sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Presidente da câmara Vila Flor aponta solução para as aldeias com problemas no abastecimento de água

Um ano atípico com temperaturas extremamente altas e a seca que o país atravessa fazem com que algumas aldeias do distrito de Bragança estejam com problemas de abastecimento de água.
Depois do presidente da câmara de Bragança ter sido questionado sobre essa situação e ter garantido que não vai haver problemas com o abastecimento de água no concelho, apesar das aldeias de Coelhoso, Alimonde, Outeiro e Samil serem esporadicamente abastecidas pelo auto tanque dos bombeiros.
No concelho de Vila Flor, o problema de abastecimento de água a algumas aldeias é uma constante todos os verões, que este ano se agravou pela seca extrema que o país atravessa. Fernando Barros, o presidente do município vila-florense, tem um projecto para colmatar essas falhas no abastecimento mas a falta de financiamento está a impedir de avançar “Tenho um projecto, que se prevê avançar no próximo quadro comunitário, que tem a ver com o ciclo urbano da água, por isso é que estamos a construir uma empresa intermunicipal na CIM que seria integrada pelos nove municípios da CIM TTM e Carrazeda. Só com base nesse na criação dessa empresa é que é possível candidatar o projecto”, adianta.
Fernando Barros reconhece o problema em algumas aldeias do concelho, mas garante que nem todas são da sua responsabilidade, já que algumas são abastecidas pela rede dos concelhos vizinhos, Carrazeda de Ansiães e de Mirandela
“As localidades que eu gostaria que fossem abastecidas era Valbom, Trindade, Macedinho, Benlhevai, Vale Frechoso, Meireles e o Vieiro. E gostaria que, embora já estejam abastecidas, que Folgares, Mourão, Candoso e Alagoa que tem um abastecimento com origem nas águas de Carrazeda passassem também a ter um abastecimento nas Águas do Norte. Quanto a Vilarinho das Azenhas e Ribeirinha, que estão dependentes neste projecto global do abastecimento de Águas do Norte mas com origem no Azibo, e portanto, só quando Mirandela tiver essas condutas é que nós podemos ser abastecidos”, explica o autarca.
O projecto tem um custo superior a dois milhões de euros e espera-se que seja a solução para um problema que se repete em Vila Flor todos os verões.  “Queremos candidatar na primeira oportunidade para resolver esses problemas, nós não conseguimos fazer milagres, hoje os furos são abastecimentos muito flexíveis, muito flutuantes e que conforme as condições atmosféricas não respondem tão bem”, frisa.
Todavia, Fernando Barros assegura que no concelho de Vila Flor há filtros instalados em todas as freguesias assim como tratamento das águas e que o município presta contas, enviando relatórios e análises com o Plano de Controlo de Qualidade da Água, cumprindo, segundo o presidente da câmara, com todas as exigências da ERSAR – a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos. 

Escrito por Brigantia

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