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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Combustíveis disparam e taxistas ponderam parar em Bragança

 Neste momento, grande parte dos taxistas de Bragança leva para casa metade do lucro de outros tempos


O aumento do preço dos combustíveis está a deixar os taxistas de Bragança à beira do colapso.

Com o gasóleo já acima dos dois euros por litro e com previsões de novas subidas, os taxistas dizem que o rendimento encolheu drasticamente. A incerteza quanto ao futuro está a levar muitos profissionais a ponderar decisões difíceis. Se os preços continuarem a subir, há quem admita parar.

“Encostar, eu acho que será o mais provável. Não sei que ajudas podem ou não dar. Se dão ajudas, veem logo outras pessoas dizer que também precisam. Toda a gente precisa de ajudas, portanto, não vamos estar a chorar”, comentou um dos taxistas de Bragança.

“Eu penso que ainda vai aumentar mais, mas se chegarmos aos três euros o litro de gasóleo, o meu carro não trabalha, não sai da garagem, porque não  tenho lucro. Vale mais estar quieto, mudar de profissão. Se as minhas origens são da agricultura, volto para a agricultura. Não dá rendimento, mas pelo menos somos felizes”, disse outro.

O aumento da tarifa é a única solução que os taxistas apontam como possibilidade de salvação imediata, mas isso pode afastar os clientes. Ainda assim, a pressão, na praça de táxis, não se faz sentir apenas por causa do aumento do preço dos combustíveis. Nos últimos anos, o número de veículos associados à Uber cresceu de forma significativa. 

“Nada, não compensa nada. Trabalhar para o gasto. A tarifa tem de subir obrigatoriamente.” Mas as consequências do aumento deixam os motoristas num limbo. “Se a tarifa sobe muito, os clientes também não vão andar de táxi. Não sei, é encostar os táxis numa borda e ir a pedir trabalho, não sei, nas câmaras ou qualquer coisa do Estado, porque à nossa conta já não dá”, explicou outro taxista da praça.

“Cada vez temos menos margem, menos rendimento. Quanto mais caro é o combustível, menos nos fica para nós. Por exemplo, nós fazemos o mínimo a 3,25, se gastarmos 1 litro de gasóleo, não temos grande margem. No meu ponto de vista, acho que a bandeirada devia ser no mínimo 5 E nós também para Aqui temos de ter o nosso rendimento, nós temos uma família para manter. Neste momento temos dias que vamos para casa com 40 euros, 30, 40 euros. Isto, se continuar assim, vai-se a apertar”, disse outro.

Neste momento, grande parte dos taxistas de Bragança leva para casa metade do lucro de outros tempos.

Escrito por Rádio Brigantia.
Jornalista: Carina Alves

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