Entre campos e antigos caminhos rurais de Miranda do Douro, permanecem testemunhos silenciosos de comunidades que habitaram este território há mais de dois mil anos. Entre eles destacam-se os 𝐛𝐞𝐫𝐫õ𝐞𝐬, esculturas zoomórficas talhadas em granito que continuam envoltas em mistério.
Conhecidos em Espanha como verracos, estes monumentos representam geralmente javalis, porcos ou touros e fazem parte de uma tradição escultórica da Idade do Ferro, associada à força, proteção e fertilidade. Espalhados pela paisagem da Meseta Ibérica, revelam a profunda ligação das antigas comunidades ao mundo animal e à terra.
Conhecidos em Espanha como verracos, estes monumentos representam geralmente javalis, porcos ou touros e fazem parte de uma tradição escultórica da Idade do Ferro, associada à força, proteção e fertilidade. Espalhados pela paisagem da Meseta Ibérica, revelam a profunda ligação das antigas comunidades ao mundo animal e à terra.
Em Miranda do Douro existem vários exemplares desta estatuária ancestral, como o Berrão de Ramilo, descoberto em 2020 na freguesia de Duas Igrejas, ou os achados de Picote e Malhadas, que ajudam a contar a história e a importância desta região ao longo dos séculos.
Talhados há milhares de anos, os berrões continuam a guardar silenciosamente a paisagem transmontana, lembrando-nos que a história está muitas vezes escondida à vista de todos.
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