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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 9 de maio de 2026

SEO/Birdlife: andorinhas consomem cerca de 850 insetos por dia e são essenciais a um ambiente saudável

 A presença de aves como andorinhões e andorinhas nas vilas e cidades é um sinal de um ambiente saudável para as pessoas. Por exemplo, uma andorinha pode consumir cerca de 850 insetos por dia, desempenhando um papel muito benéfico, segundo a Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO/Birdlife).

Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica). Foto: Standbild-Fotografie/WikiCommons

Por exemplo, uma andorinha cuja dieta se baseia principalmente em moscas, mosquitos, formigas aladas, vespas, percevejos e pequenos escaravelhos pode consumir cerca de 60 insetos por hora (cerca de 850 insetos por dia), o que equivale a 310.250 moscas e mosquitos por ano.

Todos os anos, após percorrerem milhares de quilómetros desde as suas áreas de invernada em África, estas aves voltam à Península Ibérica para se reproduzirem.

“Muito ligadas ao ser humano, fazem parte tanto do património natural como do legado cultural e histórico das nossas localidades. Trata-se de espécies protegidas a nível nacional e europeu (incluindo os seus ninhos, ovos e crias), que souberam adaptar-se à convivência com as pessoas, aproveitando, em muitos casos, as estruturas urbanas para nidificar”, escreve a organização em comunicado.

No entanto, nos últimos anos, as suas populações têm registado um acentuado declínio. Entre as principais causas deste declínio destacam-se a perda de espaços adequados para nidificar devido, em grande medida, ao desenho dos edifícios modernos, que não têm cavidades e estruturas apropriadas; o uso intensivo de pesticidas, que reduziu drasticamente a disponibilidade de insetos, a sua principal fonte de alimento; e a perda de habitat.

A isto soma-se o facto de, em muitas reabilitações de edifícios históricos e monumentos, não serem incorporados critérios que favoreçam a conservação dos ninhos existentes ou a criação de novos espaços de reprodução.

Também se registam perturbações, pilhagens e até a destruição de ninhos, o que provoca a morte de exemplares. No caso das andorinhas, outro problema adicional é a escassez de barro em ambientes urbanos, essencial para a construção dos seus ninhos.

Assim, a SEO/Birdlife considera “fundamental que, ao planear obras de reabilitação em edifícios e monumentos, se respeitem os períodos de reprodução e criação destas espécies protegidas”.

Antes de iniciar qualquer intervenção, é imprescindível verificar a presença destas aves e programar os trabalhos com a devida antecedência, assegurando que sejam realizados em períodos em que não estão presentes.

“A SEO/BirdLife defende que a conservação do património natural não é apenas uma obrigação legal, mas também um direito dos cidadãos, tal como acontece com o património cultural.”

Recentemente, várias organizações denunciaram o impacto das obras na muralha de Trancoso por ameaçarem uma das maiores colónias de andorinhões-pretos de Portugal.

A SEO/Birdlife sublinha que é possível aplicar soluções técnicas simples, plenamente compatíveis com as obras e a vida em meio urbano, que permitem evitar incómodos sem necessidade de eliminar os ninhos.

Entre as principais recomendações, destaca o planeamento das obras fora do período reprodutor (primavera e verão). “Nos casos em que uma intervenção possa afetar um ninho, é imprescindível obter previamente autorização da autoridade competente para a sua remoção”, especifica.

Propõe também a instalação de prateleiras ou outros sistemas de recolha de dejetos sob os ninhos, uma medida eficaz para minimizar os incómodos para a população. É ainda possível substituir ninhos danificados por estruturas artificiais adequadas, sempre fora da época de reprodução e com a devida autorização administrativa, quando necessário.

Há já várias temporadas que a SEO/BirdLife disponibiliza o acompanhamento em direto de uma colónia de andorinhão-pálido em Jerez, através de uma câmara web instalada no colégio Esclavas SCJ de Jerez. Trata-se de uma iniciativa única a nível mundial, que permite observar, 24 horas por dia, o comportamento reprodutor desta espécie, que apenas pousa durante a época de reprodução.


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