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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Faz hoje 61 anos (13 de fevereiro de 1965) que Humberto Delgado, o "General Sem Medo" foi assassinado pela PIDE.

AMENDOEIRAS EM FLOR 2026 🌸🌸🌸

Dia Mundial da Rádio: o meio que resiste e que nunca falha

 Seja durante um apagão ou durante as tempestades, dos mais velhos aos mais novos a Rádio tem vindo a provar que está mais viva do que nunca


Para muitos já está obsoleta, para outros é sinonimo de companhia de manhã à noite. A rádio, que hoje se comemora, já foi, em tempos, a principal forma de levar notícias, música e histórias a toda a gente. Os mais novos garantem que continuam a ouvi-la. Na Escola Básica de Santa Maria, em Bragança, os alunos do quarto ano contam o que significa, atualmente, a rádio para eles.

“Para mim, a rádio é um dos meios de comunicação mais importantes para termos informações sobre o que está a passar”, referiu uma das crianças.

Outro aluno da escola mencionou que através da rádio se pode ouvir música e “também é útil porque nós podemos saber as coisas que estão a acontecer no mundo, como por exemplo o que está a acontecer em Leiria.”

Para outro aluno a rádio é um meio de comunicação “importante porque ninguém consegue saber nada sem rádio, só se viver o momento.”

E quando questionados sobre quantos anos acham que a rádio tem ou quando terá sido criada, os palpites não deixaram de ser curiosos.

“A rádio não foi criada há muito tempo porque os meus avós já nasceram sem rádio. A rádio é recente, mas também nem muito”. Para outros a rádio tem entre 6 a 81 anos.

O Dia Mundial da Rádio foi proclamado em 2011 pela UNESCO, para destacar a importância do meio na promoção da liberdade de expressão, do diálogo e da diversidade cultural.

Em Portugal, existe há mais de 100 anos, tendo surgido pela primeira vez com a criação da Rádio Hertz. Durante o Estado Novo, foi utilizada como instrumento de propaganda do regime, mas foi também através da rádio que se ouviram as senhas que marcaram o início da Revolução de 25 de Abril e da liberdade.

E para quem considera a rádio um meio ultrapassado, episódios recentes, como o apagão de abril do ano passado, que deixou Portugal às escuras, ou os últimos acontecimentos em Leiria e noutras zonas do país, mostram que que, quando tudo falha, a rádio continua presente e mais viva do que nunca.

Escrito por Rádio Brigantia
Jornalista: Cindy Tomé

3º Concurso Internacional de Piano - BRAGANÇA

Fim-de-semana gastronómico “Butelo com cascas” - Miranda do Douro

Almoço comunitário em RABAL

CARRAZEDA DE ANSIÃES INICIA REQUALIFICAÇÃO DA AVENIDA AQUILINO RIBEIRO COM INVESTIMENTO DE 747 MIL EUROS

 Em Carrazeda de Ansiães, já arrancaram as obras de requalificação da Avenida Aquilino Ribeiro, uma intervenção inserida no Plano de Ação de Reabilitação Urbana que pretende modernizar infraestruturas essenciais, renovar o pavimento da via e melhorar as acessibilidades pedonais, num investimento total de cerca de 747 mil euros.


O projeto inclui a renovação das redes de abastecimento de água, drenagem de águas residuais e pluviais, bem como a modernização da rede de telecomunicações.

A Câmara Municipal apela à compreensão da população face aos eventuais constrangimentos e à colaboração de todosdurante a execução dos trabalhos.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Carrazeda de Ansiães

EDROSA REVIVE TRADIÇÃO DO “DIA DA MORTE” NA QUARTA-FEIRA DE CINZAS

 No dia 18 de fevereiro, a freguesia de Edrosa, no concelho de Vinhais, celebra a tradicional manifestação popular do “Dia da Morte”, com a saída da “morte” a vaguear pelas ruas da aldeia, marcando o início da Quaresma, num momento que recorda a brevidade da vida.


O cortejo é protagonizado pela Morte, anunciada pelo barulho da gadanha encabada ao contrário, e acompanhada pelo Padre, que asperge água benta às almas ceifadas, pelo sacristão e pelos diabos, figuras vermelhas com forquilhas que simbolizam a perseguição das almas pecadoras.

