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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Jovens deixam de estudar por causa da crise
Há mais estudantes do IPB a abandonar os estudos.O fenómeno decorre das dificuldades financeiras vividas pelas famílias dos alunos numa época de crise.
Ainda assim, a direcção da instituição de ensino considera que as estatísticas não são relevantes.
Sem revelar os números, o presidente do Instituto Politécnico de Bragança diz que ficam abaixo do que esperava. “É óbvio que tem havido um aumento do abandono escolar mas está abaixo das minhas expectativas face ao que é a sensação geral do país”, refere Sobrinho Teixeira, acrescentando que “temos varações que andam na casa das dezenas de ano para ano, este ano cresce um bocadinho mas não é estatisticamente valorizável face à variação dos últimos anos”.
Declarações feitas ontem durante as comemorações dos 30 anos do IPB, que contaram com a presença do ex-Presidente da República.
Na sua oração de sapiência, Jorge Sampaio, considera que o ensino superior é fundamental para o desenvolvimento do país, mas para isso diz que é preciso orientação estratégica. “Nós coordenamos e consertamos pouco numa perspectiva de convergência de acção e nunca foi tão preciso consertar como agora”, afirma. “Sei que as nossas instituições de ensino superior serão capazes de responder aos desafios do presente e penso que o IPB está bem colocado para participar nessa reflexão que é inadiável”, acrescenta Jorge Sampaio.
O presidente da câmara de Bragança salienta a importância de fortalecer o ensino superior no interior do país. “O fortalecimento do ensino superior no interior é essencial para o combate ao despovoamento, contribuindo para a coesão e competitividade”, defende Jorge Nunes. “O poder central deve promover políticas activas, em especial neste período de crise para evitar a sua fragilização”, frisa.
Já o secretário de estado do ensino superior realça que o ensino superior politécnico tem de ter um papel dinamizador das regiões onde estão inseridas. “É sobretudo através do ensino superior politécnico que o país tem de aumentar o número de jovens que acede a qualificações superiores que lhes darão melhores perspectivas de vida e que o país necessita”, refere João Queiró, acrescentando que “o ensino superior politécnico tem de ter um papel relevante na dinamização social e económica directa das regiões em que se encontra inserido”.
As comemorações ficaram ainda marcadas pela tomada de posse do novo presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos. Joaquim Mourato revela que um dos seus objectivos para este mandato é ajudar à recuperação do país. “Queremos construir soluções para qualificar mais e melhor os portugueses e queremos ajudar a recuperar o país e a devolver aos portugueses a esperança de uma vida melhor”, adianta.
De recordar que o cargo era até agora ocupado pelo presidente do IPB e que exerceu durante quatro anos.
Escrito por Brigantia
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
O sucesso do Ouriço de Castanha
O Ouriço de Castanha é já um doce de referência na cidade de Bragança e está disponível na companhia aérea TAP. Sweet Gourmet by Eurico Castro é uma marca que tem vingado além fronteiras e que vai continuar a levar a castanha e a qualidade transmontana pelo mundo.
Aguarelas do arquitecto Manuel Ferreira no Museu Abade de Baçal
Aguarelas do Arquitecto Manuel Ferreira vão estar patentes no Museu Abae de Baçal a partir do dia 26 de Janeiro.
“A presente exposição, reúne cerca de vinte obras novas com uma cuidada seleção de obras paradigmáticas do percurso criativo de Manuel Ferreira.
A paisagem trasmontana, nas suas evidências e mistérios, nos detalhes singulares e transversalidades universais, é assumida pelo autor como cenário propiciador a incessantes deambulações, pois incessantes são as inquietações que o espaço lhe provoca.
A paisagem natural, a fluvial e a paisagem construída consolidam-se como temas preferenciais no contexto da obra de Manuel Ferreira. Tomada sobretudo nos meios rurais, manifesta a presença da figura humana quase sempre relacionada com os trabalhos do campo, dando grande relevo à representação dos animais, imperativos na adaptação ao meio que é, continuamente, o centro da sua prática pictórica.
Interessa-se pela paisagem também como pretexto para desenvolver as variações da luz sobre os volumes, que regista em tonalidades e cambiantes que acentuam as massas vegetais, as estruturas arquitetónicas e a linha do horizonte, sempre longínquo.
Ao firmamento, calmo, ou denso e profundo, reserva grandes superfícies na pintura, explorando demoradamente os valores lumínicos e atmosféricos”. [Emília Nogueiro]
Sobre o autor:
Manuel Maria Ferreira Rodrigues, nasceu em 1927, em Palácios, concelho de Bragança. Ainda enquanto estudante em Bragança já desenhava inúmeros objectos arqueológicos a pedido de Francisco Manuel Alves - Abade de Baçal.
