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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Capas Mirandesas celebradas em Miranda do Douro com cerca de 200 participantes

 Desde 2022 que o processo de confeção da Capa de Honras Mirandesa está inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), com salvaguarda urgente devido ao risco de desaparecer. 


As capas mirandesas estiveram em destaque, ontem, em Miranda do Douro.

A cerimónia de exaltação deste símbolo identitário vai já na X edição e contou com cerca de 200 convidados que ergueram aos ombros esta peça artesanal de burel.

A cerimónia contou com um desfile, uma missa na concatedral da cidade e uma sessão solene.

A autarca Helena Barril destacou que esta indumentária é uma homenagem a todos os artesãos e antepassados, mas também às raízes e tradições mirandesas.

“É relevante social e economicamente, é preciso frisá-lo, mas é sobretudo um momento de confraternização em torno de uma peça indumentária que é um dos maiores símbolos da identidade da cultura mirandesa e da identidade do povo mirandês. É também um elo de ligação a estes povos da Raia. O que está aqui patente é a união do povo, é uma festa do coletivo entre Portugal e Espanha e sobretudo é a homenagem que prestamos aos nossos velhos, àqueles que souberam preservar ao longo dos anos este legado, que nos deram, que nos trouxeram este legado quase imutável até aos nossos dias.”

Helena Barril adiantou que, ainda durante este mandato, o desejo do executivo é levar a cabo a concretização do centro interpretativo da capa de honras com um ateliê integrado. Mas primeiro alguns entraves têm de ser ultrapassados.

“É algo que temos que ter presente. Nós temos uma casa aqui na Rua do Costanilha que adquirimos por posse administrativa, mas há formalismos legais que neste momento não nos permitem utilizar a casa para esse fim e andamos à procura de uma solução, que não é fácil neste contexto do centro histórico, porque o município também não tem outros espaços aqui no centro histórico e vamos aguardar, mas essa vontade nós temos-lha e queremos que se torna realidade ainda durante este mandato.”

Existem, atualmente, três artesãs no município que se dedicam à criação destas capas. Para a autarca a continuidade deste trabalho ainda não é motivo de preocupação. Ainda assim, o município tem vindo a promover cursos de iniciação e aprendizagem, com o objetivo de assegurar a transmissão dos conhecimentos aos mais novos.

“Não é preocupante neste momento. Portanto, agora estamos confrontados com esta realidade de termos 3 artesãs, por isso é que também há necessidade de dar formação, por isso é que está a funcionar um curso de formação e outros que venham, porque temos que ter esta preocupação, para ver se conseguimos contagiar esta camada mais jovem que está tão envolvida e tem este amor, este apego à terra tão evidente”, rematou.

Desde 2022 que o processo de confeção da Capa de Honras Mirandesa está inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), com salvaguarda urgente devido ao risco de desaparecer. 

Escrito por Rádio Brigantia.
Jornalista: Cindy Tomé

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