Uma tradição centenária que mantém viva a identidade cultural da aldeia.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: DR

Mascararte - XIIª Bienal arranca com 80 máscaras e reforça identidade cultural dos povos

 A Mascararte decorre até ao dia 18 de fevereiro. Em simultâneo que o festival “Tradições de Inverno: Butelo, Casulas & Caretos”.


A “Mascararte – XII Bienal da Máscara” arrancou, oficialmente, ontem no Centro Cultural Adriano Moreira. A exposição conta com cerca de 80 mascaras de cinco países, destaca António Tiza, presidente da Academia Ibérica da Máscara.

“Esta exposição está integrada na MáscarArte. O que as pessoas podem encontrar aqui são máscaras valiosíssimas de cinco países. De Portugal, aqui sobretudo da região, embora também haja algumas de outras partes. Depois a província de Zamora, León e Galiza. Depois temos ainda máscaras antiquíssimas ou réplicas dos índios da América do Norte, Estados Unidos, do México e do Peru”

Com o tema “máscaras e símbolos de identidade”, António Tiza reforça que esta exposição serve para também preservar as tradições locais.

“É também para chamar a atenção para o valor da máscara. Aliás, se reparar no título, é ‘Máscaras - símbolos de identidade’. Ou seja, os povos que as utilizam têm como referência fundamental a máscara, relativamente à sua cultura e às suas tradições. Por isso é que é importante, não só para preservar, mas também para salientar o valor que essas máscaras têm na cultura local dos povos que as preservam”, frisou.

Expetativas “razoáveis” é o que espera a presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, devido à situação que Portugal atravessa devido aos estragos provocados pelo mau tempo, em várias zonas do país. Mas acredita em muitas visitas dos vizinhos esoanhóis.

Questionada sobre o cancelamento do desfile com vários grupos de caretos e a própria queima do careto, a autarca explica que as previsões meteorológicas motivaram o cancelamento destas atividades e o objetivo foi evitar custos, que iriam rondar os 15 mil euros.

Neste primeiro dia de MascarArte, António Tiza apresentou também o seu terceiro volume do livro “Inverno Mágico – Ritos e Mistérios Raianos”.

“Fui buscar estas festas com máscaras que foram recuperadas e com elas redigiu o segundo volume. E entretanto, nos 10 anos seguintes, ou seja, até agora, aconteceu exatamente o mesmo. A vitalidade das nossas festas é tão grande, que há um processo de evolução contínuo que permite que muitas festividades, que estavam perdidas ou mais ou menos adormecidas, foram recuperadas, revitalizadas e como tal isso tudo deu origem ao terceiro volume”, explicou.

 A Mascararte decorre até ao dia 18 de fevereiro. Hoje decorre também a abertura de mais um evento, trata-se do “Tradições de Inverno: Butelo, Casulas & Caretos”.

Escrito por Rádio Brigantia.
Jornalista: Rita Teixeira

Freixo de Espada à Cinta recebe mais uma edição das Amendoeiras em Flor

 Freixo de Espada à Cinta prepara-se para receber mais uma edição da Feira das Amendoeiras em Flor, que decorre ao longo de três fins de semana, nos dias 25 e 26 de fevereiro e 4, 5, 11 e 12 de março. Integrado no programa da Cidade Europeia do Vinho, o certame aposta na valorização da identidade local e no reforço da economia do concelho.


O presidente da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, Nuno Ferreira, destaca a importância cultural e económica da feira para o território:

Ao longo dos vários dias, a feira apresenta uma programação diversificada, onde a tradição assume um papel central, aliada à cultura, ao desporto e à animação musical, com atividades dirigidas a diferentes faixas etárias:

A Feira das Amendoeiras em Flor assume também um papel relevante na promoção turística do concelho, convidando visitantes a conhecer Freixo de Espada à Cinta, a pernoitar no território e a usufruir da oferta local:

Segundo o autarca, o impacto económico do evento reflete-se em vários setores, desde a restauração ao comércio local, passando pelo turismo e pelos serviços associados:

A Feira das Amendoeiras em Flor volta assim a afirmar-se como um dos principais eventos do concelho de Freixo de Espada à Cinta, reunindo tradição, cultura, produtos endógenos e promoção turística, ao longo de três fins de semana dedicados à celebração da floração das amendoeiras.

