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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

População de abutre-preto mais do que duplica no Douro Internacional com projeto LIFE Aegypius Return

 O projeto científico que luta pela sobrevivência do abutre-preto em Portugal, nomeadamente no Parque Natural do Douro Internacional, não podia estar a correr melhor. O projeto, que arrancou em 2022 e se prolonga até ao final de 2027, prevê aumentar a população reprodutora desta ave, a maior ave de rapina da Europa.


Em Freixo de Espada à Cinta está a decorrer a quinta reunião de parceiros do projeto e, segundo Iván Gutiérrez, biólogo e coordenador do projeto na Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural, as metas estão a ser mais que cumpridas.

“Ainda falta um ano e meio para o final deste projeto, mas até agora está a ser bastante positivo porque se têm alcançado muitos dos objetivos que foram pensados no início, nomeadamente duplicar a população de abutre-preto. Quando começamos o projeto estimava-se que havia uns 40 casais de abutre-preto e atualmente há por volta de 115 casais. Temos mais do que superado o objetivo que era atingir os 80 casais e graças a isso também se tem conseguido reverter a situação de emeaça e perigo pela qual a espécie estava a passar.”

A reunião fica também marcada pela devolução à natureza de um grifo. O juvenil, que foi encontrado debilitado, foi recuperado num centro gerido pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e é devolvido à natureza, esta manhã, no Miradouro do Carrascalinho, em pleno Parque Natural do Douro Internacional, no concelho de Freixo de Espada à Cinta.

“O miradouro está inserido nas áreas com maiores colónias de grifos, onde há o maior número de ninhos. É um grifo que foi recuperado do centro de recuperação do Gerês, mas sendo este um parque internacional, não existe qualquer abutre. Esta espécie não nidifica lá, utilizam a área para se alimentarem, os indivíduos jovens exploram aquela área mas não seria adequado libertar um grifo naquele território. O ideal é libertá-lo numa zona onde existem outros indivíduos da espécie para que ele se consiga adaptar de novo.”

Apesar dos avanços, os abutres continuam a enfrentar várias ameaças, sobretudo relacionadas com infraestruturas humanas.

“São várias as ameaças. As principais diria que são as colisões e linhas elétricas. São dois tipos de perigos, eles voam e não veem as linhas elétricas e embatem nas mesmas, mas também usam os postos de eletricidade para pousar e aqueles postes que não estão bem protegidos acabam por electrocutá-los. Essa é o tipo de perigo que mais encontramos na mortalidade dos pássaros, mas o abate a tiro e o envenenamento também.”

O projeto LIFE Aegypius Return apresentou um balanço global positivo durante a sua 5.ª reunião de parceiros, que decorreu entre terça-feira e o dia de hoje, em Freixo de Espada à Cinta.

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