o isolamento e promover novas aprendizagens:

“Mudou muita coisa, eu se não fosse para a Universidade Sénior ficava sempre em casa e sentia-me sozinha. Tive muitos amigos e aprendi a cantar, aprendi a fazer expressão plástica, a fazer montes de coisas.”

A iniciativa terminou com música e convívio, reforçando a importância da participação social, da partilha e do envelhecimento ativo.

Filipe Ventura Alves

Quatro caçadores detidos por ato venatório em área de proteção em Vila Boas no concelho de Vila Flor

 Uma equipa do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR de Mirandela deteve, esta manhã, quatro homens com idades entre os 47 e os 55 anos, na aldeia de Vilas Boas, concelho de Vila Flor, por se encontrarem a caçar numa zona considerada área de proteção, próximo de um turismo rural, revela fonte daquela autoridade de segurança.


Nesta ação de fiscalização do exercício da caça, o SEPNA da GNR de Mirandela também apreendeu várias armas, munições e documentos relacionados com a atividade cinegética, sem especificar a quantidade.

Os quatro caçadores, todos do distrito do Porto, foram notificados para comparecer, amanhã, ao tribunal de Vila Flor para determinar as medidas de coação a aplicar.

Recorde-se que a GNR, deu início, em meados de agosto, à operação “Artémis”, que vai prolongar-se até ao final do mês de fevereiro de 2027, para fiscalizar o exercício da caça com o intuito de prevenir situações ilegais, proteger a biodiversidade e garantir a segurança pública através do através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente.

A GNR recomenda aos caçadores que cumpram as distâncias de segurança a habitações (250 metros sem consentimento) e a locais artificiais de alimentação (100 metros) e pede também que se certifiquem de que a zona de caça onde vai exercer a atividade cumpre os requisitos legais aplicáveis, nomeadamente para espécies condicionadas.

Sugere ainda aos caçadores que garantam o correto acondicionamento e transporte do armamento fora do exercício da caça.

INFORMAÇÃO CIR
(Escrito por Rádio Terra Quente)

Programa “Botija Solidária” prolongado até ao final do ano

 O apoio destina-se a beneficiários da tarifa social de energia elétrica; agregados familiares em que, pelo menos, um elemento recebe prestações sociais mínimas. Entre as prestações abrangidas estão, o Complemento Solidário para idosos, o Rendimento social de inserção, a Pensão social de invalidez do regime especial de proteção na invalidez, Complemento da prestação social para a inclusão, Pensão Social de Velhice e o Subsídio social de desemprego.


O apoio à compra de gás engarrafado não é automático. Para obterem o reembolso, os consumidores elegíveis devem fazer o pedido nas juntas de freguesia aderentes (presencialmente ou por e-mail, dependendo da entidade).

Depois de verificar a elegibilidade no programa, o consumidor deve guardar a fatura da compra da botija (com o número de contribuinte) e solicitar o reembolso numa junta ou união de freguesias aderente.

No distrito de Bragança, das 226 freguesias, aderiram menos de metade.

Há 90 aderentes, cerca de 40%, com o concelho de Mirandela a ser o que regista o maior número, com 14 freguesias aderentes. Segue-se Macedo de Cavaleiros com 13 freguesias aderentes. 11 em Bragança. 10 em Alfândega da Fé. 9 em Carrazeda de Ansiães. 8 em Torre de Moncorvo. 7 em Mogadouro e Vila Flor. 4 em Freixo de Espada à Cinta e Vinhais. 2 em Vimioso e uma freguesia aderente no concelho de Miranda do Douro.

INFORMAÇÃO CIR
(Escrito por Terra Quente FM)

Acidente entre carro e mota faz um ferido grave

 Uma colisão entre um carro e uma mota provocou este domingo um ferido grave, na estrada que liga as aldeias de Castanheira e Nogueira, em Bragança, junto ao cruzamento da Senhora da Cabeça.


De acordo com fonte dos bombeiros de Bragança, o acidente aconteceu pouco depois das 17h00.

O ferido grave é Carlos Rebelo, brigantino piloto amador de todo-o-terreno, segundo confirmou a família em diversas mensagens nas redes sociais.

Rebelo, que seguia no sentido Castanheira-Nogueira, embateu no automóvel, que se fez à estrada principal vindo da Senhora da Cabeça.

De acordo com a mesma fonte dos bombeiros, o ferido grave foi encaminhado para uma unidade hospitalar do Porto, com um forte traumatismo na face.

A GNR também esteve no local.

António G. Rodrigues

Antiga estação de Mirandela é um dos cinco finalistas dos Prémios Fundos Europeus

 A reabilitação da antiga estação ferroviária de Mirandela-Programa Norte 2020 é um dos cinco projetos finalista da segunda edição dos Prémios Fundos Europeus 2026, na categoria + Próximo dos Cidadãos.


Trata-se de uma iniciativa promovida pela Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C), no âmbito da Rede de Comunicação do Portugal 2030, que visa distinguir e dar visibilidade a projetos financiados pela União Europeia, em Portugal, evidenciando o impacto dos fundos europeus no desenvolvimento económico, social, territorial e ambiental do país.