Cátia Barreira

Macedo de Cavaleiros prepara-se para uma noite de festa e tradição

 O Desfile Noturno do Entrudo Chocalheiro realiza-se no próximo dia 14 de fevereiro de 2026, em Macedo de Cavaleiros, com início marcado para as 21h30, no Parque Municipal de Exposições.


O cortejo vai percorrer algumas das principais ruas da cidade, entre elas a Rua de São Pedro, a Rua dos Merouços, a Rua Pereira Charula e o Largo Manuel Pinto de Azevedo.

Considerado um dos momentos altos da programação do Entrudo Chocalheiro, o desfile deverá reunir centenas de participantes e espectadores. A edição deste ano conta com uma participação reforçada de grupos, associações culturais e recreativas, juntas de freguesia e grupos de animação, registando uma adesão superior à do ano passado.

Espera-se uma noite marcada por animação, música, efeitos de luz e forte interação com o público, num ambiente de celebração da tradição e da identidade transmontana.

Segundo a Proteção Civil Municipal, está prevista uma pausa na precipitação durante o dia e a noite de sábado, o que deverá garantir condições favoráveis para a realização do evento.

Cátia Barreira

Número de partos aumentou 24.1% na maternidade de Bragança em 2025

 A maternidade de Bragança registou, em 2025, 459 nascimentos, um aumento de 91 partos, em relação a 2024


A maternidade de Bragança registou, em 2025, 459 nascimentos, mais 91 partos do que em 2024. Em comunicado, a Unidade Local de Saúde do Nordeste referiu que se trata de um aumento “significativo” de 24,1% face a 2024, em que se registaram 368 nascimentos.

No comunicado a ULS refere ainda que este aumento é um “indicador relevante” da confiança da comunidade, no que aos cuidados de saúde materna e infantil diz respeito. Refletindo também “o profissionalismo, a dedicação e o empenho das equipas multidisciplinares da entidade.”

Este aumento de partos ocorreu na mesma altura em que “o Serviço de Ginecologia e Obstetrícia” desta unidade de saúde passou a ter “instalações renovadas”.

Neste serviço as salas de parto e enfermarias foram ampliadas e modernizadas. Também foram requalificados e criados novos espaços de vigilâncias, assim como foi melhorado o acompanhamento, tratamento e realização de meios complementares de diagnóstico Com equipamentos clínicos modernos e de alta tecnologia, a ULS Nordeste passa agora a garantir avaliações mais precisas, maior eficiência no atendimento e mais segurança e conforto para as utentes.

Esta requalificação contou com um investimento de cerca de 713 mil euros, financiados no âmbito do Programa de Incentivo à Qualificação dos Blocos de Parto do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Tendo permitido reforçar “a qualidade, o conforto e a segurança dos cuidados prestados a grávidas, recém-nascidos e famílias”, lê-se ainda no comunicado.

A ULS do Nordeste conclui realçando que, através da articulação entre os Cuidados de Saúde Hospitalares e os Cuidados de Saúde Primários, assegura a vigilância e o acompanhamento na área da Saúde Materna, numa ótica de proximidade com a população que serve, ao nível do planeamento familiar, gravidez e preparação para a parentalidade, assim como na área da Saúde Infantil.

A ULS do Nordeste refere estar “satisfeita” que o número de partos tenha aumentado na maternidade da Unidade Hospitalar de Bragança, em 2025. Refere ainda que, para 2026, esperam que a esta tendência do aumento de partos “se mantenha”.

