De acordo com o mais recente relatório da DGAV, a bactéria foi também identificada no concelho de Carrazeda de Ansiães, nas freguesias de Seixo de Ansiães e Vilarinho da Castanheira, e no concelho de Vila Nova de Foz Côa, nas localidades de Freixo de Numão e Seixas.
Perante esta situação, foi estabelecida uma zona demarcada com o objetivo de conter a propagação da bactéria, incluindo a aplicação de medidas fitossanitárias rigorosas.
Entre as medidas previstas estão a destruição imediata das plantas infetadas e das plantas hospedeiras num raio de 50 metros, no prazo de 10 dias, a proibição de plantação de espécies suscetíveis, restrições à movimentação e comercialização de plantas fora da zona demarcada e a realização de tratamentos contra os insetos vetores da bactéria.
A DGAV apela à colaboração de produtores e proprietários, solicitando a inspeção das culturas e a comunicação imediata de qualquer suspeita.
Recorde-se que, em junho do ano passado, esta bactéria já tinha sido detetada na mesma freguesia de Lousa, em Torre de Moncorvo, num sobreiro.
A Xylella fastidiosa transmite-se naturalmente através de insetos vetores, mas também pode ser disseminada pelo comércio de plantas infetadas ou por enxertia de material contaminado.
A bactéria pode afetar culturas importantes como a vinha, o olival, o amendoal e pomares de citrinos. Quando infetadas, as plantas deixam de absorver corretamente água e nutrientes, o que provoca murchidão, queimaduras nas folhas, morte de ramos e, em casos mais graves, a morte total da planta.
Refira-se ainda que, em 2022, foram registados casos desta bactéria em Macedo de Cavaleiros e, posteriormente, em Mirandela, num intervalo de cerca de um mês.


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