Os outros finalistas na categoria + Próximo dos Cidadãos são o Programa de Valorização da Fileira do Queijo da Região Centro, Programa Centro 2020; Aldeias de Montanha- Ecossistema Criativo e Comunitário, Programa Centro 2020; Projetos Âncora para a concretização da Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE Rede Aldeias do Xisto 2020 - 2ª Etapa, Programa Centro 2020; Construção de Armazéns de Aprestos e Requalificação da Zona do Porto de Pesca de Póvoa de Varzim/Vila do Conde, Programa Mar 2020.

Inaugurada em 1887, a velha estação da CP, que se encontrava em avançado estado de degradação, foi reabilitada pela Câmara de Mirandela, com um investimento de 2,5 milhões de euros. O edifício de passageiros e a sua envolvente foram reinaugurados a 25 de setembro de 2024, acolhendo atualmente a Casa das Artes e Cultura.

A votação destinada ao público começa esta terça-feira.

Glória Lopes

Inglesa e o filho menor queixam-se que foram impedidos de entrar na casa abrigo para vítimas em Bragança onde viviam há um ano

 Uma mulher de nacionalidade inglesa, que estava alojada com o filho de 15 anos na casa abrigo para vítimas de violência doméstica para vítimas de violência doméstica em Bragança, queixa-se que foi impedida de entrar no local na noite de passada sexta-feira, e que os seus pertences continuam na instituição.


O seu advogado Guedes de Almeida fez uma participação ao Ministério Público, porque considera estar em causa os crimes de exposição ao abandono, discriminação e maus-tratos. Avançou ainda com uma providência cautelar.

Segundo o advogado na passada sexta-feira a mulher desempregada e o filho, aluno do 10ºano, foram “expulsos” após as 23h00 e estiveram até depois das duas da manhã ao relento, sem saberem onde iam pernoitar, depois de lhe terem barrado a entrada na casa abrigo. “Estive presente, com a chamada de quatro agentes da PSP na entrada da porta da casa abrigo até às duas da manhã do dia 3 de Outubro”, explica o advogado acrescentando que a família acabou por ser alojada de emergência na Pousada da Juventude, mas terá de sair do local hoje.

A vítima havia sido notificada no dia 29 que teria de sair da casa abrigo no dia 1 de outubro, “alegando prazo máximo 12 meses e incumprimentos regulamento interno não identificados, sem alternativa habitacional, sem articulação Câmara, sem audiência prévia”, refere Guedes de Almeida sublinhando que a família vai ficar na situação se “se abrigo”, pois, dificuldades económicas.

A mulher e o filho tinham dado entrada na casa abrigo no dia 1 de outubro de 2025.

A casa abrigo faz parte da rede nacional, mas é gerida pela ASMAB - Associação Socorros Mútuos de Bragança. O advogado da instituição indicou que a família em causa já tinha beneficiado de uma prorrogação do prazo de permanência na casa abrigo “porque a lei estipula seis meses, com a possibilidade de prorrogação por mais seis, tal como sucedeu e não podia beneficiar de um regime de exceção face a outras vítimas na mesma situação”, referiu Dinis Costa.

Ainda segundo o causídico “a cidadã inglesa em causa não aceitou nenhumas soluções do plano de reintegração que lhe foram propostas, nomeadamente de trabalho”.

Glória Lopes

Granizo provoca estragos na azeitona

 Uma trovoada acompanhada da queda de granizo que se abateu ontem à noite no concelho de Alfândega da Fé fez estragos na agricultura, principalmente na azeitona.


O presidente da Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé, Luís Jerónimo, disse ao Mensageiro que tem conhecimento de olivais atingidos pelo granizo que caiu durante a trovoada, pelas 23h00, mas que desconhece a dimensão dos estragos e não foi ainda feito qualquer levantamento dos prejuízos.

Glória Lopes

Sacrum – I UNUS

Por: Manuel Amaro Mendonça
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Nota Editorial: Este texto é uma obra de ficção. Embora possa incluir referências a eventos históricos e figuras reais, a história, os diálogos e as interpretações são fruto da imaginação do autor. Qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, é mera coincidência.

INDICE

E se o maior segredo dos Templários portugueses estivesse escondido debaixo de uma simples colina?
Na manhã seguinte ao funeral do pai, Tomás Vasconcelos de Rochaforte decide desafiar uma antiga proibição familiar e retomar um projeto suspenso há anos.
O que começa como um trabalho de terraplanagem numa propriedade junto de Tomar transforma-se rapidamente numa descoberta inesperada. Sob a colina existe algo antigo. Algo cuidadosamente ocultado durante gerações.
Acompanhado apenas por Freixo, o fiel cão que pertencera ao pai, Tomás inicia uma descida ao desconhecido, onde símbolos esquecidos, passagens subterrâneas e vestígios de um passado remoto começam a entrelaçar-se com a história da própria família.
Mas alguns segredos foram guardados durante séculos por uma razão.
E há portas que talvez nunca devessem ser abertas.


