De acordo com o município de Miranda do Douro, a cerimónia tem como finalidade valorizar as Capas d’Honra e simultaneamente registar o número de capas existentes e a sua antiguidade.
“A Capa de Honras Mirandesa é uma das mais emblemáticas peças do vestuário tradicional português. De porte majestoso, a origem da Capa de Honras remonta aos tempos medievais, derivando da capa de asperge ou capa pluvial. Adoptada inicialmente por pastores e mais tarde assumida como símbolo de fidalguia e prestígio social, esta peça tornou-se um ícone da “proua” mirandesa. Hoje, é reconhecida como uma das marcas identitárias da Terra de Miranda”, indica a autarquia.
Segundo o programa, a cerimónia de Engrandecimento da Capa D’Honras tem início às 9h00 de Domingo, 15 de março, com o acolhimento aos participantes na sede da Freguesia de Miranda do Douro. Às 10h00 inicia-se o desfile pelas ruas do centro histórico da cidade, em direção à concatedral, onde se celebra a Eucaristia Dominical, às 11h00. No final da celebração religiosa segue-se a cerimónia de Engrandecimento da Capa d’honras Mirandesa.
Dado o valor cultural desta peça de vestuário, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) inscreveu, em novembro de 2022, a Capa de Honra Mirandesa no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), culminando “um longo caminho na salvaguarda desta peça do traje mirandês”.
Segundo o Museu da Terra de Miranda, a Capa de Honras é feita de lã de ovelha, que depois de tosquiada e lavada, passa por um conjunto de processos de transformação (carmeagem, cardagem, fiação em torno ou em roca, tecelagem e pisoagem) que dão origem a um pano final espesso e irregular, bastante impermeável e térmico – o burel.

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