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| Foto: Aymanjed Jdidi/Pixabay |
Todos os anos entre julho e setembro, o projeto Floresta Comum recebe candidaturas de entidades responsáveis pela gestão de terrenos públicos e comunitários (baldios).
Desde que teve início, em 2012, já entregou gratuitamente cerca de 1.745.000 plantas florestais autóctones e apoiou mais de 840 ações de reflorestação em quase 200 municípios de território continental. Destas, 40% ocorreram em áreas ardidas e 30% em áreas classificadas.
As plantas são disponibilizadas através de uma Bolsa Nacional de Espécies Autóctones constituída anualmente para o efeito, exclusivamente com sementes portuguesas, como os carvalhos, os sobreiros, as azinheiras ou os freixos. Esta Bolsa é fornecida através dos quatro viveiros do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Há três tipos de projetos que podem ser apoiados pelo Floresta Comum. A tipologia que tem reunido mais candidaturas (70%) corresponde a Projetos Florestais e de Conservação da Natureza e Recuperação da Biodiversidade. São também apoiados Projetos Educativos (18%) e Projetos para Parques Urbanos (12%).
Há três anos arrancou a iniciativa Aldeias Suber Protegidas, em que se deu prioridade à cedência de espécies para áreas florestais nas proximidades de aldeias, para aumentar a sua resiliência face aos incêndios. No âmbito desta iniciativa foram plantadas cerca 20.000 árvores em cerca de 30 hectares, envolvendo diretamente cerca de 500 voluntários e várias dezenas de sapadores florestais.
A Quercus salientou, em comunicado, a criação de uma bolsa de coletores de sementes florestais autóctones, com 80 coletores espalhados pelo território nacional. Através da parceria com a UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, foram organizadas quatro ações de formação sobre recolha de sementes florestais.
Esta associação defende a reflorestação com espécies autóctones porque estas estão mais adaptadas às condições locais, incluindo aos períodos de seca, têm maior resistência a pragas e doenças e a incêndios e são mais resilientes às alterações climáticas.
O projeto Floresta Comum resulta de uma parceria entre a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, o ICNF, a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a UTAD. É parcialmente financiado pelo projeto Green Cork – reciclagem de rolhas de cortiça, desenvolvido pela Quercus com o apoio da Amorim e outros parceiros, e tem a REN – Redes Energéticas Nacionais como mecenas principal.


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