Escrito por Rádio Brigantia.
Jornalista: Cindy Tomé

𝗫𝗜𝗜 𝗕𝗶𝗲𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗠𝗮́𝘀𝗰𝗮𝗿𝗮 – 𝗠𝗮𝘀𝗰𝗮𝗿𝗮𝗿𝘁𝗲

 👹 A 𝗫𝗜𝗜 𝗕𝗶𝗲𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗠𝗮́𝘀𝗰𝗮𝗿𝗮 – 𝗠𝗮𝘀𝗰𝗮𝗿𝗮𝗿𝘁𝗲 começou em grande, celebrando a homenagem do Município de Bragança aos rituais de inverno e aos artesãos que levam esta arte a todos os cantos do mundo. São eles que dão vida e identidade a este evento único, que decorre de 12 a 18 de fevereiro.
Ao longo destes dias, Bragança transforma-se num palco de tradição, cor e autenticidade. Convidamos todos a visitar, participar e viver de perto esta celebração cultural ímpar.

A 21 de fevereiro, em Vinhais encerram-se as Festas de Inverno da Terra Fria Transmontana com um dos seus momentos mais grandiosos.

 Mais de Mil Diabos acompanham uma Morte gigante pelas ruas da vila até à Pedra e, no final, som, luz e fogo revelam o rosto da Morte num espetáculo impressionante.
Depois do início em Novembro, em Cidões, no concelho de Vinhais, este é o fecho maior de um percurso de meses, vivido com identidade, intensidade, autenticidade e tradição.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

𝗠𝗮𝗿𝗰𝗵𝗮 𝗡𝗼́𝗿𝗱𝗶𝗰𝗮 - 28 Fevereiro | 09h00 Concentração - Praça Francisco Meireles - Torre de Moncorvo

Alheira de Mirandela – Fumeiro e enchidos


 Alheira de Mirandela

Entende-se por Alheira de Mirandela o enchido tradicional fumado cujos principais ingredientes são a carne e a gordura de porco da raça Bísara ou produto de cruzamento desta raça com as raças Landrace, Large White, Duroc e Pietrain (desde que 50% de sangue Bísaro).

Sem esquecer a carne de aves (galinha e ou peru), o pão de trigo, o azeite de Trás-os-Montes e a banha, condimentados com sal, alho e colorau doce e/ou picante.

Podem ainda ser usados como ingredientes a carne de animais de caça, a carne de vaca e o salpicão e ou o presunto envelhecidos.

História da alheira

A alheira terá sido inventada, no séc. XV, pelos Judeus, como artimanha para escaparem às malhas da Inquisição em Portugal. Isto depois de terem sido expulsos de Espanha pelos Reis Católicos, Fernando II de Aragão e Isabel de Castela.

Como a sua religião os impedia (e impede) de comer carne de porco, eram facilmente identificáveis pelos seus perseguidores pelo facto de não fazerem nem fumarem os habituais enchidos de porco.

Assim, substituíram a carne de porco por uma imensa variedade de carnes, que incluíam vitela, coelho, peru, pato galinha e por vezes perdiz. Tudo envolvido por uma massa de pão que lhes conferia consistência.

A receita acabaria por se popularizar entre os cristãos, mas estes juntavam-lhe a omnipresente carne de porco.

O Abade de Baçal, Francisco Manuel Alves, faz referência à alheira como chouriço judeu, corroborando a ligação dos enchidos aos ‘novos cristãos’.

Embora a ligação da alheira com os cristãos novos seja uma romântica ideia popular, e muito divulgada pelos habitantes da região transmontana, não há factos completamente concludentes e não são grandes as probabilidades de se lhes poder atribuir a sua invenção.

O ciclo de produção de fumeiros caseiros era, e é, directamente, ligado aos animais que se criam para consumo próprio.

Hoje, as mais afamadas são as de Mirandela, mas por toda a Beira Alta e Trás-os-Montes se fazem alheiras artesanais de excelente qualidade.

Geralmente são fritas em azeite e servidas com legumes cozidos. Mas também podem ser estufadas, depois de envolvidas em couve lombarda.

Fonte do texto AQUI.

Zona de Rio de Onor será a melhor para observar o eclipse solar de 12 de agosto

 A Ciência Viva está a preparar o Programa Nacional Eclipse-2026, apresentado hoje, em Bragança, para daqui a precisamente seis meses, a 12 de agosto, seja possível observar este fenómeno com segurança e nas melhores condições.


O eclipse total do sol, o último ocorreu em 1912 e que só voltará a acontecer daqui a 100 anos, terá observação parcial ou total em Portugal, mas a zona do Parque Natural de Montesinho.

