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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 7 de abril de 2026

A Viagem de Finalistas


 Havia um encanto especial nas viagens de finalistas do Liceu Nacional de Bragança nos anos 70. Quase sempre o destino era a Espanha, como se atravessar a fronteira fosse, e era, abrir a porta para um mundo novo, cheio de luzes, sons e descobertas. Era a promessa de aventura, de liberdade, de dias que se anunciavam intermináveis e de noites que não queríamos deixar acabar.

O convívio era a alma da viagem. No autocarro, cantava-se, ria-se, partilhava-se o pão, o fumeiro e as histórias. Cada paragem era pretexto para uma fotografia improvisada, cada olhar cúmplice trazia a certeza de que estávamos a viver algo irrepetível.

À noite, o destino era quase inevitavelmente a discoteca, com as luzes coloridas, a música que nos embalava em passos desajeitados mas cheios de entusiasmo, e o fascínio de um tempo em que tudo parecia possível. Dançávamos até ao cansaço, e umas cubas livres eram parte da companhia… e depois vinha o regresso, com gargalhadas, canções desafinadas e o sono a pesar nos olhos. As noites eram mal dormidas, muitas vezes em quartos improvisados, mas quem se importava? A juventude não precisava de descanso, vivia-se de energia, de irreverência e da vontade de sugar o mundo todo de uma vez.

O que fica, agora, é a nostalgia. A lembrança das amizades, da alegria genuína, da sensação de estar no auge da vida, sem medos nem amarras. Foram viagens simples, sem luxos, mas carregadas daquilo que hoje vale mais… as memórias.

Foram dias em que éramos apenas jovens, e isso era tudo o que importava.

HM
7 de Abril de 2026. 
O dia em que o presidente dos EUA ameaçou destruir uma civilização milenar.

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