terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Autarcas do distrito pedem medidas e investimento para contrariar baixa natalidade

Bragança é dos distritos do país onde a natalidade mais diminuiu. Quando ao contrário, no contexto nacional, se registou um ligeiro aumento do número de nascimentos. Para contrariar estas tendências é necessário atrair “mais investimento e emprego”, segundo a presidente do município de Alfândega da Fé, Berta Nunes.
“É necessário atrair jovens e fixá-los e isso só se faz com criação de emprego. O emprego cria-se no sector público, nós já fizemos um esforço bastante grande, mas tem de se criar emprego no sector privado e no terceiro sector. Mas os privados também têm esta missão, que é a grande dificuldade. Não é com subsídios de natalidade que vamos lá”, afiançou Berta Nunes

O município de Carrazeda de Ansiães tem apoios directos no nascimento de filhos, oferendo 500 euros ao nascimento do primeiro filho, mil no segundo e 1500 no caso do terceiro. João Gonçalves, o presidente do município de Carrazeda de Ansiães, disse que a autarquia promove condições para que jovens casais se possam fixar.

“Dentro das limitações de um município como Carrazeda de Ansiães queremos apostar, principalmente, naquelas medidas que possam contribuir para a fixação de jovens. A questão da natalidade, que é complexa, não está só nas nossas competências, mas podemos contribuir. As políticas que temos desenvolvido é mais nessa direcção, de criar condições para a fixação de jovens. As medidas de apoio com dinheiro por nascimento, considero-as simbólicas”, disse João Gonçalves, o presidente do município de Carrazeda de Ansiães.

Também a questão da natalidade preocupa Hernâni Dias. O presidente do município de Bragança defende que o governo tem de adoptar um conjunto de medidas para inverter esta tendência demográfica.

“Esta situação, na minha opinião não se resolve com políticas locais, mas a nível nacional. O próprio governo, tem de adoptar um conjunto de medidas que possa inverter esta tendência de declínio da natalidade. Sabemos que sem pessoas, não há desenvolvimento e tal, vai-se verificar nos territórios do interior, cada vez mais envelhecidos. Este problema só poderá ser compensado com políticas muito fortes e activas, a nível nacional, como a concessão de alguns benefícios às mães, com períodos prolongados de licença de maternidade, benefícios ligados à escolaridade e questões sociais”, explicou.

A baixa natalidade, no distrito de Bragança, continua a preocupar os autarcas. 

Escrito por Brigantia
Jornalista: Maria João Canadas

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