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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 21 de março de 2026

Qual a diferença entre a abelha do mel, abelhões e as abelhas selvagens?

 Já todos teremos ouvido falar e visto estes pequenos insetos, tão importantes para o equilíbrio da natureza e para o ser humano. Mas se à partida até podem parecer demasiado semelhantes, o certo é que não o são. Hugo Gaspar, investigador do FLOWer Lab da Universidade de Coimbra, ajuda-nos e explica as diferenças.

Foto: Joana Bourgard

Antes de mais, temos que esclarecer o que é uma “abelha”. Este é um termo que se refere a mais espécies do que aquelas que a maioria das pessoas pensa. Na taxonomia, trata-se da epifamília Anthophila, que conta atualmente com 735 espécies em Portugal!

São muito próximas de algumas vespas e das formigas e distinguem-se por várias características. Entre elas destaca-se a dieta exclusiva de pólen e néctar e a presença de pelos ramificados no corpo. Destaca-se também a morfologia distinta entre fêmeas e machos (dimorfismo sexual) e o facto de que apenas as fêmeas apresentam ferrão e constroem os ninhos onde aprovisionam pólen (e por vezes néctar) para a sua descendência.

A abelha do mel – Apis mellifera Linnaeus, 1758 – é uma espécie social, única que produz mel, em quase 100% dos indivíduos que observamos, veem de colmeias artificiais, apesar de naturalmente nidificar em cavidades de troncos.

Voa em média dois quilómetros e pode ir até 10 quilómetros em busca de alimento. A sua dieta é generalista.

Distingue-se morfologicamente por várias características, como as patas traseiras carecas pendentes em voo, a superfície dos olhos coberta de pelos e a forma de banana da célula marginal das asas dianteiras.

Os abelhões são um conjunto de 17 espécies em Portugal, pertencentes ao género Bombus Latreille, 1802. São espécies sociais e selvagens, nidificando em grandes cavidades pré-existentes no solo. No entanto, cinco destas espécies são parasitas de outros abelhões, assumindo um comportamento semelhante a um cuco, substituindo a rainha do hospedeiro!

Voam até 750 metros a um quilómetro em busca de alimento e a sua dieta também é generalista. Destaca-se na distinção morfológica, o grande porte e o corpo coberto de pelo longo, com bandas brancas, amarelas, laranjas e/ ou pretas ou em algumas espécies, totalmente alaranjado.

As restantes abelhas selvagens são 717 espécies, todas solitárias (exceto 165 espécies parasitas) e na maioria nidificantes em galerias no solo. A grande maioria não voa além de 250 metros a 500 metros em busca de alimento, e podem ter dietas generalistas ou especialistas numa planta ou conjunto de plantas, dependendo da espécie.

Algumas nidificam em madeira morta, caules secos ou cavidades várias, usando materiais de construção como folhas, lama, resina, pedras, entre outros.

As suas singularidades morfológicas são múltiplas dependendo da espécie, mas destaca-se a presença de pelos densos de colheita de pólen nas patas traseiras ou debaixo do abdómen da maioria das fêmeas não parasitas.

Resta finalizar com a importância de expandir o conceito “abelha” no público geral, reforçando assim o reconhecimento da biodiversidade e o futuro da conservação destes organismos, dos quais dependemos direta ou indiretamente pela polinização das plantas selvagens e das culturas agrícolas.

Hugo Gaspar

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