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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Somos Ricos, Carago! Somos os Maiores!

SER PORTUGUÊS
Levar arroz de frango para a praia.

Guardar as cuecas velhas para polir o carro.

Lavar o carro na rua, ao domingo.

Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-cançio e azul-cueca).

Passar o domingo no shopping.

Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferografica.

Ter bigode.

Viajar pra cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.

Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

Enfeitar as estantes da sala com os presentes do casamento.

Exigir que lhe chamem 'Doutor'.

Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.

Axaxinar o Portuguex ao eskrever.

Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque é caro.

Já ter 'ido à bruxa'.

Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.

Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.

Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.

Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).

Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!

Ter três telemóveis.

Gastar uma fortuna no telemovel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

Ir à bola, comprar o bilhete 'pra geral' e saltar 'pra central'.

Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.

Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.

Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.

Viva Portugal, carago...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 2011


CONCELHO DE BRAGANÇA
 SECÇÕES DE VOTO

Secções Página 1

Secções Página 2

Secções Página 3

Secções Página 4


domingo, 16 de janeiro de 2011

Cães

O cão doméstico descende do lobo. Logo, é um animal que, regra geral, necessita de um líder a quem seguir.
No entanto, cada cão tem a sua personalidade e necessidades próprias, que devem ser entendidas e respeitadas pelos seus donos.


Um cão nunca deve ser visto como uma peça de mobília! Se o fizer, corre o risco de se ele se tornar incómodo e desagradável.
Além disso, o comportamento dos cães não é, nem pode ser, igual entre raças, nem sequer dentro de uma raça, sendo moldado em função dos donos, do espaço onde vivem, do modo como são tratados e alimentados, etc.
Ouça sempre a opinião dos criadores das diversas raças, eles conhecem melhor que ninguém as caracteristicas da raça que criam e das particularidades dos animais por si criados.

Escola Superior Agrária de Bragança

A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança desenvolve a sua acção em três grandes eixos de actividades interligados entre si: o ensino; a investigação, experimentação e desenvolvimento tecnológico e, o apoio à comunidade. Este modelo de funcionamento e de actuação, permite uma formação de quadros constante e de forma contínua, actualizada através da investigação efectuada quer no decurso da obtenção dos graus académicos do seu corpo docente, quer no desenrolar dos vários projectos com financiamento externo efectuados em estreita ligação com a comunidade. Estes conhecimentos adquiridos e acumulados estão constantemente a ser transmitidos à comunidade sob várias formas, desde a formação profissional ao apoio técnico e científico às entidades públicas, de carácter associativo e individual.