Será nas aldeias de Rio de Onor, Guadramil e Varge, no concelho de Bragança, que melhor se poderá ver o eclipse, prevendo-se que a visibilidade ronde 100%.

Durante cerca de 26 segundos, o dia transforma-se em noite no nordeste transmontano e em algumas regiões de Espanha, Islândia e Gronelândia. Em Portugal, no restante território continental e nas regiões autónomas, o eclipse será parcial, com uma ocultação muito significativa do Sol. “Aqui vai ser o ponto mais importante das observações. Será numa zona do Montesinho que o eclipse é visível como um eclipse total do sol, portanto, em que o disco do sol ficará completamente tapado pela lua. Durante uns instantes vai ser como se fosse de noite, mas uma noite estranha. Há outras zonas do país, e nas ilhas, onde se poderá observar, mas não com a espetacularidade que terá nesta região”, adiantou Ana Noronha, diretora executiva da Ciência Viva.

A Ciência Viva vai lançar uma campanha para que os cidadãos possam observar o eclipse em segurança, desde o olho humano, com telemóvel ou telescópio. Uma vez que olhar diretamente para o sol pode causar danos irreversíveis na retina. Serão criados óculos especiais para observar o eclipse disponíveis em farmácias e publicitados métodos seguros de observação, como a projeção indireta usando folhas de papel ou escorredor de cozinha, vidro de soldador. “Estamos a trabalhar em colaboração com a Direção-Geral da Saúde, com a Associação Nacional de Farmácias e com as instituições de área da Astronomia para explicar às pessoas formas de observar o eclipse em segurança. A primeira tentação será olhar para lá ver o que é que está a passar-se com o sol. Só que isso pode causar danos que são irreversíveis na retina. Portanto, a primeira indicação é não olhar para lá sem proteção”, referiu Ana Noronha.

Glória Lopes

Jarónimo carteiro

Porque se chama “Mona Lisa” à “Gioconda”?

 A “Mona Lisa”, também conhecida como “Gioconda”, é um dos quadros mais famosos de Leonardo da Vinci. Mas sabia que o seu nome original era outro?

Museu do Louvre

A Gioconda é uma das obras mais famosas de Leonardo da Vinci. Exposto no Museu do Louvre de Paris, é, seguramente, o retrato mais famoso da história. É considerado uma obra-prima devido ao uso de técnicas inovadoras como o sfumato e o halo de mistério que exala, especialmente o seu enigmático sorriso.

O retrato representa a esposa de um comerciante florentino, Francesco del Giocondo, daí o nome de Gioconda. Contudo, a pintura é mais conhecida por outro nome: Mona Lisa. No Renascimento, era comum as pessoas darem alcunhas às obras de arte que, por vezes, se tornavam mais famosas do que o seu nome oficial.

No caso deste quadro, qual dos nomes é o “oficial”? Na verdade, nenhum dos dois, já que o título original desta obra era Retrato de Lisa Gherardini, esposa de Francesco del Giocondo. La Gioconda e La Mona Lisa são os nomes populares que acabaram por se tornar mais conhecidos do que o oficial, que tem pouca garra e é um pouco comprido.

Quem era a Mona Lisa?

A mulher retratada é, provavelmente, Lisa Gherardini, a terceira esposa de Giocondo, que enviuvara pela segunda vez. “Mona” é uma grafia antiga da palavra italiana “monna”, um diminutivo medieval de “madonna”, ou seja, “senhora”. Portanto, este segundo nome significa simplesmente “a senhora Lisa”.

O quadro foi encomendado por Giocondo por volta do ano 1503, provavelmente para comemorar o nascimento do seu segundo filho. Os retratos eram um luxo reservado às classes altas e eram encomendados em ocasiões especiais. Francesco queria um retrato que representasse a virtude e a beleza da sua esposa, que, na altura, teria cerca de 25 anos.

A identidade de Lisa Gherardini como a modelo da Mona Lisa é a hipótese mais generalizadamente aceite, pois é corroborada pelas crónicas da época, incluindo os escritos de Giorgio Vasari, biógrafo de artistas do Renascimento. Ainda assim, devido ao halo de mistério existente em torno da modelo e do seu misterioso sorriso, surgiram várias hipóteses alternativas, desde se tratar da mãe do pintor até ser um auto-retrato do próprio Leonardo.

