A nota de imprensa adianta que o intuito da reunião será “recolher algumas informações que ainda faltam e são necessárias para efetuar a reclamação de créditos dos Trabalhadores no processo de insolvência, mas também para esclarecimentos mútuos acerca das trocas de informações dos últimos dias”.
Refira-se que, no passado sábado, dois dias depois de ter tornado público que o Matadouro Industrial do Cachão encontrava-se em processo de insolvência, o SINTAB emitiu, um comunicado após as declarações públicas de responsáveis ligados à gestão daquela unidade de abate e de intervenções ocorridas na Assembleia Municipal de Mirandela.
O SINTAB diz que se vê “na obrigação de repor a verdade dos factos e esclarecer a opinião pública”, alegando que “tem sido repetida, com uma insistência que não deixa de causar estranheza, a acusação de que o SINTAB teria afirmado que o Matadouro Industrial do Cachão se encontra encerrado. Ora, tal afirmação é simplesmente falsa”, explica. Na nota de imprensa emitida, aquele sindicato recorda que afirmou, “de forma clara e inequívoca” precisamente o contrário: “que o complexo continua a laborar em pleno, mesmo após a declaração de insolvência, sendo esse facto apresentado como prova da sua importância vital para a região”, esclarece.
Pelo que o SINTAB entende que “existe é uma tentativa deliberada de construir uma narrativa que desvie atenções do essencial, que é a gravidade da situação, são as responsabilidades acumuladas e as opções políticas e de gestão que conduziram a este desfecho”.
Para o sindicato, a insistência nesta “falsa polémica”, seja por parte da administração, seja por responsáveis autárquicos, “não só é abusiva como levanta sérias preocupações quanto à existência de uma posição concertada para confundir a população e branquear responsabilidades”, afirma.
Na nota de esclarecimento, o sindicato adianta que, quando analisa o contexto político e institucional recente, surgem elementos que merecem escrutínio. “É, no mínimo, legítimo questionar o facto de, após a eleição do atual presidente do conselho de administração da AIN para vereador da Câmara Municipal de Vila Flor, não ter sido nomeado qualquer substituto para gerir o complexo. Esta opção, longe de ser inocente, pode ser interpretada como sinal de um desfecho já antecipado, eventualmente preparado após o ciclo eleitoral”, refere a nota.
O SINTAB reitera que “não se deixará arrastar para manobras de diversão. O que está em causa não é uma disputa de palavras, mas sim o futuro de trabalhadores, de famílias e de um setor estratégico para toda a região transmontana”.
Agora, esta tarde, o SINTAB vai reunir com os Trabalhadores do Matadouro Industrial do Cachão, nas instalações daquela empresa do concelho de Mirandela.

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