Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 11 de abril de 2026

XVI Mostra Teatro Douro

 O autitório do CITICA acolhe a XVI Mostra de Teatro Douro com a peça “O LOBISOMEM” no dia 2 de maio pelas 21h30


SINOPSE
:

Esta comédia de Camilo Castelo Branco tem muito a ver com a juventude do autor, em particular com o período que passou em Ribeira de Pena, terra onde estudou Latim com o padre Manuel Rodrigues e onde acabou por casar com Joaquina Pereira. Ele com 16, ela com 15 anos de idade. Fala-nos de João da Eira, agricultor de Reboriça, que tem a mulher empregadinha e a filha engelhada, porque ambas terão visto um lobisomem a espolinhar-se na encruzilhada. A notícia do bicho-homem espalha-se e instala-se o pavor na região. No meio da barafunda anda um estudante, vindo de fora para aprender gramáticas em casa do reverendo vigário da freguesia e que, dizem os entendidos, não é outro senão o próprio Camilo. As peripécias da peça decorrem no meio de vivíssimos quadros da vida rural do Alto Tâmega em meados do século XIX. O escritor conhece bem a região e o seu povo, dando-nos em O Lobisomem um retrato fiel e bem-humorado da vida, da cultura e até do modo de falar locais. Mostra-nos como se festejavam as bodas com flores e tiros, como eram animadas as espadadas do linho, onde se cantava ao desafio e até se dançava, como se mascaravam os grupos de encamisados ou caretos, como eram praticados exorcismos na romaria de S. Bartolomeu de Cavez. Em toda a peça, está bem marcado “o contraste da ironia com a comiseração, das lágrimas com o riso, da condolência com o sarcasmo”, como escreve Alberto Pimentel no prefácio da edição de 1946. Trazer para a atualidade o humor de Camilo, 200 anos depois do seu nascimento, é a nossa forma de celebrar o génio que criou Amor de Perdição, Eusébio Macário, A Queda de um Anjo, O Morgado de Fafe Amoroso e tantas obras-primas da literatura portuguesa.

Sem comentários:

Enviar um comentário