Sacrum – I UNUS

A máquina de rastos avançava ruidosamente no caminho existente no pomar de pereiras cuidadosamente ordenadas em bardo. O condutor puxava-a em esforço, obrigando-a a rodar na máxima potência, com a pá erguida sobre a cabine. Atrás dela, trotava um cão de grande porte, da raça Castro Laboreiro, de pelo escuro raiado de cinzento e castanho.

Era sábado. Os trabalhadores tinham deixado a quinta na véspera. A máquina de rastos devia estar no outro extremo da propriedade e quem a conduzia não era nenhum operário.

Tomás Vasconcelos de Rochaforte tomara literalmente as rédeas de um trabalho que lhe fora negado por diversas vezes.

O seu pai, Afonso de Rochaforte, em luta com o cancro há vários anos, havia delegado nele maioria da gestão da enorme propriedade em Tomar. A relação entre ambos, porém, esteve sempre longe de ser pacífica; as ideias progressivas do filho esbarravam frequentemente nas objeções do pai. Apesar de haver uma delegação de poderes, a decisão do patriarca continuava a ser vinculativa.

Ao sair de entre as árvores de fruto, a máquina começou a subir a colina mantendo-se no trilho traçado pelo rodado de veículos. O motor roncava com o esforço da subida, mas não se negou, nem quando o trilho terminou num pequeno planalto de pedras soltas de vários tamanhos, a cerca de três metros do topo do monte.

Daquele ponto, para além dos olivais que se estendiam quase a perder de vista, divisava-se o castelo de Tomar recortado no horizonte. Nuvens escuras deslizavam sem pressa, ameaçando a manhã quente com nova trovoada.

O condutor baixou a pá da máquina e começou a arrumar para os lados as pedras fruto de uma intervenção anterior. Abria uma clareira para trabalhar mais à vontade.

O cão deitou-se calmamente debaixo de uma das oliveiras que ladeavam o caminho e pousou a cabeçorra sobre as patas da frente.

Preparado o terreno conforme desejava, Tomás atacou finalmente o maciço da colina onde pretendia instalar os novos recetores solares.

Este novo projeto do herdeiro fora motivo de grandes discussões entre pai e filho, não tanto pelo objetivo, mas sim pela localização. Apesar de as máquinas já terem iniciado a terraplanagem, o velho autoritário fora pessoalmente ordenar a suspensão dos trabalhos.

Tomás ficou furioso pelo contrariar das suas ordens e o desrespeito público. Naquele mesmo local, Afonso exigiu ao filho a paragem dos trabalhos e o abandono daquele local. “Enquanto eu for vivo” — gritara quase sem voz — “ninguém mexe nesta colina!”

Era essa a situação naquele exato momento: o funeral de Afonso Rochaforte decorrera no dia anterior. Na manhã seguinte, Tomás fora pessoalmente pegar na escavadora. Não era uma simples desobediência. Cravar a pá naquela propriedade significava a revogação da última ordem do seu pai; era o último confronto entre duas vontades.

A transpirar pelo calor que já se fazia sentir àquela hora da manhã, o condutor, rosto afogueado e sujo de poeira, obrigou a máquina a descarregar nova pá de terra no monte que iniciara.

— Agora não há retorno! — Desafiou com os dentes cerrados.

Episódio seguinte - Sacrum – II DUO

By Manuel Amaro Mendonça 4 de Setembro, 2026


Manuel Amaro Mendonça
é licenciado em Engenharia de Sistemas Multimédia pelo ISLA de Gaia. Nasceu em janeiro de 1965, em Portugal, na cidade de São Mamede de Infesta, no concelho de Matosinhos; a Terra de Horizonte e Mar.
Foi premiado em quatro concursos de escrita e os seus textos foram selecionados para mais de duas dezenas de antologias de contos, de diversas editoras e é membro fundador do grupo Pentautores (como o seu nome indica, trata-se de um grupo de cinco autores) que conta já com cinco volumes de contos publicados.
É autor dos livros "Terras de Xisto e Outras Histórias" (2015), "Lágrimas no Rio" (2016), "Daqueles Além Marão" (2017), “Entre o Preto e o Branco” (2020), “A Caixa do Mal” (2022), “Na Sombra da Mentira” (2022) e “Depois das Velas se Apagarem” (2024), todos editados e distribuídos pela Amazon.
Colabora nos blogues “Memórias e Outras Coisas… Bragança” https://5l-henrique.blogspot.com/, “Revista SAMIZDAT” http://www.revistasamizdat.com/, “Correio do Porto” https://www.correiodoporto.pt/ e “Pentautores” https://pentautores.blogspot.com/
Outros trabalhos estão em projeto, mantenha-se atento às novidades em http://myblog.debaixodosceus.pt/, onde poderá ler alguns dos seus trabalhos, ou visite a página de autor em https://www.debaixodosceus.pt/