Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Governo de Castela e Leão não concede licença de operação à Mina de Calabor

 A Junta de Castela e Leão decidiu não atribuir a licença ambiental ao projeto mineiro Valtreixal situado em Calabor a poucos quilómetros do Parque Natural de Montesinho, concelho de Bragança, em área da Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica e da Rede Natura 2000.


O Estudo de Impacte Ambiental do projeto foi submetido a consulta pública em 2019 e a decisão da Junta de Castela e Leão foi tomada a 13 de Maio 2026, avança o Movimento Uivo.

O projeto de exploração mineira de Valtreixal, previsto em território espanhol, a 5 km da fronteira portuguesa consistia numa mina de volfrâmio e estanho que ocuparia uma área de exploração de 250 hectares. “O Governo português foi notificado para se pronunciar no âmbito de uma Avaliação de Impacte Ambiental Transfronteiriço. “Pela sua dimensão e caraterística, este projeto teria um impacto significativo na qualidade de vida da população raiana, na economia local e no Parque de Montesinho”, sublinha o Uivo acrescentando que se trata de um território classificado, que tem norteado toda uma estratégia pública de desenvolvimento social e económico da região, assente nos produtos endógenos (mel, castanha e outros), no turismo da natureza e cinegético.

A mina tinha projetado a utilização de toneladas de dinamite, a construção de uma linha de alta tensão de 10km e a instalação de uma fábrica de tratamento de minério, a passagem diária de dezenas de veículos pesados, o armazenamento e aterragem de resíduos perigosos e a criação duma escombreira de grande dimensão. “Inevitavelmente teriam impactes transfronteiriços na paisagem, na biodiversidade, na qualidade do ar e da água, destruindo a flora e habitat de animais selvagens tais como veados, águias e raposas, alguns classificados como ameaçados ou em risco de extinção, como o lobo ibérico, a águia-real e a cegonha preta”, elenca o movimento.

O Estudo de Impacte Ambiental publicado “apresentava erros graves,”, destaca o Uivo, nomeadamente do ponto de vista da identificação das espécies, da avaliação de riscos e das medidas de mitigação, não sendo evidente a provisão de recursos para situações de contingência e ações de remediação.

O Uivo, movimento apartidário de cidadãos, constituído em 2021 para fazer face à construção desta mina, pretende chamar a atenção da sociedade civil e das instituições públicas para este tipo de projectos. O desenvolvimento não pode ser justificação para projectos sem rigor e com retorno duvidoso. “Neste caso concreto o governo português aparentemente marcou a sua posição defendendo o interesse nacional. O projecto gerou, na altura, grande movimentação de repudio tanto do lado português como espanhol, unindo a população raiana e levando a questão à opinião pública e às instituições adequadas”, explicou a mesma fonte.

Sem comentários:

Enviar um comentário