Concluiu o curso de arquitetura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Desde 1956 que se dedicou à docência das disciplinas de Matemática, Desenho e Educação Visual em diversos estabelecimentos de ensino, de Bragança, Covilhã, e Macedo de Cavaleiro.
Como arquiteto integrou os quadros da Direção Geral dos Serviços de Urbanização do Distrito de Bragança, e foi responsável na área do Distrito de Bragança pelos serviços da Comissão de Coordenação da Região Norte. De 1967 a 1971 foi vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança e de Junho de 1974 a Janeiro de 1975, foi presidente da Comissão Administrativa.
in:noticiasdonordeste.com
Bragança - Mais de um milhão para investigação
O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) é uma das instituições que vê aprovado um maior volume financeiro para projectos de investigação.
O Centro de Investigação de Montanha (CIMO) do IPB conseguiu um financiamento de cerca de 1,1 milhões de euros para os próximos três anos, através do concurso de 2012 da Fundação da Ciência e Tecnologia, para projectos fundamentais para a economia da região.
O coordenador do CIMO, Jaime Pires, sublinha que esta é a primeira vez que o IPB consegue um volume de financiamento para investigação tão avultado. “O IPB ficou posicionado em 24.º lugar de entre 177 instituições de ensino e investigação. Na área das Ciências Agrárias, o IPB surge em 4.º lugar, ou seja só houve mais três instituições que tiveram um financiamento superior”, realça o coordenador do CIMO.
São cinco projectos candidatados por docentes da Escola Superior Agrária de Bragança que fazem parte do CIMO.
Excelência na olivicultura
437 mil euros do valor total do financiamento é destinado a um projecto considerado de excelência na área da olivicultura. “É um projecto desenvolvido na área da olivicultura e está ligado sobretudo à sanidade da oliveira e à sua relação com os ecossistemas”, enaltece Jaime Pires.
Programa Escolhas apoiou mais de mil crianças e jovens em Mirandela
Terminou mais uma etapa do projecto Incentivar – Escolhas 4ª Geração, implementado em Mirandela.
O programa, que vai agora para a 5ª geração, visa a integração social, o insucesso escolar e ainda o envolvimento e o apoio às famílias desfavorecidas.
O coordenador do projecto diz que ao longo do programa criou-se uma família que se juntou, no passado sábado, numa gala comemorativa que marcou o encerramento desta etapa. “Queremos aproveitar este momento para agradecer e passar o momento com toda a família, porque realmente isto já é quase a famílias Escolhas com os vários parceiros”, explica Francisco Mendonça.
Em 3 anos integraram este projecto 1077 crianças e jovens com um envolvimento total de 144 famílias. “ Muitas vezes é difícil de quantificar ou avaliar o nosso trabalho, mas pela adesão que tivemos nas actividades e pela participação das famílias consideramos um balanço muito positivo”, conta o coordenador.
Na gala de encerramento actuaram grupos de dança, de teatro e música que surgiram dentro do projecto.
Finda esta etapa segue-se uma nova geração do Escolhas, que será a 5ª geração, onde o objectivo é continuar a proporcionar diversas actividades e apoios a crianças e jovens.
Escrito por Brigantia
Imigrantes elegem Bragança para viver
320 Pessoas de 24 nacionalidades participaram, no passado sábado, no IX Encontro “Bragança e a Comunidade internacional”.
Um número que o autarca de Bragança considera “fantástico” visto que superou as inscrições previstas. “Acho que este é o encontro que juntou mais pessoas, muitos jovens e muitas famílias, superou as inscrições que tínhamos que andariam nas 290, o que é muito bom”, realça Jorge Nunes.
O presidente do Município afirma que os brigantinos só têm a ganhar com a presença destas pessoas na cidade. “Nós temos que criar um ambiente amigável em Bragança para esses jovens sobre o ponto de vista da segurança, seja nos alojamentos, seja na restauração e também sobre o ponto de vista da competitividade económica”, acrescenta.Bragança é uma cidade atractiva para estudantes e famílias oriundos de outros países.
A prova disso é a satisfação que estes demonstraram. Ao longo do dia os imigrantes participaram em provas desportivas, visitas a monumentos culturais e almoço colectivo, no mercado Municipal.
Um dia que ficou marcado pelo convívio.
Feira da Caça encerra com balanço positivo
A chuva e o mau tempo não afastaram os visitantes da XVII Feira da Caça e Turismo, que encerrou ontem, em Macedo de Cavaleiros.
“Bastante gente mas menos pessoas a comprar”, foi o balanço dos expositores, que mesmo assim que foi “uma boa feira”.
O certame assenta na promoção das potencialidades turísticas e cinegéticas do concelho.
