Por: Carlos Pires
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
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Lembrando o Dia Mundial da Poesia, a que me mal me atrevo, em tão irracionais tempos de guerra.
Depois do Inverno,
é sempre assim depois do Inverno,
vem a Primavera, que dá lugar ao Verão, que o Outono leva.
é sempre assim depois do Inverno,
vem a Primavera, que dá lugar ao Verão, que o Outono leva.
Sempre, sempre assim:
Do princípio à flor, da flor ao fruto,
do fruto ao desnudar rumo ao princípio.
Do princípio à flor, da flor ao fruto,
do fruto ao desnudar rumo ao princípio.
Tudo nasce, e cresce, e finda,
do princípio ao recomeço,
do princípio ao recomeço,
(Como um metrónomo,
Bebé!)
Bebé!)
ao ritmo imutável da renovação.
Descompassar a vida,
que embala ao passo estabelecido das marés,
é como desobedecer à imensidão do mar e ter o universo contra nós.
que embala ao passo estabelecido das marés,
é como desobedecer à imensidão do mar e ter o universo contra nós.
A vida corre por ela,
não vale a pena apressar.
não vale a pena apressar.
Depois…
Sim, depois,
se vida só temos uma,
porque vida só temos uma,
que interessa pôr pressa à vida se a vida não anda à pressa?
Sim, depois,
se vida só temos uma,
porque vida só temos uma,
que interessa pôr pressa à vida se a vida não anda à pressa?
Para chegar ao fim da vida mais depressa,
não vale a pena apressar…
não vale a pena apressar…
Depois…
Sim, depois,
para quê correr em vão,
se andar contra a natureza é ir contra o coração?
Sim, depois,
para quê correr em vão,
se andar contra a natureza é ir contra o coração?
Carlos Pires
(Textos de Gaveta, inédito)
(Textos de Gaveta, inédito)
Carlos Pires é natural de Macedo de Cavaleiros, tendo adoptado a pequena aldeia de Meles, onde crestou à solta nas férias grandes, como o seu verdadeiro berço. Como jornalista, fez parte das Redações do "Tempo", "Portugal Hoje", " Primeira Página", "Liberal", "Semanário" e da revista de economia "Exame" (de que foi editor). Em Bragança, colaborou no semanário "Mensageiro de Bragança" (1970-72), tendo sido co-fundador do semanário "ÈNÍÉ - uma voz do Nordeste Português" (1975) e da publicação "Domus", da Casa de Cultura da Juventude de Bragança (1977-78).
Foi assessor de imprensa de Maldonado Gonelha, ministro da Saúde (1983-85).
Entrou para o Infarmed em fins de 2000, depois de ter sido assessor de imprensa da ministra Elisa Ferreira, nos dois governos de António Guterres, primeiro no Ministério do Ambiente, depois no Planeamento (1995-2000).
No Infarmed criou o Gabinete de Imprensa, tendo sido porta-voz da instituição durante mais de uma dúzia de anos.
Alguns aspetos marcantes: a iniciativa da realização de um curso para jornalistas (2001), ministrado por peritos do Infarmed, em que os principais órgãos de informação estiveram representados, sobre o ciclo de vida do medicamento; a elaboração do jornal da instituição, "Infarmed Notícias", trimestral (de que é coordenador/editor/redator). A edição especial de Janeiro de 2018, com 120 testemunhos sobre o INFARMED na altura conturbada da ideia controversa da sua deslocalização para o Porto (depois editada em livro); e ainda a publicação de um livro, editado pela Âncora, "Redondilhando", que nasce no seio da instituição e cujo prefácio foi assinado por Ernesto José Rodrigues.

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