quinta-feira, 23 de março de 2017

Vinte e oito aldeias do Distrito de Bragança candidatas ao título de maravilha de Portugal

No total, são 332 aldeias que começaram a corrida às sete maravilhas de Portugal nas categorias: Monumento, Mar, Ribeirinhas, Rurais, Remotas, Autênticas e Áreas Protegidas.
Do distrito de Bragança são 28 concorrentes, sendo que apenas o concelho de Freixo de Espada à Cinta não tem qualquer aldeia nesta lista.
Vimioso aparece como o concelho com maior representatividade, com cinco aldeias: Algoso, Caçarelhos, Santulhão, Uva e Vilar Seco. Depois, há seis concelhos que têm três aldeias nesta lista. Mirandela, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Carrazeda de Ansiães e Vila Flor.
Por Mirandela, as escolhidas foram Abreiro, Vila Verdinho e Romeu. Em Bragança, estão as aldeias de Montesinho, Outeiro e Rio de Onor. Em Macedo, as escolhas recaíram em Podence, Santa Combinha e Vale Pradinhos. Em Miranda do Douro, são candidatas as aldeias de Genísio, Picote e Paradela. No concelho de Carrazeda de Ansiães, estão as aldeias de Foz-Tua, Pombal de Ansiães e Vilarinho da Castanheira.
Finalmente, em Vila Flor, as escolhidas para esta lista, foram as aldeias de Freixiel, Santa Comba da Vilariça e Vilas Boas.
A seguir vem o concelho de Alfândega da Fé com duas aldeias candidatas às sete maravilhas de Portugal: Sambade e Parada.
Há depois três outros concelhos, apenas com um representante. Torre de Moncorvo, com a aldeia de Carviçais. Vinhais que tem na lista a aldeia de Moimenta e Mogadouro que está representada por Estevais.
Desde a passada segunda-feira, um painel de especialistas está a escolher o lote de 49 aldeias pré-finalistas, sete por cada categoria, que serão conhecidas no dia 7 de abril, data em que arranca a campanha de promoção de cada uma das candidatas.
Todo este processo será auditado por uma consultora internacional e os resultados validados pelo conselho consultivo constituído pelo Ministério da Agricultura, Unidade de Missão para a Valorização do Interior, Turismo de Portugal, ICNF, Centro Nacional de Cultura, Federação Minha Terra e Associação Portugal Genial.
No dia 3 de julho, começa o período em que os portugueses são convidados a escolher os derradeiros 14 finalistas, duas por categoria e no dia 3 de Setembro são anunciados os sete vencedores, uma por cada categoria.
Esta é a sexta edição do concurso “Sete Maravilhas de Portugal”. Começou em 2007, com as novas maravilhas do mundo. Depois arrancaram as da origem portuguesa no mundo, em 2009, as naturais de Portugal, em 2010, as da gastronomia, em 2011, em que uma das vencedoras foi a alheira de Mirandela e por fim, as praias de Portugal, em 2012.

Aldeias do distrito partem em desvantagem

“Ter quatro ou cinco aldeias do distrito de Bragança nas 49 pré-finalistas das sete maravilhas de Portugal já será uma clara vitória”. Esta é a opinião da coordenadora da DESTEQUE – Associação para o Desenvolvimento da Terra Quente - responsável pela escolha de metade das aldeias do distrito que integram a lista das candidatas a maravilha de Portugal, na versão aldeias.
A seleção recaiu em 14 que vão participar apenas em quatro das sete categorias: Aldeias ribeirinhas, rurais, autênticas e áreas protegidas.
No entanto, desta vez as expectativas não são muito elevadas. “Ao contrário do que aconteceu no concurso da gastronomia e das praias, desta vez não sentimos tanta energia porque estamos em clara desvantagem em comparação com as aldeias do centro do país, que estão em larga maioria”, afirma Aurora Ribeiro.
Essa desvantagem advém do facto, das localidades daquela zona terem sido alvo de várias intervenções de reabilitação do edificado. “Houve vários programas nacionais e regionais, através das comissões de coordenação e das autarquias que beneficiaram as aldeias de xisto e as aldeias históricas da região centro”, acrescenta.
Mesmo assim, Aurora Ribeiro entende que este concurso pode trazer efeitos positivos para este território ao nível das intervenções futuras no património edificado das aldeias do distrito de Bragança. “Será possível fazer cadernos de recomendações em cada município, para que tenham um papel pedagógico junto dos promotores nesta questão do edificado que, se for valorizado, pode ter dividendos muito interessantes no futuro”, acredita a coordenadora técnica da DESTEQUE.

Fernando Pires
in:mdb.pt

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