Já foi lançado o concurso da segunda fase referente à empreitada da Estrada Nacional 103, que liga Vinhais a Bragança.
Esta segunda e última fase da obra diz respeito à variante de Vila Verde. O autarca, Luís Fernandes, destaca a importância da obra para o concelho e a economia local.
“É um dia muito importante, não só pela inauguração, digamos, da primeira fase que já estava a ser utilizada, mas sobretudo, pelo lançamento do concurso da segunda fase, porque é uma obra fundamental, estruturante, há muito desejada, há muito ansiada, há muito prometida. O facto desta variante ser concluída leva a que tenha aqui uns acessos muito melhores e que permita que se crie aqui uma nova centralidade, até porque os acessos são sempre meio caminho andado para fixar também populações e, portanto, tendo em atenção esse contexto é muito importante e de certeza que vai ajudar também no futuro na economia do concelho e no desenvolvimento e na projeção do concelho”, disse.
A cerimónia decorreu ontem na Câmara Municipal de Vinhais, onde foi assinalado o fim da primeira fase e o arranque da variante de Vila Verde. O autarca de Vinhais aproveitou ainda a presença do Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, para reivindicar apoios do Governo para a requalificação das vias municipais. Miguel Pinto Luz deixou a garantia de que já há verbas pensadas para essa necessidade.
“O Governo está a fechar, até ao verão estará operacional, uma linha de financiamento, só para a manutenção das estradas municipais. Portanto, é um desafio. Nós temos um desafio enorme, nós, IP e Estado Central, para a manutenção do nosso equipamento nacional. Mas também os autarcas têm um desafio para as estradas municipais. Esse desafio vamos cumpri-lo através da linha BEI, como vos disse. Essa linha está negociada e portanto é uma de 3 linhas para os municípios, já agora falo das outras, é uma linha para estradas municipais, é uma linha para loteamentos, para alvarás de loteamento para habitação de cariz municipal e uma terceira linha para zonas para albergar parques empresariais.”
Outro dos pedidos do autarca, desta vez dirigido ao presidente das Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz, a reavaliação do traçado e dos limites de velocidade da nacional. Miguel Cruz destacou que vão analisar, mas não está expectante quanto a alterações:
“Hipóteses eu tenho que admitir que há sempre. O senhor presidente fez esse pedido, nós achamos que esse pedido é razoável e, portanto, aquilo que nós faremos é tentar, no fundo, ver se temos condições para haver uma nova análise que possa alterar alguma condição. Aquilo que eu disse é que estamos obrigados, em qualquer estrada, a priorizar a Segurança. As regras de segurança têm vindo a ser apertadas, alteradas no sentido de aumentar, digamos, referenciais. Com certeza vamos olhar para isso e, portanto, eu não digo que ele não possa ser alterado. Se me perguntar se eu tenho muita expectativa quanto à alteração, eu mentiria se dissesse que sim. Portanto, não vale a pena criar grandes expectativas”, frisou.
Esta segunda fase da empreitada é referente à construção de uma variante, com uma extensão de mais de 3,5 quilómetros e a construção de dois viadutos. Conta com um investimento que ultrapassa os 82 milhões de euros e o tempo de execução previsto é de dois anos.

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