Pimenta Machado começou por elencar a estratégia PPR: Prevenção, Proteção e Recuperar, sempre numa lógica de respeitar a força da natureza, no período pós-cheias que a assolaram o país de Bragança ao Algarve, no final de janeiro e o mês de fevereiro.
“A parte mais importante deste PPR é a prevenção, que passa pelo ordenamento do território. Nós temos em Portugal mais de 100 mil pessoas que vivem de cheias e aqui mais importante é não aumentar a exposição ao risco e as pessoas não construírem em leito de cheia”, disse o presidente da APA.
De acordo com Pimenta Machado, “a segunda prioridade passa por proteger de forma engenhosa e usar a natureza, porque se a natureza for contrariada todos perdem, já a natureza nunca perdoa”.
“Temos de aprender com a natureza para nos defendermos e apostar e em soluções de base natural como a criação de grandes bacias para guardar água em excesso, à semelhança do que foi feito em Setúbal há dois anos. O uso de barragens e diques são outras situações a considerar para evitar cheias e ajustar as cotas, como aconteceu com a barragem da Aguieira, onde houve um abaixamento, que até nem estava previsto”, vincou o responsável.


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