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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 6 de março de 2026

COMANDANTE DA PSP DE BRAGANÇA ALERTA PARA FALTA DE EFETIVOS, MAS GARANTE: “CRIMINALIDADE MANTÉM-SE ESTÁVEL”

 O comandante do Comando Distrital da PSP de Bragança alertou hoje para a falta de efetivos no distrito, sublinhando que a média de idades dos polícias ultrapassa os 50 anos. Apesar das limitações, Rui Rocha e Silva garantiu que os níveis de criminalidade se mantêm estáveis nas cidades de Bragança e Mirandela.


As declarações foram prestadas à margem das comemorações do 150.º aniversário do Comando Distrital, momento em que o responsável defendeu a necessidade urgente de atrair jovens para a profissão.

Atualmente, o comando conta com um efetivo de 180 elementos, distribuídos essencialmente pelas esquadras de Bragança e Mirandela.

Contudo, segundo Rui Rocha e Silva, o cenário ideal passaria pelo reforço do quadro com cerca de mais 50 agentes.

“Permitiria ter uma margem de manobra muito maior”, afirmou, revelando que a média de idades dos polícias no distrito é de 52 anos, um indicador que espelha o envelhecimento do efetivo.

“Os meios nunca são aqueles que gostaríamos. Aquilo que fazemos diariamente é uma gestão muito criteriosa daquilo que temos, indo ao encontro das expectativas legítimas dos cidadãos”, acrescentou.

Uma das estratégias adotadas passa pela integração de funcionários civis em funções administrativas, permitindo libertar agentes para o trabalho operacional.

“Atividades de cariz administrativo podem e devem ser desenvolvidas por civis, permitindo que os polícias deixem essas funções e passem a exercer funções na rua, que é onde são precisos”, explicou o comandante.

A medida visa otimizar recursos num contexto de escassez de efetivos, garantindo maior presença policial no terreno.

Apesar das dificuldades, o comandante assegura que o distrito continua a registar níveis de criminalidade estáveis.

“As cidades de Bragança e Mirandela são extremamente calmas. A criminalidade não tem aumentado, tem-se mantido em níveis muito estáveis”, afirmou.

Rui Rocha e Silva atribui esta realidade não apenas à ação policial, mas também à própria dinâmica urbana e ao perfil das populações.

“É uma cidade pacata, bem organizada, as pessoas têm princípios de cidadania bem enraizados, o que joga a favor de que a criminalidade não tem aumentado”, sublinhou, referindo-se a Bragança.

Durante as comemorações foi ainda celebrado um protocolo entre a Polícia de Segurança Pública e o Município de Bragança, no âmbito da segurança e mobilidade urbana.

O acordo prevê a instalação de câmaras de videovigilância em locais estratégicos da cidade. Embora o anúncio já tivesse sido feito no ano passado, o comandante revelou que estão agora a ser analisados os índices de criminalidade para definir os pontos prioritários de instalação.

A videovigilância é vista como uma ferramenta relevante tanto na prevenção como na investigação criminal.

“Se serve como meio de prova, permite identificar os infratores, levando-os à justiça. Servindo como prova, a justiça é mais efetiva”, explicou, acrescentando que poderá também funcionar como elemento dissuasor de atos criminosos e incivilidades, como o vandalismo de mobiliário urbano.

Num distrito onde a tranquilidade é um dos principais ativos, o desafio passa agora por garantir a renovação geracional da força policial, assegurando que a estabilidade atual se mantém no futuro.

A Redação com Lusa
Fotos: DR

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