A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte é a entidade gestora deste investimento de 1,3 milhões de euros, financiado pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência – que pretende dotar aquele espaço de uma maior relação entre a produção e o conhecimento científico adotando novas soluções tecnológicas.
Paulo Ramalho, vice-Presidente da CCDRN para as áreas da Agricultura e Pescas, confirma que os trabalhos para a instalação do polo de inovação agrícola de Mirandela devem estar prontos dentro de seis meses:
O investimento de 1,3 milhões de euros, financiado pelo PRR, prevê a requalificação de edifícios, a aquisição de equipamentos laboratoriais, instalação de sistemas de rega, a aquisição de maquinaria e alfaias agrícolas. O polo de inovação agrícola terá um conjunto de iniciativas de experimentação relacionadas com as culturas do olival, amendoal e outros frutos secos, para além de atividades relacionadas com os setores da apicultura, das pastagens e de algumas fruteiras de variedades regionais.
Paulo Ramalho acrescenta que até a alheira terá uma sala específica para potenciar maior conhecimento científico e inovador ao produto ex-libris de Mirandela:
Paulo Ramalho adianta ainda que está prevista a implementação de estudos em agricultura de precisão, de modo a potenciar os recursos genéticos e mitigar os impactos das alterações climáticas.
Com o objetivo de gerir e dinamizar o funcionamento do Polo de Mirandela, foi estabelecido um contrato de parceria com várias entidades do ecossistema de inovação nomeadamente: a Câmara Municipal de Mirandela, a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais, o Instituto Politécnico de Bragança, entre outras entidades de diversos setores agrícolas.
As obras para a instalação deste polo agrícola, na Quinta do Valongo, em Mirandela, devem estar prontas até ao final do mês de agosto. Naquele espaço também está instalada a delegação de Trás-os-Montes da ASAE e desde 2018, acolhe uma Unidade de Ataque Ampliado do GIPS – Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro – com dezenas de militares da GNR que integram o dispositivo de combate a incêndios.

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