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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Subida dos combustíveis pressiona empresas de construção em Bragança

 O recente aumento dos preços dos combustíveis está a ter um impacto significativo no tecido empresarial, sobretudo em setores fortemente dependentes da logística e do transporte. Em Bragança, duas empresas ligadas ao comércio e distribuição de materiais de construção relatam um agravamento expressivo dos custos operacionais.


Nuno Rodrigues, responsável pela empresa DNMAT, dedicada à comercialização de artigos de bricolage e materiais de construção, sublinha que o combustível representa uma fatia considerável das despesas mensais. “Gastamos entre 24 a 25 mil litros de gasóleo por mês. Um aumento de 40 a 50 cêntimos por litro que se traduz num acréscimo de oito a nove mil euros”, explica. Apesar de eventuais medidas de alívio fiscal, garante que o impacto é inevitável.

Para além do custo direto com o combustível, o empresário alerta para um efeito indireto que se faz sentir nos preços dos materiais. “Grande parte da matéria-prima deriva do petróleo, como os isolamentos ou as telas e coberturas de construção, o que faz subir significativamente os preços”, refere, acrescentando que também os fornecedores enfrentam custos logísticos mais elevados, que acabam por ser repercutidos ao longo da cadeia.

Nuno Rodrigues recorda que o setor já enfrentou um cenário semelhante aquando do início da guerra na Ucrânia, embora com impacto mais alargado a matérias-primas como o aço e a madeira. Agora, ainda que o aumento esteja mais concentrado nos combustíveis, acredita que acabará por se refletir em todo o setor da construção. Perante este contexto, admite que a empresa terá de ajustar gradualmente os preços. “Não conseguimos suportar estes custos continuamente. Temos cerca de 25 mil referências e será necessário fazer ajustes progressivos”, explica.

Também a Reconco, empresa especializada em comércio, logística e produção de materiais de construção, enfrenta desafios semelhantes. Luís Rio, diretor comercial e de logística, descreve o impacto como “imediato e muito significativo”. “Nós gastamos 45 mil litros por semana em média de gasóleo, que dá uma média de, em imediato com estes dois aumentos seguidos, de 12 a 15 mil euros por semana de aumento, só em combustível”, partilha.

Com operações que abrangem todo o território nacional e ainda mercados internacionais como Madrid e Lyon, a empresa depende fortemente do transporte rodoviário. “É um custo que não conseguimos repercutir nos clientes com a mesma rapidez com que nos é imposto”, explica. Segundo o responsável, muitos clientes já têm obras em curso e preços previamente acordados, o que dificulta a introdução de atualizações.

A situação é agravada pela rapidez com que os preços dos combustíveis sobem. “Temos de reagir com cuidado, rever tabelas e comunicar aos clientes, mas nem sempre conseguimos acompanhar o ritmo dos aumentos”, afirma. Durante várias semanas, a empresa foi obrigada a suportar parte dos custos antes de conseguir atualiza-los nas encomendas. Contudo, o clima de incerteza tem levado a um aumento da procura. “O cliente assusta-se e quer comprar rápido, porque pensa que os custos vão aumentar ainda mais. Temos muitas encomendas em carteira, até atrasadas, que é normal porque os preços estão altos, mas há de facto cada vez mais encomendas”, conclui.

Rita Teixeira

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