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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 10 de julho de 2025

À atenção dos Candidatos aos Órgãos Autárquicos dos Municípios do Distrito de Bragança.


 As Sedes dos Municípios dos Concelhos do Distrito de Bragança, a maioria das vezes, “queixam-se” do Terreiro do Paço como desculpa para a inoperacionalidade. Que sorte. A “malta” das nossas aldeias não se queixa a ninguém. Nem adianta. As Juntas são, a maioria das vezes, os representantes locais dos interesses que têm tudo a ver menos com os interesses e as necessidades do povo que as elegeu e as exceções, apenas servem para confirmar a regra. As Juntas de Freguesia pouco propõem e pouco fazem. Ou por falta de iniciativa ou por falta de capacidade financeira ou as duas em acumulação. São, deste modo, apêndices para servir o poder central. Leia-se a Câmara.
As aldeias são para acabar? Já faltou mais. Sobram duas gerações…
Ainda há uma dúzia deles que gostam da aldeia. Que sentem saudades do que se viveu, que reconhecem quem os ajudou, sem invejas e enquadrados nos novos tempos… e que gostavam de ver…crianças…no parque infantil. Sim, parque infantil até há. Ou melhor, parque...
PAREM de enganar e de esbanjar dinheiro. Façam umas tainadas que é melhor aproveitado. Pelo menos, come-se, bebe-se e confraterniza-se.
PAVILHÕES onde nem uma equipa de futebol de 5 se consegue arranjar? E continua o fado hilário, o regabofe…bem envergonhados devem estar os autarcas que ajudaram e potenciaram estas opções de desbaratar do erário público.
Hoje estive com um deles. Disse-me: - Tinhas razão. Estou arrependido e sinto vergonha.
Ele disse-me que eu tinha razão, porque há uns anos atrás...na inauguração do monte de tijolos, eu disse-lhe que era um escândalo queimar tanto dinheiro do bolso comum com uma "obra" que não iria ter alguma utilidade. CONFIRMA-SE!
Hoje até vemos Placas de Inauguração em passeios e ruas, alcatrão e paralelos. Ao que chegou a falta de escrúpulos. Um dia o alcatrão vai ficar cheio de buracos, os passeios intransitáveis… salva-se a placa dos heróis.
Dependendo da “cor política” da Junta de Freguesia, todas as ilusões são passíveis de serem apoiadas. Já não me admiro que um dia destes apareça uma linha férrea da aldeia A para a aldeia B com 3 km de comprimento….se for da cor…
Bom.
Lá estamos nós a criticar.
Não estamos não. Estamos a constatar FACTOS.
Parem com as palhaçadas e com as placas de inauguração e façam coisas.
Que coisas? Perguntais que coisas?
Até eu, que sou meio “limitado”, posso dar algumas sugestões.
1 – Se o Manel quiser abrir um café numa aldeia onde nem um existe…NÃO COMPLIQUEM. É incompreensível que os custos para montar um café numa aldeia (onde seria o único) tenham os mesmos valores que montar um na Avª principal da cidade. Claro, não montam. Para vender 5 ou 10 cafés por dia quando se recupera o investimento? E, porque não há café, o Jorge não vai de fim-de-semana, o Humberto também não…não vai ninguém. Não compliquem, INCENTIVEM.
2 – Se o Francisco quiser arranjar o telhado na casa da aldeia e o Google lhe disser (a ele não, mas aos “entendidos”) que a última telha do lado direito do telhado está (por 2 cm) dentro do espaço de proteção do património, que os tipos de Lisboa entenderam que aquelas duas fragas constituíam,…lixa-se tudo. Pareceres e mais pareceres…aquela telha pode impedir a manutenção das duas fragas que estarão a mais de 500 metros de distância. Deixem-se de TRETAS. Incentivem e não compliquem. O Francisco, e porque chovia na velha casa da aldeia, onde nasceu e queria recuperar…desistiu. Fica-se pelos algaarves…
Preservem-se as fragas, a igreja e o castelo, as mouras e os encantos...mas deixe-se mudar a telha que está partida e levantar a parede caída.
