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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Colaboração entre a Resíduos do Nordeste e o IPB desenvolve projetos de investigação inovadores

 A empresa multimunicipal Resíduos do Nordeste (RE) e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) assinaram um protocolo que revalida a colaboração que mantém há vários anos, na passada terça-feira, que permite desenvolver em conjunto projetos de investigação na área ambiental e da sustentabilidade, que representam um investimento superior a um milhão de euros, com financiamento de programas comunitários.


“É uma colaboração muito importante esta ligação da academia com o mundo empresarial. A Resíduos do Nordeste é uma empresa intermunicipal e dá-se a possibilidade aos alunos do IPB, que assim têm o primeiro contacto com o mundo laboral, e a investigadores para poderem colaborar”, referiu João Gonçalves, presidente da RE e autarca de Carrazeda de Ansiães.

Parceria confere nova dinâmica

Segundo o autarca esta parceria é frutuosa para a empresa, pois “permite dar-lhe outra dinâmica e ambição”.

A área ambiental com aplicação prática é o objetivo dos vários projetos. “A reutilização de embalagens, a otimização de rotas de recolha dessas embalagens para os centros de resíduos, a transformação e valorização de resíduos sólidos plásticos em materiais de alto valor acrescentado, nomeadamente em nanotubos de carbono e ainda um terceiro projeto onde se vai focar o aproveitamento de embalagens em outro tipo de materiais para serem usados na construção civil e no tratamento de águas”, indicou Hélder Gomes, docente e investigador do IPB e coordenador de algumas investigações que estão a ser desenvolvidas pelos alunos.

Dos vários projetos de Investigação e Desenvolvimento (I&D) destaca-se a digitalização como ferramenta para melhorar a sustentabilidade do processo de recolha seletiva; A digitalização como ferramenta para melhorar a sustentabilidade do processo de recolha seletiva; ou a Avaliação do Ciclo de Vida de materiais geopoliméricos obtidos a partir da valorização de resíduos sólidos urbanos. “Temos obtido bons resultados. Os projetos também têm diferentes maturidades, uns já estão quase no final e outros estão no meio ou a iniciar”, acrescentou o docente.  

Novos conceitos de investigação

Um dos projetos mais inovadores é aquele em que se analisa o modelo de gestão de bioresíduos da empresa avaliando o impacto global ao longo do seu ciclo de vida. “Procurando oportunidades de melhoria e de redução do impacto ambiental usando ferramentas que medem o impacto ambiental das diferentes etapas no processo de recolha, transporte e valorização dos resíduos e depois a procura de oportunidades para reduzir o impacto ambiental e aumentar a eficiência energética dos processos. Já percebemos que há mecanismos que a empresa tem no terreno que contribuem para a valorização dos resíduos, mas podem ser feitas melhorias na otimização dos modelos de recolha”, descreveu Artur Gonçalves, docente e investigador do IPB.

Concluiu-se que todos os processos de valorização de resíduos têm algum impacto, mas nas alterações climáticas “é a compostagem, que apesar de ser um processo que gera um valor no composto, gera mais emissões de CO2. O que também tem impacto”, referiu Artur Gonçalves.

A empresa Resíduos do Nordeste, criada há 22 anos,  agrega 13 municípios, 12 do distrito de Bragança e Vila Nova de Foz Côa (Guarda).

Glória Lopes

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