A vereadora da cultura, responsável pela organização, faz um balanço extremamente positivo. “Tivemos quatro dias repletos de diversas actividades, muita gente. Confesso que tive um pouco de receio devido às condições climatéricas e com isso também os visitantes se sentissem menos confortáveis para poder vir. No entanto durante todos os dias houve muita gente a visitar a nossa feira, muitos caçadores e também muita gente que veio participar na feira do turismo e por tudo isto faço um balanço extremamente positivo”, considera Sílvia Garcia.
Segundo os dados fornecidos pela organização, passaram pelo certame cerca de 20 mil visitantes e 120 expositores.
O município de Macedo de Cavaleiros tem vindo a reduzir o orçamento que este ano rondou os 80 mil euros, menos 20 por cento que no ano anterior.
Escrito por Brigantia
domingo, 27 de janeiro de 2013
Livros e Autores Transmontanos - Por Detrás da Máscara “Ensaio de Antropologia da Performance Sobre os Caretos de Podence”
Trata-se de um ensaio resultante de um longo trabalho de investigação e do qual resulta o conhecimento aprofundado dos “Caretos” de Podence, Macedo de Cavaleiros. Inspirado pela obra Máscaras Portuguesas, de Benjamim Pereira (1973), o Autor lança o seu olhar sobre o que o Carnaval daquela aldeia do Nordeste Trasmontano evidencia simultaneamente de tradição e modernidade.
Neste estudo, resultado de trabalho de terreno desenvolvido desde 1998, Paulo Raposo reflecte sobre os processos de revivificação ou reinvenção das culturas populares no mundo pós-rural português, e que com frequência se traduzem em formas de patrimonialização, turistificação ou mercantilização.
Edição: Instituto dos Museus e da Conservação, 2011
ISBN n.º: 978-972-776-428-0
Autor: Paulo Raposo
sábado, 26 de janeiro de 2013
Festival do Butelo e das Casulas de Bragança
Portugal, é desde há muito referênciado, internacionalmente, pelo caráter hospitaleiro das suas gentes, pela beleza do seu Património e pelos atributos climáticos que oferece a todos quantos nos visitam. Todavia, aquilo que verdadeiramente confere ao nosso país, o pleno estatuto de sedutor, é a qualidade e a diversidade dos nossos argumentos gastronómicos.
Enchidos alimentam a economia rural e fintam a crise em Vinhais
A Feira do Fumeiro atrai a Vinhais durante quatro dias o equivalente a mais de um terço da população do Distrito de Bragança, que deixa na economia local, e além das fronteiras do concelho, seis milhões de euros.
As contas são da Câmara Municipal e reflectem um investimento de mais de 30 anos numa atividade artesanal que gerou uma fileira de produtos e actividades em contra ciclo com a crise nacional portuguesa.
Há cada vez "mais gente jovem a fazer fumeiro", o número de pedidos de licenciamentos de cozinhas regionais e explorações de porcos bísaros aumentou e as vendas seguem o mesmo ritmo, segundo adiantou à Lusa Carla Alves, a coordenadora da feira do fumeiro.
No ano de 2012, já se notava a crise e as vendas foram superiores ao ano anterior no certame que regressa entre 07 a 10 de Fevereiro e que a responsável pela organização acredita que "também em 2013 registará um aumento das vendas destes produtos".
A expectativa é sustentada pela procura de expositores, com número "recorde", mais de 400, assim como de pedidos de alojamento, com lotação esgotada em Vinhais, que está a encaminhar gente para os concelhos vizinhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela.
Nos quatro dias da feira são esperados 50 mil visitantes nacionais e espanhóis, cinco vezes mais pessoas que os habitantes do concelho e o equivalente a mais de um terço de toda a população do Distrito de Bragança.
Toda esta dinâmica gera um volume de negócios de "seis milhões de euros", segundo garantiu o presidente da Câmara de Vinhais, Américo Pereira.
O autarca aponta que apenas os 82 produtores de fumeiro devem facturar 820 mil euros, na feira.
Todos os enchidos de Vinhais têm certificado de qualidade e atingem preços de 40 euros o quilo, no caso do salpicão, e já conquistaram o mercado nacional e das exportações.
O fumeiro é o pilar da economia local com 310 postos de trabalho directos num concelho onde três mil pessoas vivem apenas da agricultura.
A feira já conta 33 anos e é a montra do trabalho de todo o ano nas cozinhas regionais, nas unidades industriais, nas 185 explorações pecuárias do porco bísaro, o responsável pela carne que distingue este fumeiro.
O sector é ainda servido por um matadouro e uma logística de apoio aos produtores e à comercialização, em que a autarquia investe meio milhão de euros anualmente.