Ao nível do ensino, a ESA desenvolve a sua actividade no âmbito das Ciências Agrárias, cujos domínios do conhecimento e da formação académica ministrada incluem as vertentes: agricultura, engenharia rural, engenharia alimentar, biotecnologia, ambiente, gestão dos recursos naturais, entre outras. É nestes domínios do conhecimento que assentam os cursos de licenciatura actualmente ministrados: Engenharia Agronómica; Engenharia Alimentar; Engenharia Zootécnica; Engenharia Florestal, Engenharia Biotecnológica, Engenharia do Ambiente; Fitoquímica e Fitofarmacologia e Tecnologia Veterinária. Trata-se de formações académicas que, na sua maioria, são praticadas na ESA há mais de dez anos, de forma interligada e complementar entre os vários cursos, o que dá à Escola uma identidade única na formação em Ciências Agrárias resultante da interligação desta área de conhecimento com as áreas do ambiente, tecnologia alimentar e biotecnologia entre outras.
Para além da formação académica conducente à obtenção do grau de Licenciado a ESA tem em funcionamento seis mestrados: Agroecologia, Qualidade e Segurança Alimentar, Tecnologias Animais, Gestão de Recursos Florestais, Produções Biotecnológicas e Tecnologia Ambiental.
Na componente de investigação, experimentação e desenvolvimento tecnológico, as linhas gerais em prática e a serem seguidas na ESA, tem sobretudo a ver com as áreas de formação ministradas, voltada para a resolução de questões do meio envolvente à Instituição e sobretudo dirigida para a agricultura das zonas de montanha e para a fruticultura mediterrânica, nos seus múltiplos usos e aspectos. No sentido de dar resposta às necessidades em investigação e desenvolvimento tecnológico nestas zonas ecológicas a ESA criou o Centro de Investigação de Montanha. Trata-se de um centro de investigação multidisciplinar justificada pela posição biogeográfica, pelo uso humano muito antigo e pelo carácter mediterrânico e oceânico da montanha Portuguesa, com incidência nas seguintes vertentes: Ecossistemas e conservação da biodiversidade; valorização de agroecossistemas e ordenamento do território e sistemas sociais. Nos últimos seis anos, a ESA teve em curso 74 projectos de investigação com financiamento externo. De entre os programas de financiamento destacam-se: Agro, POCTI, POCI, INTERREG III A e III B – Sudoeste Europeu, INCO-Med, IDEIA, e os protocolos celebrados com a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Bragança e com o INGA.
Em termos de ligação à comunidade, a ESA mantém protocolos de cooperação com diferentes instituições, em apoio técnico/estudos, apoio laboratorial e serviços ao exterior, colaboração com outras instituições de ensino e de investigação, quer na leccionação de algumas unidades curriculares, quer em projectos de formação ao nível da pós-graduação.
O corpo discente é de 1 050 alunos e um corpo docente constituído por 83 Professores, dos quais 56 têm o grau de Doutor, 30 encontram-se a preparar provas de doutoramento, dos quais 6 aguardam defesa da dissertação.
Ao nível da cooperação pedagógica internacional são de destacar a mobilidade de alunos e docentes no âmbito do programa Socrates/Erasmus, os Intensive Programe e protocolos com Universidades Federais Brasileiras, com as quais tem ocorrido intercâmbio regular de alunos e docentes, com a Escola Agrária do Kwanza sul (Angola) e com o Instituto Politécnico de São Tomé e Príncipe.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ovelha Negra Não Estraga o Rebanho

No meio da crise sócio/económica e do cinzentismo emocional instalado no país há vários meses, eis que o relatório PISA trouxe algumas boas evidências para Portugal.
E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: Mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!
O relatório conclui que os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE, tendo em 2006 aumentado 10 pontos percentuais.
O mesmo relatório conclui que os professores portugueses estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um excelente relacionamento.
Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses e deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social ( e pelos habituais "fazedores de opinião" luxuosamente remunerados que escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão) que ostensivamente consideram que os professores do ensino básico e secundário uma classe pouco profissional, com imensos privilégios e luxuosas remunerações...
Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula, equipamento, formação, etc.) e que tem sido maltratada pelo poder político e por todos aqueles que tinham o dever de estar suficientemente informados para poder produzir uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.
Ao conjunto destas evidências acresce outra, onde o papel do professor é determinante: a inclusão.
O relatório revela-nos que Portugal é o sexto pais da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias sócio/económicas!
E ainda refere que o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.
Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos, mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores!
Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário! Obviamente que, como em todas as demais classes profissionais, haverá excepções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem. Mas, assim como uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um rebanho.
Pergunto: porque se escondem os arautos da desgraça, detentores da verdade absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os professores do ensino básico e secundário. Estranha-se o silêncio.

(Margarida Rufino in Jornal de Cascais)

Caretos de Varge - Festa dos Rapazes

A festa dos rapazes de Varge decorre principalmente no dia de Natal e no dia de Santo Estêvão (26 de Dezembro). No entanto, os preparativos começam no dia de Todos os Santos, com a recolha da lenha das Almas. No dia de Natal, o ritual da alvorada é, como convém, muito cedo. Antes da missa, por volta das 10h, formam os rapazes com os mordomos e o gaiteiro à frente, a fim de se dirigirem para a igreja. No fim da missa decorre o ritual mais simbólico da festa, protagonizado pelos "caretos" com a cara encoberta: a crítica social ou as "loas". De seguida dá-se início à ronda de Boas Festas, uma visita protocolar a todas as casas da aldeia, com os mordomos e os gaiteiros à frente. Ao cair da noite é a corrida à rosca. O dia 26 é dedicado a Santo Estêvão, o patrono dos rapazes com a missa em sua honra.

