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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 7 de abril de 2026

DIRETOR DA EPA DE CARVALHAIS NÃO POUPA NAS CRÍTICAS AO MINISTRO DA EDUCAÇÃO E À REESTRUTURAÇÃO ORGÂNICA DA CCDR

 MARCELINO MARTINS CONFESSA QUE AINDA NÃO SABE QUEM PASSA A TUTELAR AS 14 ESCOLAS PROFISSIONAIS DE AGRICULTURA DO PAÍS.


O Diretor da Escola Profissional de Agricultura (EPA) de Carvalhais, em Mirandela, não augura “nada de bom para o futuro” das 14 escolas profissionais de agricultura que, atualmente, existem em Portugal.

Esta desconfiança de Marcelino Martins resulta da recente alteração na orgânica das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) que, desde o início do ano, passaram a integrar competências em cinco áreas: agricultura, ambiente, cultura, saúde e educação, com um vice-presidente alocado a cada uma delas e que passaram a tutelar as respetivas direções regionais.

Com esta alteração, o Governo  planeia transferir a tutela destas escolas para as CCDR, mas, o Diretor da EPA de Carvalhais confessa que ainda não sabe quem passou afinal a tutelar a escola que dirige. “Nós não sabemos, se dependemos do Ministério da Educação, ou do Ministério da Agricultura, não sabemos rigorosamente nada”, afirma. 

“Fizeram agora a nova agência de gestão dos serviços educativos, em que englobaram a DGESTE, a DGAE, e as reformas devem-se fazer, agora, não é para tirar gente só por tirar, até porque havia muita competência nesses serviços. E hoje, tentamos ligar para alguém, mas ninguém nos atende, ninguém nos responde a mails, ninguém nos diz nada”, lamenta.

Marcelino Martins não esconde que ficou indignado com as recentes declarações do Ministro da Educação de que as escolas profissionais de agricultura não souberam modernizar-se. O Diretor da EPA de Carvalhais responde: “Foi para a Assembleia da República dizer que as escolas agrícolas gastavam à volta de 3 milhões de euros por ano, mas as escolas agrícolas gastam a nível do orçamento do Estado apenas e só nos vencimentos”, diz.  

Para além disso, “também disse que as escolas estão degradadas, mas, as escolas não recebem rigorosamente nada, a nível do PRR não receberam nada, são é financiadas a nível da União Europeia, do programa 2030, mas o vencimento tanto teria que ser pago aqui, como noutra escola qualquer, porque 95% dos nossos professores, pessoal docente e pessoal não docente, são do quadro”, acrescenta.

Marcelino Martins diz mesmo que a EPA de Carvalhais tem feito “autênticos milagres” na gestão, socorrendo-se de receitas próprias obtidas através do esforço de toda a comunidade escolar em atividades realizadas ao longo do ano letivo. “Temos várias valências, como o lagar de vinho, o lagar de azeite, queijaria, e é isso que nos vai valendo. Ao contrário de outras escolas, nós nunca tivemos nenhum problema por pagamento de eletricidades e de água. Portanto, vamos conseguindo ultrapassar todos estes obstáculos, agora estamos à espera da tutela que nos ajude, infelizmente vamos ter que esperar”, conclui.

Mais de três meses depois de ter entrado em vigor a nova estrutura orgânica das CCDR'S que passam a tutelar diversas áreas, entre elas a educação e a agricultura, o diretor da EPA de Carvalhais confessa que ainda não sabe a quem fica agregada esta escola que tem cerca de 200 alunos distribuídos pelos cursos de agropecuária, vitivinícola, cozinha e pastelaria, mecatrónica automóvel, turismo ambiental e rural e controlo de qualidade alimentar.

Artigo escrito por Fernando Pires (jornalista)
Foto: Beatriz Mendes (Aluna estagiária da EsACT/IPB)

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