A feira custa 125 mil euros e as receitas que gera pagam metade do valor, essencialmente vindas dos preços dos espaços pagos pelos expositores, já que a entrada de público é gratuita.
Os mais velhos continuam a ser os guardiões da receita dos famosos enchidos, mas há cada vez mais jovens "a pedir à mãe: ensina-me a pegar nisto", como contou Carla Alves para exemplificar a procura de "gente jovem licenciada que não encontra emprego na sua área" e está a regressar ao mundo rural.
"Notamos que há um renovado interesse pelo sector agrícola, sobretudo pelo agroalimentar", observou.
Já o presidente da Câmara, Américo Pereira, considerou que Vinhais "é um exemplo concreto" dos indicadores nacionais que apontam a agricultura como um dos poucos sectores em crescimento no país "muito à custa dos produtos tradicionais e dos produtos protegidos".
"É bom que o Governo e as autoridades que estão a preparar as linhas orientadoras deste quadro (comunitário de apoio) para o país, se apercebam que este apoio monetário, logístico, legislativo, de forma a fomentar a produção de produtos de qualidade e produtos tradicionais, é importantíssimo para a economia do país", alertou.
Lusa/ SOL
Bragança: Zasnet desenvolve projectos para o desenvolvimento transfronteiriço
Foram apresentadas, em Assembleia Geral do ZASNET Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT), as primeiras conclusões dos trabalhos realizados no âmbito do Plano Estratégico de Cooperação e Desenvolvimento Territorial para o período de 2014-2020, bem como a exposição da situação dos trabalhos do projecto Biosfera Transfronteiriça.
O presidente do ZASNET AECT, Jorge Nunes, disse, no final da assembleia, que “este plano estratégico funciona como a evidenciação de uma identidade transfronteiriça comum focada em termos de desenvolvimento e de sustentabilidade”.
“Agora vai-se desenvolver um conjunto de linhas estratégicas às quais iremos associar um plano de acção que contemplará um conjunto de projectos, materiais e imateriais, que estão agora a ser identificados”, explicou.
“Após a exposição das conclusões iniciais vai-se dar início à elaboração dos planos estratégicos e de acção, com a preocupação de que estes projectos estejam em perfeita sintonia com a estratégia europeia para o período 2014-2020, para que quando os promotores do território, privados ou públicos, apresentem as suas candidaturas, possam ser o mais assertivo possível com os projectos para poder beneficiar do financiamento comunitário, tendo em vista o desenvolvimento do território”, frisou.
O responsável salienta, ainda, as várias vantagens territoriais deste projecto, tal como “o benefício que irá trazer ao turismo e a valorização dos produtos da região”.
“Quando encaramos um projecto com a classificação da UNESCO, sabemos que é um projecto com qualidade, o que só traz inúmeras vantagens”, conclui.
O ZASNET é um organismo que tem como objectivo articular um espaço comum e promover as relações transfronteiriças no meio ambiente, turismo, cultura e desenvolvimento empresarial. Este organismo é, ainda, composto pela Associação de Municípios da Terra Fria Transmontana, pela Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, pela Associação de Municípios do Douro Superior, pela Diputación de Zamora e pelo Ayuntamiento de Zamora e Diputación de Salamanca.
in:rba.pt
Casal de idosos vive isolado às portas de Mirandela
Um casal de idosos de Mirandela vive dias dramáticos. Apesar de residir às portas da cidade, Tibério Marcelo, de 84 anos, demora seis horas, na viagem de ida e volta, ao centro de Mirandela, onde se desloca para comprar alimentos e medicamentos.
O lugar onde reside é na Quinta da Raposeira, cujo acesso é em terra batida.
Como já tem dificuldades de locomoção, até há pouco tempo, Tibério solicitava o serviço de um táxi, para se deslocar.
O problema é que as últimas chuvas, deixaram o acesso num autêntico lamaçal e até os próprios taxistas recusam efectuar o serviço.
Perante esta recusa dos taxistas, Tibério meteu-se ao caminho, a pé, socorrendo-se das canadianas. O idoso está preocupado, porque naquele local vive apenas com a mulher, que está acamada, e tem receio que, em caso de necessidade de socorro, seja impossível chegar o auxílio em tempo útil.
Confrontado com este caso, o presidente da junta de freguesia de Mirandela diz ter conhecimento deste problema. Rui Magalhães revela que a junta, praticamente todos os anos, tem feito diversas intervenções no local, mas como se trata de um caminho em terra batida, nunca é uma solução definitiva. A pavimentação do acesso, segundo o autarca, envolve um custo elevado.
O presidente da Junta garante, no entanto, que já deu orientações para se proceder de imediato a trabalhos no local para tentar, pelo menos, minimizar os problemas de acesso à Quinta da Raposeira.
Escrito por Terra Quente (CIR)
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