Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 14 de maio de 2025

Produtores de cereja preocupados com quebras na produção devido à chuva

 O mau tempo na região tem afetado a produção de cereja, destruindo algumas colheitas e deixando marcas na qualidade do fruto


Os produtores de cereja da região anteveem uma campanha marcada por quebras e a qualidade do fruto a ser afetada pela chuva. Nesta altura, os agricultores já deveriam estar a colher a primeira cereja, mas o mau tempo atrasou a campanha cerca de duas semanas.

Ainda é cedo para fazer prognósticos, mas uma coisa é certa, a chuva já está a fazer estragos. À medida que a cereja vai ficando “na cor de palha”, também vai ficando rachada pela água. “Alguma, aquela com cor de palha, já está a rachar e o maior veneno para a cereja é a chuva. Por exemplo, se vier um dia ou dois de chuva, passados dois ou três dias a cereja racha toda e apodrece”. “Quebra, muita, muita quebra. O tempo não ajudou, com muita água e muito frio. Vai haver muito menos que ano passado”. “Se não parar de chover vai ser difícil, porque continua a estragar o fruto. A cereja não quer água, se continuar assim, a produção vai ser muito má”, são algumas declarações de produtores da região.

As oscilações de temperaturas também levaram ao desenvolvimento de uma praga. Os agricultores veem-se obrigados a fazer tratamentos, o que encarece a produção, adianta Paulo Pires, da Associação da Cereja de Lamas, uma das aldeias com grande produção do fruto na região. “Diferenças de temperaturas significativas, em curtos espaços de tempo, e muita humidade fazem com que se desenvolvam determinadas pragas que não seriam expectáveis. Temos estado a fazer tratamentos, sobretudo à base de cálcio. Para já ainda não provocou grandes quebras, porque temos conseguimos combatê-la eficazmente. No entanto, como é óbvio, isso encarece todo o desenvolvimento do fruto”, frisou.

Gil Ginja, um dos diretores da Cooperativa de Alfândega da Fé, esclarece que a primeira apanha da cereja não é animadora mas ainda é cedo para fazer estimativas sobre as quebras. “A cereja está do pior este ano, não está nada bom. O tempo tem andado mal e a floração tem-se passado mal. A de cedo ainda está mais ou menos, mas as próximas ainda não sei como estarão. As últimas chuvas e as geadas que houve no mês de março perturbaram a floração da cereja”, sublinhou.

Em 2018 foi submetida uma candidatura para tornar a cereja de Alfândega da Fé um produto com Indicação Geográfica Protegida. O processo está demorado mas o presidente pensa que o desfecho está para breve. “Já começou há um par de anos, temos tido aqui alguns atrasos, por diversas razões, ou por questões internas da cooperativa, ou devido à alteração da legislação em vigor, que já sofreu várias alterações. Temos que recomeçar muitas vezes o processo, mas creio que agora está mesmo numa fase final e devemos ter novidades em breve”, vincou.

Os últimos anos têm sido pouco felizes para a cultura da cereja, que tem sofrido quebras de produção significativas, devido às chuvas e geadas, bem como grandes oscilações de temperaturas.

Nesta altura do mês, as cerejeiras já tinham cor e já se começava a recrutar pessoal para apanhar um fruto que é bastante apreciado nesta época. Mas muda-se o tempo, ou melhor, a meteorologia, muda-se a produção.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais/ Carina Alves

Sem comentários:

Enviar um comentário