terça-feira, 8 de agosto de 2017

Quatro casos de botulismo registados em Macedo de Cavaleiros após ingestão de presunto

Quatro casos de botulismo alimentar provocados por consumo de presunto foram registados em Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, confirmou à agência Lusa a subdiretora geral da Saúde.
As quatro pessoas que tiveram contacto com a toxina foram hospitalizadas, mas já saíram do hospital e encontram-se bem, segundo Graça Freitas.

Segundo a base de dados Pro-MED-mail, que reúne informações sobre doenças infeciosas, seis pessoas foram expostas à toxina, das quais quatro apresentavam sintomas consistentes com o botulismo alimentar.

As quatro pessoas foram contaminadas com as toxinas formadas pelo ‘clostridium botulinum’, após ingerirem presunto contaminado, no decorrer de uma refeição a 19 de julho, lê-se na informação divulgada pelo site.

Os primeiros dois doentes – um homem de meia-idade e uma grávida – foram admitidos no Hospital de Vila Real. A terceira paciente foi hospitalizada perto de Lisboa e o quarto no Centro Hospitalar de São João, no Porto.

Todos estes doentes manifestaram sintomas nas 36 horas após a ingestão do presunto, os quais incluem visão desfocada, boca seca e disfasia.

Um dos doentes apresentou náuseas, vómitos e constipação e um outro diarreia.

A investigação microbiológica confirmou a presença da toxina botulínica B nas fezes e no soro de todos os analisados.

Até sexta-feira passada, todos os doentes tinham tido alta e estavam a ser seguidos em ambulatório, não tendo sido necessário o recurso a antitoxinas ou a ventilação mecânica.

Segundo a DGS, o botulismo alimentar é uma doença grave, de evolução aguda, com sintomas digestivos e neurológicos, resultante da ingestão de diversos tipos de alimentos, contendo toxinas formadas pelo ‘clostridium botulinum’ no próprio alimento.

Em 2015 registaram-se em Portugal sete casos de botulismo alimentar e três em 2016.

Agência Lusa

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