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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Autarca de Vinhais indignado com possibilidade de não existirem apoios para prejuízos causados pelo mini tornado

 O presidente do município de Vinhais está indignado com a possibilidade de não existirem apoios para os prejuízos causados pelo mini tornado, que atingiu as aldeias de Mofreita e Fresulfe.


Na sua recente passagem pela região, o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, admitiu que os apoios “dificilmente” chegarão ao concelho, devido às regras que exigem prejuízos superiores a 30% nas explorações.

Luís Fernandes contesta e diz que é urgente olhar para as pessoas e não para percentagens. “Espero bem que essa situação seja repensada. Estes apoios, sejam eles quais forem, não podem ser em função de determinadas percentagens. A verdade é que as pessoas foram afetadas e há aqui outro pormenor que não pode ser deixado de lado, é que o próprio IPMA confirma que isto foi um tornado, isto é, é um intempérie, portanto não é nada que seja diferente daquilo que aconteceu na região centro. Claro que é diferente, atendendo, felizmente, aos prejuízos, que não têm nada a ver, mas é verdade que se enquadra num fenómeno atmosférico completamente imprevisto que provocou esta situação”.

Depois de concluído o levantamento, os prejuízos “ultrapassam os 150 mil euros e podem aproximar-se dos 200 mil”, sobretudo em árvores, nomeadamente castanheiros, infraestruturas agrícolas, armazéns e estábulos, além de alguns danos em habitações. Os prejuízos têm um impacto profundo nas comunidades locais. “Para as populações de uma aldeia isto é um valor muito significativo. E eu estou a dizer isto porque já ouvi dizer que era um valor baixo. Se nós compararmos com os milhões de prejuízo que houve na região centro, é um valor baixo. Agora, para as pessoas desta localidade e deste território, que dependem quer da agricultura, quer dos castanheiros, quer da pecuária, quer dos armazéns agrícolas que têm… Para recuperar, é um valor muito significativo. Não podemos olhar os números da mesma forma. Temos que olhar para as necessidades que são idênticas”.

Segundo o autarca, há casos concretos de agricultores que não têm capacidade financeira para reparar os estragos. Luís Fernandes assegurou ainda que o município pode e vai avançar com apoio próprio, mas “é fundamental que haja uma resposta do Estado”.

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