sexta-feira, 28 de abril de 2017

Quando as apps são bem-vindas na sala de aula

Os alunos do Agrupamento Vertical de Escolas de Macedo de Cavaleiros estão a promover concursos de leitura diferentes. 
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Aos pares, escolhem textos de autores estrangeiros, onde só os mais novos, de 4º ano, têm direito a ler na língua materna. Os restantes, lêem em inglês. Depois, é-lhes pedido que façam download de uma aplicação, que vai permitir avaliar a interpretação de texto de cada dupla. Uma iniciativa inserida no programa Erasmus +. A jornalista Tânia Rei acompanhou uma sessão desde concurso com turma do 9º ano.

Um concurso de leitura onde cabem as novas tecnologias

Textos, com origem em 6 países diferentes, que são lidos, sim, em papel, e depois entra uma aplicação para smartphones e tablets. “Depois da leitura, e usando uma aplicação na internet, vão responder a um questionário, de 10 perguntas e de escolha múltipla, sobre o texto. E têm duas perguntas que exigem outras capacidades, como estabelecer relações entre aquele texto e outras coisas que viram e leram, ou músicas, filmes. No fundo, refletir sobre a realidade do país que estão a visitar no texto e o país de origem”. É Fernanda Vicente, professora, quem apresenta esta inovação, inserida no programa Erasmus +, que une Portugal à Polónia, Itália, Turquia, Bulgária e Roménia: “Há alunos que já estão habituados a usar os telemóveis com diversas aplicações, e alguns deles usam-nas para fazerem apresentações de trabalhos na escola. Não há novidade para alguns, apesar de ser sempre diferente. É mais motivador este sistema do que fazer cruzes em folhas de papel”, considera a docente.

O João fez de júri neste concurso. A Maria e a Francisca estiveram no papel de participantes. Esta parece ser uma experiência que apreciam. “É bom, há mais interação”, diz à Onda Livre o João. Já para Maria “há menos pressão” quando não é a professora a perguntar, além de ser de escolha múltipla. Um trabalho a pares, que, na opinião da Francisca, permite ainda um maior convívio entre os colegas.

Uma nova forma de ler e de interpretar texto, com os telemóveis, e outros dispositivos móveis, a serem bem-vindos à sala de aula. Fernanda Vicente não tem dúvidas: “A verdade é que alguns de nós (professores) continuam a resistir. Mas também é um facto que quanto mais persistirmos em travar a entrada na sala de aula, pior será”. E deixa a pergunta:” As tecnologias fazem parte da vida dos alunos. Porque não introduzi-las na sala de aula?”

As novas tecnologias a entraram cada vez mais no ensino, nas salas de aula do século XXI.

Escrito por ONDA LIVRE

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