A paisagem de fundo também permaneceu um mistério ao longo dos séculos e diversos historiadores da arte tentaram relacioná-la com um sítio concreto, que pudesse fornecer pistas sobre o passado do artista. Apesar disso, as opiniões dividem-se entre quem pensa que se trata de uma paisagem real e quem ache que foi inventada: há que ter em conta que, para aquele tipo de encomendas, o importante era o sujeito e o fundo era escolhido para realçar a pessoa retratada.

A história do quadro encerra um mistério adicional: a pintura nunca foi entregue à família. Leonardo conservou a obra consigo até à sua morte em 1519. Pensa que tal se deva ao facto de ele a utilizar como um exercício contínuo para aperfeiçoar as suas técnicas, ou que a encomenda tenha sido interrompida por circunstâncias desconhecidas.

Aquando da morte de Leonardo, ou pouco antes, o quadro passou para a posse do rei francês Francisco I, que o comprou pelo valor de 4.000 escudos de ouro, que, ao câmbio actual, equivaleriam a entre 700.000 e um milhão de euros: uma autêntica pechincha, uma vez que é o retrato mais famoso da história.

Abel G.M.

O Museu do Careto convida-o a mergulhar no universo misterioso, simbólico e profundamente enraizado da tradição transmontana, através da 𝐞𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐦𝐚́𝐬𝐜𝐚𝐫𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐦𝐚𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐉𝐨𝐬𝐞́ 𝐂𝐨𝐫𝐫𝐞𝐢𝐚.

 Integrada nas celebrações do 𝐄𝐧𝐭𝐫𝐮𝐝𝐨 𝐂𝐡𝐨𝐜𝐚𝐥𝐡𝐞𝐢𝐫𝐨, a inauguração da exposição “Entre o Sagrado e o Careto” terá lugar no dia 𝟏𝟔 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨, às 𝟏𝟓𝐡𝟎𝟎.
Entre o sagrado e o ancestral, entre a máscara e o homem, esta mostra evoca uma memória que atravessa gerações e continua a marcar a cultura e a identidade de um povo.

𝐔𝐦𝐚 𝐯𝐢𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐮́𝐧𝐢𝐜𝐚 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐚𝐫𝐭𝐞, 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐦𝐚́𝐬𝐜𝐚𝐫𝐚𝐬. Cada peça revela a mestria do trabalho em madeira e a expressividade singular de uma tradição viva, que ecoa nas ruas, nos chocalhos e no imaginário coletivo.

Trás-os-Montes

 Entrámos em Portugal pelo Vimioso, se não sabem, nós dizemos, somos muito felizes por aqui. Há termas, o PINTA onde não só lançamos a manta e comemos iguarias locais e caseiras sentados no chão no lameiro como penteamos e passeamos os burros de Miranda. Voltámos aos pombais em forma de ferradura de Uva, ao castelo do Algoso e desta vez subimos ao topo da torre e vimos a vista. Mogadouro está ao fundo. Vamos ter que voltar porque ainda não visitámos o Museu Etnográfico de Algoso. A sua localização estratégica à fronteira espanhola dá-lhe um passado contrabandista, e quem não gosta de encontrar alguém que nos conta como se faziam trocas comerciais pela calada da noite? Podem ir então ao Memorial da Mobilidade Transfronteiriça, Contrabando e Fiscalização.

Foto de Javier García Blanco

Do Vimioso entramos no Parque Natural do Montesinho, com sorte podem ver lobos ou veados. Bragança recebe-nos bem, com a sua cidadela e o castelo, hoje Museu Militar, mas também tem o seu pelourinho, a Sé, o Domus Municipalis, o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, a Igreja de São João Baptista, a Igreja de Santa Maria. Sobre este museu, aqui estão representados não só os Caretos do carnaval, como os de Lazarim ou de Podence, mas também o Zangarrón. Não fomos a Gimonde com tempo, mas não perdemos a oportunidade de ir à aldeia que se divide em dois países, Rio de Onor, ou Rihonor de Castilla. Numa próxima visita Gimonde, não nos escapas!!! Talvez quando decidirmos fazer o Caminho de Santiago (variante do caminho português do interior).


