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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 10 de maio de 2025

Festival ObservArribas convida a ver abutres-pretos e a passar tempo na natureza

 Conseguir ver abutres-pretos, o maior abutre europeu, e tartaranhões-caçadores, uma das aves mais ameaçadas de Portugal, é só uma das razões para participar no Festival ObservArribas, de 9 a 11 de Maio no Parque Natural do Douro Internacional.


Todos temos aquelas espécies que, um dia, gostávamos muito de conseguir ver. Talvez o abutre-preto e o tartaranhão-caçador façam parte da sua lista.

No fim-de-semana de 9 a 11 de Maio pode ter a sua oportunidade na 5ª edição do festival ObservArribas, em pleno Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), área protegida com 86.834,82 hectares que inclui os troços fronteiriços dos rios Douro e Águeda e os planaltos dos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro e Mogadouro.

“No PNDI encontra-se uma das mais importantes comunidades de aves rupícolas da Península Ibérica, que inclui espécies ameaçadas, como é o caso do britango, a águia-de-bonelli, a águia-real, a gralha-de-bico-vermelha, a cegonha-preta e o falcão-peregrino”, segundo os organizadores do evento.

Entre as dezenas de actividades à sua espera estão saídas de campo de três horas cada uma para observar abutres-pretos e tartaranhões-caçadores, a cargo da Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural. Ambas decorrem na zona de Mogadouro, localidade que este ano concentra a maioria das actividades do Festival.

Além de saídas de campo, o ObservArribas inclui oficinas para crianças, passeios de BTT e de barco, um curso de introdução à observação de aves, ateliers de pintura, mesas-redondas sobre turismo de natureza e animação cultural.

“Este é um festival muito relevante por promover a importância da conservação da natureza, da promoção de um desenvolvimento sustentável dos territórios e de um sentido de pertença das comunidades locais”, disse à Wilder Sandra Sarmento, Diretora Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Norte. 

As primeiras três edições do Festival aconteceram de 2017 a 2019, organizado no âmbito do projecto LIFE Rupis (que trabalhou para conservar o abutre-do-egipto e a águia-perdigueira de Junho de 2014 a Novembro de 2020). Depois de quatro anos de interregno, o festival regressou em 2024 com nova organização, que reúne vários parceiros e que tem um carácter rotativo entre os municípios do Parque Natural.

“Ao longo do tempo, o evento foi-se aprimorando, reunindo hoje o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), os municípios, as organizações não governamentais de ambiente que operam na região e a academia. Todos se organizaram para propor um programa apelativo (…) tanto para que vive na região como para quem nos visita”, acrescentou Sandra Sarmento.

O Festival, cuja data coincide com o aniversário do Parque Natural – criado a 11 de Maio de 1998 -, é um “momento de celebração do belíssimo património natural e cultural, das tradições, e de ligação à natureza”.

Segundo Sandra Sarmento, o Festival foi “feito a pensar nas comunidades locais, trabalhando o seu sentido de pertença e de orgulho, mostrando-lhes que vale a pena lutar pelo seu território”. Mas este evento também foi idealizado a pensar em quem não o conhece ainda, de forma a conseguir “criar uma conexão com o que a natureza tem de fantástico através de momentos específicos, como os passeios de natureza”.

A responsável lembrou que o Douro Internacional é uma “área protegida única, muito relevante, com uma avifauna muito rica, paisagens únicas e culturas e tradições que merecem atenção”.

Ainda que as actividades aconteçam no centro da cidade de Mogadouro e em outras aldeias e municípios do Parque Natural, este ano, o epicentro do Festival será o Parque Urbano da Ribeira do Juncal. Ali destaca-se a Ribeira do Juncal onde está instalado o primeiro Laboratório de Rios do Nordeste Transmontano, onde é possível ver diferentes técnicas de engenharia natural.

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