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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 26 de março de 2026

Transparência e informação

Por: Jorge Oliveira Novo
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Pelo Conselho de Ministros de 26 de fevereiro de 2026, o Governo decidiu fazer uma Proposta de Lei para tornar obrigatória a publicitação das deliberações dos órgãos autárquicos, aqueles com maior impacto direto nos cidadãos e no território, na comunicação social local e regional.

Na perspetiva do que significará para a sustentabilidade da imprensa local e regional, esta proposta merece prévia e séria atenção, mas mais ainda pelo contributo que poderá dar, importante e fundamental, para a informação e Democracia, e para expandir e reforçar a transparência da ação dos órgãos municipais, a fim de assumirem um compromisso maior com o rigor e clareza informativa, a própria inteligibilidade e a relevância da informação prestada e devida aos cidadãos.

A meu ver, tratar-se-á de uma boa medida, desenvolvendo os contributos enunciados anteriormente, pelo facto de, tudo aquilo que diz respeito e tem impacto na nossa vida em comunidade, como alterações ao urbanismo e ordenamento do território, contratação pública e obras públicas, gestão financeira e patrimonial, etc, passar a ter mais visibilidade, por exemplo, neste nosso jornal Mensageiro de Bragança e em outros órgãos de comunicação social de proximidade.

Com esta medida poderá haver maior predisposição para a evidenciação e melhor acesso à informação, aproximando a ação política às pessoas e estas aos meios que nos informam, nos suscitam o debate e formam opinião.

Nestes tempos em que se realça cada vez mais a importância do escrutínio das decisões para aumento da confiança nos protagonistas políticos e nas instituições políticas, tudo o que seja promover a mesma, é não só desejável mas absolutamente necessária.

Por isso, esperando que a proposta de Lei seja apreciada e votada na Assembleia da República e a letra da futura lei passe para a prática, poderá com ela ser originada uma oportunidade para a redução da opacidade das decisões dos órgãos autárquicos, Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia e Assembleias de Freguesia que, bastas vezes, alimentam desconfiança e, em sequência, distanciamento, e no fim, demagogia e populismo.

Em todo o caso, será fundamental verificar se o resultado será condizente com a intenção, se haverá monitorização e por quem, da concretização desta medida e qual o grau de exigência aplicado.

São várias as questões ainda em aberto e que, com certeza, a Assembleia da República estará capacitada para as compreender e incluir as respetivas respostas na proposta final, pois será primordial assegurar que o alcance desta obrigação abranja todas as decisões com impacto efetivo na vida e, com critérios claros e equitativos, abranja todos os órgãos de comunicação social, evitando tratamentos diferenciados e discricionariedades que possam comprometer o pluralismo.

Esta medida poderá ser um caminho a ser consolidado de maior responsabilidade política pública e de participação informada que, por sua vez, poderá originar melhorias na ação do próprio poder local.

Jorge Manuel Esteves de Oliveira Novo (Professor)

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