Amigos em Passeio

BRAGANÇA - 6 DE FEVEREIRO DE 2011
PERCURSO BTT 45 KM - PERCURSO PEDESTRE 10 KM
Informações/Inscrições: 965 855 209 / 967 015 593 / 912 217 240

Tradição de Cantar os Reis mantém-se viva

Apesar da televisão, de cada um viver mais “fechado no seu canto”, ainda há quem abra as portas às boas festas e aos desejos de um bom ano.
Cantar os Reis, evocando a adoração ao Menino Jesus, é uma tradição antiga, em todo o país, que ainda se mantém, assumindo novas formas. No Nordeste Transmontano era frequente, em muitas localidades, a partir do dia 26 até ao final do mês de Janeiro (razão pela qual também se chama a este cantar “As Janeiras”), constituírem-se grupos improvisados de cantadores que, à noite, percorriam aldeias, cidades e vilas, de porta em porta, cantado aos senhores de cada casa, desejando saúde, sorte ou prosperidade, para o ano que se inicia, e abençoando o nascimento do Menino Jesus.
Actualmente, esta tradição, de um modo mais espontâneo, só se mantém em certos lugares. Encerrados numa nova forma de vivência social, nem sempre os senhores das casas estão dispostos a abrir as portas e a dar algo em troca de uma canção. Antes deste tempo, normalmente o que se dava aos cantadores era uma peça de fumeiro. Segundo José Jecas, de Arcas, concelho de Macedo de Cavaleiros, nesta aldeia essa tradição não se perdeu. Ainda hoje cantam porta a porta e recebem, em troca da canção de boas festas, linguiças e alheiras. “Depois vamos para a patuscada. É espectacular, toda a gente adere, nem se deitam à espera que nós passemos”, referiu, acrescentando que, nesta aldeia, há ainda “muita rapaziada nova”. Contudo, grande parte destas tradições são mantidas através de iniciativas, muitas vezes organizadas por entidades externas, como as Câmaras Municipais. Foi isso que aconteceu, no passado dia nove em Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé e, na noite anterior, em Miranda do Douro.
Cada um destes municípios promoveu um encontro de cantadores de Reis, nos quais participaram diversos grupos, alguns constituídos exclusivamente para o efeito, outros que vêm desenvolvendo actividades culturais diversificadas, ao longo do ano, sempre em prol da cultura tradicional. Segundo Sílvia Garcia, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, desde que o município lançou esta iniciativa, há nove anos, tem-se notado um aumento da quantidade e da qualidade dos grupos presentes. A iniciativa é importante pelo convívio que proporciona, e também porque contribuiu para “manter uma tradição que ainda está viva no nosso concelho”, sublinhou a vereadora. António Baptista, presidente do Grupo de cantares de Castelãos, contou-nos que, naquela aldeia, a tradição de cantar os Reis estava praticamente perdida. A tradição foi retomada agora, a nível de grupo, que estava inactivo há cerca de dois anos e meio e foi agora reactivado, precisamente por causa desta iniciativa. “Estava bastante perdia, as pessoas já estavam desabituadas”. Contudo, agora “têm encarado isto com muita alegria, porque também como é uma aldeia desertificada, como todas as outras, já há pouca gente e quando há qualquer iniciativa destas as pessoas ficam satisfeitas e acompanham o grupo para todo o lado”, afirmou. É precisamente o convívio que havia, e não haverá, talvez, aquilo que Maria Teresa Espadanedo, de Morais, mais recorda com saudade. Contou-nos que, quando era pequena, ia com a mãe e a irmã, cantar os Reis e não era “por dinheiro, nem tão pouco chouriços”. Iam cantar aos amigos que, naqueles tempos, eram muitos. “Naquela altura, quase não havia inimigos, sabe porquê? Porque vivíamos todos ao mesmo nível, não havia pessoas mais ricas do que as outras, era um nível igual e como era igual, e as pessoas eram todas simples, ninguém andava a olhar de lado uns para os outros”. Também, o ambiente social, o facto de não existirem distracções vindas de fora da comunidade, proporcionava esse convívio, hoje já pouco habitual. “Havia mais alegria".
