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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Processo crime contra o Padre Nicolau Valentino Gomes Cangueiro

 O documento do mês destaca o processo criminal contra o Padre Nicolau Valentino Gomes Cangueiro, do lugar de Vilariça, pelo crime de homicídio de Luisa Bertola, do lugar de Gebelim, no ano de 1839.
Processo este, onde o Padre afirma que não foi intencional o disparo da espingarda, sendo auscultadas as testemunhas, que afirmam que havia uma harmonia entre o marido e a homicida, não havendo irregularidades de cariz grave segundo os teólogos e canonistas.

Não deixa de ser interessante este processo criminal e a confirmação do inerente óbito despertando uma curiosidade insólita e inaudita.

Assim, destacamos também o documento de óbito de Luisa da Conceição (no processo consta como “Luisa Bertola”) e que evidencia a causa de morte no contexto do processo crime contra o Padre Nicolau Valentino e que passamos a citar “…e somente recebeo o sacramento de confissão porque morreu de hum tiro…”

A diversidade de documentação quer produzida pela Mitra da Sé de Miranda e Bragança e Registos Paroquiais, existem entre elas uma forte identidade. A massa de informação produzida tem sempre o mesmo objetivo: a população de crentes abrangida pela área administrativa onde as instituições produtoras exercem a sua ação. Quer se trate de pagar dízimos, de pedir uma licença de casamento, habilitar-se para ordens, registar o batismo de um filho ou ditar as últimas vontades, é da mesma comunidade de pessoas que se trata. Por esta razão, o estudo sistemático de tal documentação é imprescindível, não só para a história local, como para a nacional. São fontes de conhecimento e sabedoria. A título de exemplo enunciamos alguns dos aspetos em que a utilização destas fontes é vital: A reconstrução de sistemas demográficos, a sua diferenciação social e a sua interpretação no contexto global da vida da comunidade; a análise do tecido das relações sociais, relações de parentesco e relações simbólicas e os equilíbrios precários que as articulam; o estudo das modalidades de transmissão entre gerações do património; a reprodução social; as estratégias de aliança matrimonial, quer como base da perpetuação dos grupos sociais no poder, quer com o garantia de acesso à preponderância social e económica do acesso à propriedade; a análise dos mecanismos de poder e de influência pessoal; a vida quotidiana das populações e as suas relações com a instituição eclesiástica: a força e peso da igreja, os interditos religiosos, os vícios dominantes, as formas concretas de pecado.


Fonte: Arquivo Distrital de Bragança

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