Vamos a Macedo de Cavaleiros e aqui há um sem fim de actividades, navegar na Albufeira, ir à praia do Azibo, voar de avioneta, pescar, fazer pão ou queijo, visitar Podence, a Casa do Careto, a Arte Urbana da aldeia e pintar a nossa máscara de Careto. Podem-se apanhar cogumelos (passeios micológicos), mas há mais, o Museu de Arte Sacra, a aldeia de Chacim, o Museu do Mel e Apicultura, o Museu Municipal de Arqueologia e o Museu Rural de Salselas.


Queremos falar duma experiência única para nós, a prova sensorial de azeite que fizemos no Nucleo Museológico do Azeite “Solar dos Cortiços”. Geralmente o azeite é nos dado a provar, já servido numa taça, para molharmos pão e comermos assim. Pois desta vez foi tudo diferente. Recebemos um copo baixo, pequeno e opaco da cor azul. Aquecemos o copo, já com o azeite, com as mãos, tapámos com um vidro e fomos rodando o copo, parecido com o que se faz com o vinho. Isto tudo guiado por uma especialista em azeite. A própria prova foi feita de forma muito especifica para conseguirmos sentir todo o paladar do azeite. Podemos dizer que nunca tínhamos degustado azeite assim e descobrem-se sabores desconhecidos.

Publicação original AQUI.

𝐅𝐢𝐦 𝐝𝐞 𝐒𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐆𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨𝐧𝐨́𝐦𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐃𝐨𝐮𝐫𝐨

 O Município de Miranda do Douro participa, uma vez mais, nesta iniciativa promovida pelo Turismo do Porto e Norte. Assim, entre os dias 13 e 15 de fevereiro, o visitante que entrar num dos restaurantes aderentes à iniciativa tem a oportunidade de degustar um prato típico do concelho, um petisco, uma sobremesa e ainda usufruir da oferta de um belo copo de vinho da região.


Carção: Antiga escola primária torna-se Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão

 O município de Vimioso obteve a aprovação de uma candidatura ao programa Portugal 2030, para a transformação da antiga escola primária de Carção, num Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI).


O presidente da Câmara de Vimioso (PSD), António Santos, avançou que com esta aprovação vai ser possível transformar a antiga escola primária de Carção num CACI.

“Este novo equipamento é uma resposta social na área da deficiência no território do Planalto Mirandês que abrange, para além de Vimioso, os concelhos vizinhos de Mogadouro e Miranda do Douro, onde há uma certa carência deste tipo de equipamentos sociais”, vincou o autarca vimiosense.

O novo centro terá capacidade para 30 utentes, entre os seis e os 18 anos de idade, que tenham qualquer tipo de deficiência física ou cognitiva, em regime de ambulatório.

“Aqui serão desenvolvidos ao longo do dia várias atividades, que vão desde a culinária às artes e ao desporto, o que lhe poderá dar alguma autonomia no futuro sem estarem dependentes de terceiros, seja família ou cuidadores. Trata-se, assim, de um projeto de vida”, indicou António Santos.

O valor deste equipamento é de cerca de 1, 1 milhão de euros, sendo que o restante montante, para além do valor atribuído à candidatura, será suportado pelo município.

Agora este processo vai seguir os trâmites normais com aprovação do concurso público, lançamento do concurso e em abril o autarca espera que as obras tenham o seu início, com o final previsto para o primeiro semestre de 2027.

A antiga escola primária de Carção, no concelho de Vimioso, foi construída por um benemérito, também para fins sociais e educativos, que chegou a ser frequentada por 150 alunos.

O autarca de Vimioso, que também frequentou esta escola, disse que este CACI é uma forma mais atual de dar continuidade à vontade inicial, do benemérito, de apoiar quem mais necessita nas áreas sociais e educativas.

Ainda em Carção, junto à antiga escola primária estão a ser concluídas as obras de construção de seis residências autónomas, destinadas a pessoas com deficiência, com um custo de um milhão de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

As seis residências destinam-se à autonomização e inclusão para pessoas portadoras de deficiências.

Fonte: Lusa | Fotos: HA