Para que servem os deputados da nação e/ou municipais que elegemos?
Não era uma pergunta. Eu digo e respondo. Servem para tudo o que lhes interessa e para pouco, ou nada que nos interesse. Como sempre refiro-me à regra e não à exceção.
Adoro a carita deles nas campanhas, quando falam para as tv´s. Tão sérios, tão convincentes. Fazem afirmações que são acima de tudo um atestado de burrice aos eleitores. Paladinos da verdade sobre assuntos em que…FALHARAM, ROUBARAM ENVERGONHARAM...só não os conseguem condenar e obrigar a devolver o que não é deles por ter sido conseguido com recurso a esquemas…
Tá bem, a “Malta” gosta. Até os bajula passados tantos anos. Pensai na quantidade de anos em que determinados “personagens” representam a nossa terra em tudo o que é sítio. Cargos de eleição, empresas intermunicipais e outras... Não há mais ninguém? Triste sina. Deus nos Céus e…eles na Terra.
SÃO ELES…os maiores responsáveis pelo subdesenvolvimento da nossa terra. Culpa minha, culpa nossa.
Fugi ao tema? Talvez não.
- Nas aldeias não precisamos de música sacra, nem de um ecrã gigante, nem de um novo Padre. Precisamos da matança do porco e de fazer aguardente sem receio;
- Nas aldeias não precisamos de pavilhões gimnodesportivos. Precisamos de médico;
- Nas aldeias não precisamos de um festival por ano. Precisamos de apoio ao investimento e de caminhos transitáveis;
- Nas aldeias não precisamos de sorrisos e promessas nas campanhas eleitorais. Precisamos de água potável e saneamento básico funcional;
- Nas aldeias não precisamos de tainadas de javalis. Precisamos de técnicos que nos ajudem a alterar o paradigma das culturas.
- Um Padre, um Engº Agrário ou agrónomo, um Professor um Médico...
- Nas aldeias, os mais idosos precisam URGENTEMENTE, de apoio e proximidade. Custa uns trocos comparado com o que se esbanja na cidade.
Áh, depois sim, venham os festivais...
...uma aldeia com 10 habitantes consegue juntar, num dia, 3000 a comer e a beber. Sim, é disso que se trata,.. Naquele dia escolhido... uma "coisa" impensável e que pode, provavelmente, ser candidatada ao Guiness.
Querem "provar" o quê?
CUSTA MUITO fazer diferente? Diferente de um pavilhão gimnodesportivo, diferente de umas inaugurações de treta insignificantes, diferente de umas comemorações irrelevantes e sempre para os mesmos aproveitarem para encher a pança…e umas dezenas de tainadas por ano.
Mas, acima de tudo, seria acreditar que é possível. Está escrito nalgum lado que as aldeias são um alvo a abater? Se está eu não li...e olhai que já li "muitas coisas"...
Ou então…tenham coragem e BOMBARDEIEM DE VEZ. Acabem com este tenebroso sofrimento.
Nas aldeias…precisava-se de…gente que acredite que é possível lá viver e não sobreviver. Nas cidades precisamos de visionários.
A malta da cidade tem sempre para onde ir…para baixo…para o lado...para trás...em frente.
A “malta” da aldeia já lá deixa os ossos.
As aldeias não precisam de esmolas e muito menos de placas de inauguração! Precisam de gente e de apoios à fixação. As aldeias precisam dos caminhos vicinais transitáveis.
Mostrem que querem que as aldeias tenham vida. Que os poucos que lá habitam vivam com dignidade, ou até com um nível de vida superior ao cidadão que vive nas cidades. Fazia-se justiça. Era nas aldeias que estava a força física e anímica que permitia aos seus filhos irem estudar. Partiam das aldeias onde os Pais lutavam e sofriam para que o futuro lhes sorrisse.
Era mais que legítimo recompensá-los… enquanto é tempo…
Aldeias povoadas, campos cultivados e harmonia. Os incêndios florestais passavam à história…
Talvez os netos um dia regressem. O mundo dá tantas voltas. Assim como assim, não deixem morrer as aldeias. OUVIRAM?

HM

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