Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Mirandelense integrou equipa que realizou o primeiro transplante renal em Cabo Verde

 Uma enfermeira mirandelense integrou a equipa médica que acaba de realizar, com sucesso, a primeira cirurgia de transplante renal em Cabo Verde. Um marco histórico para o sistema nacional de saúde daquele país.


Hermínia Cunha, é natural de São Pedro Velho (Mirandela), tem 57 anos, é enfermeira no Hospital de Santo António, no Porto, há 32 anos, e nos últimos 25 está alocada ao bloco operatório.

Também pertence ao grupo de transplantação e colheita de órgãos naquela unidade hospital portuense e foi nessa qualidade que foi convidada a integrar uma equipa multidisciplinar, coordenada por Norton de Matos, cirurgião vascular, constituída por vários profissionais de saúde que, há mais de uma década, iniciou um projeto pioneiro em Cabo Verde, e que teve a sua concretização, no passado dia 24 de março, no Hospital Universitário Agostinho Neto, na cidade da Praia, com a realização, com sucesso, do primeiro transplante renal, marcando um momento histórico para o Sistema Nacional de Saúde daquele país africano e do qual se orgulha a enfermeira mirandelense. “Eles têm muitos doentes em diálise e o objetivo é tentar tratar as pessoas e fixar os locais para eles não terem que se deslocar para Portugal, onde vinham fazer os tratamentos e até um possível transplante. É uma forma de reduzir o número de doentes em diálise lá em Cabo Verde, fazendo este projeto”, conta.

No entanto, “o mérito não é meu, é todo deles”, ressalva Hermínia Cunha. “Pertenço ao grupo de transplantação e colheita de órgãos e foi nesse contexto que os cirurgiões me convidaram para fazer parte da equipa”, acrescenta.

A enfermeira natural da “terra dos morangos” (São Pedro Velho) explica que o processo começou com “uma colheita de rim em dador vivo, depois de vários estudos feitos a familiares diretos, muito rigoroso, iniciou-se então a colheita e a transplantação de órgão”.

A colheita do rim foi feita com recurso a uma técnica “pouco invasiva, que se chama de laparoscopia, para o dador não sofrer pelo facto de estar a expor-se a incisões profundas. Portanto, a laparoscopia são pequenas incisões e nós conseguimos tirar o órgão sem fazer grande lesão ao dador. ele tem alta no dia a seguir, e o receptor tem um rim super saudável, de alguém que é familiar com laços de ligação, genótipos e de outras características que são essenciais para não haver a rejeição”, refere.

Para além deste projeto, Hermínia Cunha já integrou cerca de uma dezena de missões organizadas por Organizações Não Governamentais (ONG), em outros países africanos, como São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, para a realização de diversas cirurgias. “Na última missão que fiz, na Guiné-Bissau, houve a possibilidade de fazermos cirurgias endoscópicas, que eram receções de adenomas da próstata e receções de lesões da bexiga, e levamos equipamento de endoscopia para iniciarmos lá esta nova técnica cirúrgica”, conta.

Hermínia não esconde que há um enorme elo de ligação com a equipa. “Gostamos de nos juntar, e sabemos que fazemos uma equipa forte e focada no trabalho e no empenho de que tudo corra bem, e chegarmos cá e termos realizado um grande número de cirurgias, acaba por ser realmente um privilégio para mim entrar nestas equipas e é um trabalho que me dá prazer e que gosto imenso”.

A enfermeira não tem dúvidas que a melhor decisão que tomou foi passar para o bloco operatório no Santo António, “porque achava que era um trabalho que ia executar com muito prazer e motivação e de facto acertei. Também foi a realização de um sonho ir para o Bloco e empenhar-me e focar-me em todos os procedimentos cirúrgicos que ali existem”, afirma.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

Sem comentários:

Enviar um comentário