Não havia televisões... Eu lembro-me de não haver mesmo electricidade, e rádios não eram todos que os tinham! Então era bom passar estes bocados assim. Havia mais convívio. Não digo que não havia gente má, mas era em menos quantidade. Eu tenho saudades daquele tempo. Hoje andamos lá metidos no cantinho sempre. Mal nos vêem na rua, não há tempo para nada e eu digo: não é normal esta vida e não é normal...!”. Para manter talvez a vida, dentro de âmbitos mais normais, na sua aldeia, existe a Associação dos Amigos e Melhoramentos de Morais. Foi com este grupo que Maria Teresa esteve no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, a cantar os Reis. Segundo Alzira da Conceição, em Morais ainda existe esta tradição de cantar os Reis porta a porta, mantida sobretudo pelos mordomos da grande Festa anual, que vão angariar fundos, desta maneira, mas “já não é como antes”. Esse grupo de Morais apresentou, no final, um dos cantares mais diferentes, a “Canção da Manta”, chamemos-lhes assim, cuja letra Maria Teresa aprendeu com a sua avó, há muitos anos. Uma manta é segurada nas quatro pontas, sobe e desce, conforme a letra. Quando sobe alguém passa por baixo. Esta apresentação é apenas uma das iniciativas que o Grupo desenvolve. Nos últimos três anos, a Associação tem-se dedicado sobretudo ao teatro. Segundo Filipe Teles, presidente da Associação, trata-se de um grupo bastante animado que funciona. Este ano vai apresentar ao público em geral a sua terceira peça, no próximo dia 22. O grupo surgiu a partir de um workshop sobre teatro, promovido pela Câmara Municipal e, neste momento, conta com 20 participantes, além de “uma gata e um cão”, acrescentou Alzira com um sorriso satisfeito, lembrando que, nas peças, por vezes também participam animais de companhia. Diversificada é também a actividade cultural de grupos como o Grupo Cultural e Recreativo da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros, que conta já com 33 anos de idade.
Manuel Gomes, responsável pelo Grupo, contou-nos que começou por ser um grupo coral da Paróquia de São Pedro. Constituído como Grupo Coral e Recreativo da Casa do Povo, começou por dedicar-se primeiro teatro e mais tarde à etnografia e folclore. Actualmente, entre as actividades em que participa, destaca-se o folclore que, “desde os primeiros tempos tem alcançado bastante prestígio, tanto a nível nacional como internacional, com a participação, desde 1985, no Europe-arte, encontros de arte e cultura popular que, anualmente, se realizam na Europa”. Este encontro, que este ano se realiza na Estónia, conta com cerca de 200 grupos de toda a Europa, envolvendo um total de cerca de cinco mil participantes. “Este ano temos já o convite para estar na Estónia, na 48º Europe-arte. Vamos ver se conseguimos, sempre com o alto patrocínio do nosso município”. Sem essa ajuda, o Grupo, que conta com cerca de 50 pessoas, não teria possibilidade de se deslocar, o que já chegou a acontecer, em outros eventos para os quais foi convidado. Quanto às cantigas de Reis, Manuel Gomes referiu que há cerca de 25 anos começaram a dedicar-se a essa tradição, dando a volta às casas da então vila. Depois passaram a ir só a cafés, bares e restaurantes. Agora, com muitos dos membros do grupo a trabalhar ou a estudar, não existe muita disponibilidade para essas rondas nocturnas que, por vezes, podem ser prolongadas.
Na aldeia de Arcas, além do Grupo de Cantares e Músicas tradicionais, a Associação local orgulha-se ainda de ter um grupo de bombos, os “Toca a Bombar” e um grupo de “pândegos”, com concertinas, cavaquinho e violas. José Jecas, presidente da Associação, fundada em 1988, conta-nos que não estava activa. Há três anos, um grupo de amigos pôs mão à obra e resolveu reactivar esta que é uma envolvente Associação Cultural e Recreativa, constituída por jovens dos seis aos 50 anos de idade. No total, estão envolvidas cerca de 30 pessoas. Maria Helena é um dos membros deste grupo, que foi das Arcas cantar a Macedo. Disse-nos que se tratava de uma tradição “bonita e antiga”, que o grupo ia “representar”. Além dos Reis, há muitos anos, o grupo de cantares, canta na Missa do Galo, em Latim, uma tradição que nunca se perdeu e está a passar de geração em geração. De geração em geração, espera-se que passe também o grupo de Vale da porca. David Miranda, presidente da Associação cultural, Recreativa e Desportiva desta outra aldeia, explicou-nos que, além do Grupo de Cantares, a freguesia conta com uma Fanfarra, com cerca de 25 elementos. Menos optimista quanto à juventude, contou-nos que, por vezes, é preciso o impulso dos mais velhos para perpetuar estas tradições, porque muitas vezes os mais novos têm outros interesses. Ao todo, participaram neste evento de Cantares dos Reis, em Macedo de cavaleiros 14 grupos de cantadores, incluindo jovens de grupos de Escuteiros, do Centro D. Abílio Vaz das Neves, e grupos das aldeias de Sernadela, Olmos, Carrapatas e Cortiços, além dos já referidos.

