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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 4 de maio de 2025

Festas no Eixo Atlântico - Encontro civilizado com empresário dos aviões e carrinhos de choque

Por: César Urbino Rodrigues
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 O texto que o amigo Henrique fez o favor de publicar na página das «Memórias … e outras coisas … Bragança», sobre o martírio por que passam os moradores à volta do Eixo Atlântico, nos períodos das Festas, teve um impacto muito para lá do que eu julgaria possível, não só nos comentários da mesma página, como nos contactos pessoais que me foram chegando. 
Para lá dos comentários favoráveis ao texto também apareceram alguns outros em sentido contrário. Um desses comentários foi feito pelo Sr. Manuel dos Anjos, da família proprietária dos carrinhos de choque e dos aviões. Para que não houvesse qualquer mal-entendido por causa da natureza social ou profissional desta família ou de qualquer outra instalada com o seu negócio no Eixo Atlântico, resolvi convidar o Sr. Manuel dos Anjos para um café no Borralho, onde pudéssemos ter uma conversa franca e educada sobre o assunto, expondo cada de nós os seus pontos de vista.
Os argumentos do Sr. Manuel dos Anjos, filho, foram dois. Em primeiro lugar, gostaria que eu os tivesse contactado, pessoalmente, antes de escrever, nas redes sociais, o quer que fosse sobre o assunto. Em segundo lugar, disse-me que este seu negócio é a única fonte de rendimentos da sua família, durante o ano todo, apesar de o negócio se realizar só entre os meses de Abril e Novembro. Além destes argumentos, pediu-me para eliminar do Facebook a foto dos aviões.
A minha resposta também se cingiu a 2 argumentos. Por um lado, não me parece que o volume de som tão alto aumente o número de clientes, no que ele concordou. Além disso, todos os direitos de qualquer cidadão terminam quando colidem com os direitos dos outros cidadãos. Se assim não fosse, todos os que precisassem de governar a vida teriam o direito de assaltar os Bancos, as casas ou as pessoas que tivessem dinheiro, ou, então, poderiam dedicar-se a outros negócios ilegais como o tráfico de droga, a prostituição, etc. e tal. E, como é óbvio, ninguém pode concordar com essa argumentação. Em relação à foto, prometi-lhe que colocaria o pedido ao amigo Henrique, administrador da página, para ele a eliminar, como veio a acontecer.
Para terminar, gostaria de frisar, em primeiro lugar, o facto de serem muitas as pessoas que defendem a existência, na cidade, de outros locais em que as diversões não trariam a ninguém os problemas que surgem no Eixo Atlântico.
Por tudo isto, não posso deixar de agradecer quer ao amigo Henrique, por disponibilizar, para o efeito, a página das «Memórias … e outras coisas … Bragança», quer ao Sr. Manuel dos Anjos e aos demais empresários instalados no Eixo Atlântico na época das Festas, pelo facto de estarem abertos ao problema sentido pelos moradores da zona. Quando há civismo, os problemas resolvem-se e não se agravam, indo de encontro aos interesses de todos os afectados.


César Urbino Rodrigues
, natural da aldeia de Peredo dos Castelhanos, concelho de Moncorvo, estudou 9 anos no Seminário de Macau, fez a licenciatura em Filosofia na Universidade do Porto, o Mestrado em Filosofia da Educação na Universidade do Minho, com uma tese sobre «As Coordenadas fundamentais da Educação no Estado Novo», e o doutoramento na Universidade de Valhadolid, em Teoria e História da Educação, com uma tese sobre a «Representação do Outro No Estado Novo. Foi professor no ensino secundário, na Escola do Magistério Primário de Bragança, no ISLA de Bragança, no Instituto Piaget de Mirandela e DAPP na Escola Superior de Educação de Bragança.

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