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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

OS FIDALGOS


SENDAS

ANTÓNIO PIMENTEL DE ABREU, abade de Sendas, concelho de Bragança, erigiu em 1729 uma capela junto às suas casas de moradia, dedicada a  Santa Teresa (533).

SENDIM DE MIRANDA

MANUEL CORDEIRO, presbítero, suas sobrinhas D. Catarina Cordeiro e D. Luísa Cordeiro, José António Cordeiro, marido desta, e seus filhos, obtiveram em 1802 licença para oratório particular nas suas casas de moradia em Sendim de Miranda, onde residiam(534). (Ver 10º em Miranda – Capelas, pág. 265).

SENHORA DA RIBEIRA

ANTÓNIO DO CARMO PIRES nasceu em Castrelos, concelho de Bragança a 15 de Outubro de 1842 e faleceu pelos anos de 1923.
Era filho de António Caetano Pires e de D. Eugénia Pires, lavradores pobres.
Assentou praça no regimento de caçadores 3 e, desgostoso por ter sido preterido em uma promoção de oficial inferior, concluído o serviço militar, foi para o Brasil, onde, lutando contra a adversidade e rudes trabalhos, conseguiu arranjar meios de fortuna e, tendo-se relacionado com altas individualidades comerciais e políticas, fundou uma indústria de lanifícios das mais opulentas da América do Sul.
Nas visitas que fez a Bragança em Junho de 1899 e Maio de 1901 tornou-se benemérito digno de especial menção pelos valiosos donativos que distribuiu a diversos estabelecimentos de caridade e frequentes esmolas a famílias pobres.
Entre esses donativos avultam: em 1899 o de um conto de réis para a restauração do histórico templo da Senhora da Ribeira, no termo de Quintanilha; em 1901 o de 380.000 réis para obras de reparação na igreja matriz de Castrelos; o de duzentas libras em ouro destinadas à construção de um hospital civil em Bragança, com a promessa de outras dádivas e da abertura de uma subscrição entre a colónia brasileira (535). Também neste último ano dotou a sua terra natal com um relógio público.
Em 1899, tendo conhecimento do estado precário em que se encontravam alguns presos da cadeia civil de Bragança, deu 50.000 réis para se lhes comprar roupas (536).
Em 1901 ofereceu à Senhora da Ribeira vinte libras em ouro(537).
Sobre outros actos dignos de memoria praticados pelo visconde António do Carmo Pires, ver Apontamentos da origem e Reparações do Templo de Nossa Senhora da Ribeira.
(Ver Junqueira da Vilariça, pág. 237).
Por decreto de 8 de Março de 1900 foi nomeado comendador da Ordem Militar de Cristo e por decreto de 27 de Maio de 1905 foi-lhe conferido o título de visconde da Senhora da Ribeira (538).
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(533) Museu Regional de Bragança, maço Capelas.
(534) Ibidem.
(535) Ver O Nordeste de 31 de Maio e 7 de Junho de 1905.
(536) Ibidem de 14 e 28 de Junho de 1899.
(537) Ibidem de 29 de Maio de 1901.
(538) Ibidem de 31 de Maio de 1905 e a Gazeta de Bragança de 4 de Junho de 1905 onde lhe tecem merecidos elogios.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

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