Segundo dados da DECO PROteste, o cabaz custa atualmente 254,12 euros, o que equivale a um aumento de 12,30 euros (5,09%) face à primeira semana de 2026 e a um aumento de 66,42 euros (35,39%) em comparação com o início da monitorização.
Entre 4 e 11 de março, os produtos que registaram os maiores aumentos percentuais foram o atum posta em óleo vegetal, cujo preço subiu 33%, seguido das salsichas frankfurt, com um aumento de 20%, e da massa em espirais, que ficou 12% mais cara.
Se a comparação for feita com os preços registados no início do ano, a curgete lidera a lista das maiores subidas, com um aumento de 38%. Seguem-se a dourada, com uma subida de 28%, e a couve-coração, cujo preço aumentou 27% desde a primeira semana de janeiro.
Num horizonte temporal mais alargado, desde 2022, o produto que mais encareceu foi a carne de novilho para cozer, com um aumento acumulado de 121%. Também a couve-coração registou uma subida significativa, de 87%, enquanto os ovos ficaram 84% mais caros ao longo dos últimos quatro anos.
Especialistas admitem que o preço dos alimentos possa continuar a subir ao longo de 2026. A atual instabilidade no Médio Oriente já provocou aumentos nos preços dos combustíveis e da energia, fatores que têm impacto direto nos custos de transporte e produção alimentar.
A escalada de preços nos alimentos começou a intensificar-se em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. A situação agravou-se devido às consequências económicas da pandemia de COVID-19 e à seca registada em Portugal nesse período.

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