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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Festival ObservArribas volta às origens com três dias dedicados às aves e à cultura do Douro Internacional

 O Festival ObservArribas regressa a Miranda do Douro entre 29 e 31 de maio, num retorno simbólico ao território  onde a iniciativa nasceu há nove anos, para uma celebração dos valores naturais e culturais do Parque Natural do Douro Internacional, com particular enfoque na avifauna que sobrevoa as arribas do rio.


“O ponto principal será Miranda do Douro, onde estará toda a organização, com exposições e a maior parte das atividades, mas depois teremos atividades nos restantes municípios, como Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo”, indica Carla Lousão, que integra a organização.

A grande novidade desta edição é a instalação de pontos fixos de observação junto às arribas, na própria cidade de Miranda do Douro. “O festival tem sempre saídas de campo para observação de aves e também passeios fotográficos. Contudo, este ano, como Miranda do Douro vamos ter três pontos de observação fixos, apenas dois deles não requerem inscrição obrigatória” explica.

A medida pretende democratizar o acesso à observação de aves, permitindo que qualquer visitante, com ou sem experiência prévia, possa identificar espécies emblemáticas como o grifo, o britango, a águia-real, a águia-de-Bonelli, a cegonha-preta ou o falcão-peregrino, que fazem deste território um dos mais ricos em biodiversidade da Península Ibérica.

O programa arranca a 29 de maio com o Dia das Escolas, dedicado em exclusivo à comunidade educativa. Dezassete parceiros asseguram 23 atividades de carácter educativo, ambiental e cultural, dirigidas a alunos do território, com o objetivo de aproximar as novas gerações do património natural e identitário do Douro Internacional. “É muito importante, para os mais novos ficarem com a sensibilidade em termos ambientais e culturais, para criarem uma certa identidade com o território e compreenderem que vivem dentro de uma área protegida”, aponta Carla Lousão.

Nos dias 30 e 31 de maio, o festival abre-se a todos os públicos. O programa contempla saídas de campo para observação de aves, pontos fixos com material ótico profissional acompanhados por especialistas, passeios de barco pelas Arribas do Douro, visita a um campo de alimentação de aves necrófagas, oficina de anilhagem científica, oficinas de fotografia de natureza, oficinas infantis e mesas redondas.

A componente cultural ocupa lugar de destaque, com iniciativas que cruzam tradição e território: do mirandês à cosmética natural, do ciclo da lã ao fabrico da bola doce. A maioria das atividades é de participação gratuita. As iniciativas pagas, como os passeios de barco, beneficiam de desconto para os participantes inscritos no festival.

A última edições foram realizadas em Figueira de Castelo Rodrigo (2024) e  Mogadouro (2025) e para Carla Lousão “o balanço é sempre positivo”. Sublinha que “isto não é um festival de massa, estamos a falar de um festival que tem interesses específicos, nomeadamente na observação de aves e na fotografia de natureza, e o que temos verificado nesta, que é a nossa terceira edição, é que a adesão tem vindo a aumentar. E o balanço é extremamente positivo, porque acabamos por ter um programa bastante rico.

O Festival ObservArribas, Natureza e Cultura no Douro Internacional, é organizado pela Comissão de Cogestão do Parque Natural do Douro Internacional, num trabalho conjunto das entidades que a integram e com a colaboração de uma rede alargada de parceiros locais e nacionais.

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