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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues e João Cameira.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Dia Mundial do Autismo: a história do pequeno Francisco e a dedicação e amor da mãe Diana

 Estima-se que em Portugal 1 em cada 100 crianças são diagnosticadas com Síndrome de Autismo


Hoje, assinala-se o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo.

Os sintomas começam na infância e caracterizam-se por interação e comunicação deficiente, padrões estereotipados e comportamentos repetitivos.

Francisco tem apenas seis anos e foi diagnosticado com síndrome de autismo. A mãe, Diana Quitério, percebeu que algo não estava bem. “Nós, mães, temos um sexto sentido. Eu comecei a perceber do caso meu filho bastante cedo. São coisas muito pequeninas e eu quando comecei a desconfiar, fiz experiências com ele e aí foi muito mais fácil, para mim, compreender o que estava a acontecer. Numa fase inicial a única coisa que eu reconheci é o facto de o meu filho não ter interação ocular e não responder quando o chamava”, contou.

A sociedade espera que as crianças tenham comportamentos ditos “típicos” e é aí que surgem algumas perguntas e comentários. Para Diana tudo se deve à falta de conhecimento. “A sociedade espera que as crianças tenham uma reação dita típica. O que acontece quando temos uma criança com estas características é que geralmente as pessoas fazem perguntas como ‘porque é que ainda não fala?’, ‘porque corre desta maneira?’, ou seja, não há informação. Acho que é todo um processo que não é fácil de transmitir às outras pessoas, porque não têm conhecimento”, disse.

A “empatia” pode ser o segredo para desmistificar algumas ideias e também para as pessoas se prepararem para lidar com a síndrome. A mãe do Francisco lamenta que as escolas ainda não estejam preparadas para estas crianças e jovens. “A escola ainda tem alguma dificuldade em fazer acompanhamento com estas crianças, muitas vezes por falta de recursos, outra das vezes por falta de conhecimento, porque, às vezes, basta ter conhecimento para fazer diferente e não precisa de ter uma pessoa especializada. Acho que a mudança começa na empatia”, sublinhou.

A “aceitação” é também um passo importante em todo o processo. “Muitas vezes, a aceitação é muito difícil por parte dos próprios pais. Queremos que a sociedade aceite os nossos filhos, mas, muitas vezes, somos nós pais que não aceitamos”, referiu.

E foi para ajudar os pais e sensibilizar a sociedade que Diana, juntamente com amiga, que também tem uma filha autista, decidiram criar um núcleo sobre o autismo, no ano passado, em Mirandela.

O núcleo tem o apoio da delegação de Vila Real da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo.

Para sensibilizar para a Síndrome de Autismo, no próximo sábado, o núcleo de Autismo, conjuntamente com o município de Mirandela vai realizar várias atividades na cidade. Em Bragança, entre 10 e 17 de maio, acontece o segundo Seminário de Neurodiversidade e Inclusão.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

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