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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 23 de maio de 2026

DIOCESE DE MIRANDA DO DOURO ASSINALA 481 ANOS DE HISTÓRIA E LEGADO RELIGIOSO EM TRÁS-OS-MONTES

 Celebram-se ontem os 481 anos da criação da Diocese de Miranda do Douro, uma das mais relevantes instituições religiosas da história de Trás-os-Montes, fundada a 22 de maio de 1545 pela bula Pro excellenti Apostolicae Sedis, promulgada pelo Papa Paulo III, a pedido do rei D. João III.


A criação da diocese marcou um momento decisivo para a organização e afirmação religiosa do nordeste transmontano. O novo território eclesiástico integrou os arciprestados de Miranda do Douro, Bragança, Lampaças, Mirandela e Monforte, abrangendo grande parte da então comarca de Trás-os-Montes, até então sob jurisdição da Arquidiocese de Braga.

Poucos meses depois, a 10 de julho de 1545, D. João III elevou Miranda do Douro à categoria de cidade, reforçando o estatuto da localidade escolhida para sede episcopal. Contudo, a decisão não reuniu consenso. Situada junto à fronteira e caracterizada por uma reduzida densidade populacional e escassez de recursos, Miranda do Douro enfrentou, desde cedo, desafios estruturais que condicionaram o crescimento da diocese.

Ao longo dos séculos seguintes, a evolução económica e demográfica da região alterou o equilíbrio territorial. No século XVIII, Bragança assumia-se já como o principal centro urbano e administrativo de Trás-os-Montes, enquanto Miranda do Douro atravessava um período de declínio.

Neste contexto, a 5 de março de 1770, por iniciativa do rei D. José I, foi criada a Diocese de Bragança, incorporando uma parte significativa dos territórios até então pertencentes à Diocese de Miranda. A coexistência de duas estruturas diocesanas revelou-se, porém, insustentável.

A reorganização definitiva chegou a 27 de setembro de 1780, com a união das dioceses de Miranda e Bragança, dando origem à Diocese de Bragança e Miranda, apesar da oposição manifestada por setores da população mirandesa. A designação atual – Diocese de Bragança-Miranda – apenas viria a ser oficialmente adotada a 27 de maio de 1996.

Mais de quatro séculos após a sua fundação, a história da Diocese de Miranda do Douro continua a representar um marco identitário, religioso e patrimonial para o nordeste transmontano, mantendo viva uma herança que atravessa gerações e permanece profundamente ligada à memória coletiva da região.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

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