(Por: Ana Preto )

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mais uns Retratos do Reino Maravilhoso

Encravada nas montanhas do Nordeste transmontano, a antiga cidade de Bragança deu o seu nome à derradeira dinastia de reis de Portugal, a qual descende de um filho ilegítimo de D. João I que se tornou o primeiro Duque de Bragança em 1442.

O Planeamento Estratégico

Esta é para os estrategas......

Um dia o Joãozinho vai à Igreja, dirige-se ao confessionário e confessa-se ao padre.

- Senhor Padre, eu pequei. Fui seduzido por uma mulher casada que se diz séria.

- És tu, Joãozinho?

- Sou, Sr. Padre, sou eu.

- E com quem estiveste tu?

- Padre, eu já disse o meu pecado.... Ela que confesse o dela.

- Olha, mais cedo ou mais tarde eu vou saber, assim é melhor que me digas agora!... Foi a Isabel da farmácia?

- Os meus lábios estão selados, disse Joãozinho.

- Então foi a Maria do quiosque?

- Por mim, jamais o saberá...

- Ah! Ou não terá sido a Maria José florista?

- Não direi nunca!!!

- Já sei, só pode ter sido a Manuela da tabacaria!

- Senhor Padre, não insista!!!

- Vamos lá acabar com isto! Foi a Catarina da pastelaria, não foi?

- Senhor Padre, isto não faz sentido.

O Padre rói as unhas desesperado e diz-lhe então:

- És um cabeça dura, Joãozinho, mas no fundo do coração admiro a tua reserva.

Vai então rezar vinte Pais-Nossos e dez Avé-Marias.... Vai com Deus, meu filho...

Joãozinho sai do confessionário e vai para os bancos da igreja.

O seu amigo Manecas desliza para junto dele e sussurra-lhe:

- E então? Conseguiste a Lista?

- Consegui. Já temos cinco mulheres casadas que dão umas baldas!!
 
Conclusão:


O PLANEAMENTO ESTRATÉGICO, COMEÇA COM A ANÁLISE DO MERCADO...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Guerra de 1908 e O Bombeiro Voluntário - Raul Solnado

Raul Solnado morre aos 79 anos Humor nacional perdeu o mestre. Costumava dizer que uma piada levava horas a ser feita e se esgotava num instante. Aos 79 anos, Raul Solnado parou de rir: morreu vítima de doença cardiovascular grave, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. A gargalhada foi a sua arma em mais de meio século de carreira, com marcas fortes na televisão, teatro e cinema. As piadas fintaram a censura, brincaram com a guerra, entraram na farsa, na revista e no concurso popular. Lisboeta de gema, do bairro da Madragoa, conservou sempre o ar traquina de miúdo e começou no teatro amador, em 1947, onde disse ter sido o actor António Silva quem puxou por si. Depois de se estrear no palco do Maxime, Solnado marcou o humor graças ao monólogo.
A Guerra de 1908, depois editado em disco e que se tornou êxito em 1962. Foi o começo de uma forma de humor satírica e sem nunca recorrer ao palavrão, opção que Raul Solnado sempre rejeitou nos seus números. Hoje muitos consideram as suas rábulas percursoras do popular género da stand up comedy. Ainda antes da televisão, com Zip-Zip (1969), Solnado usou o teatro para vincar o seu nome, ao ponto de se lançar na abertura do Teatro Villaret, que abriu em 1965, tendo-o como protagonista em O Impostor-Geral. Mais tarde, luta pela classe e cria em 1999, com Armando Cortez, a Casa do Artista, de que era director, para apoio na terceira idade.
Embalado pelo sucesso televisivo ao lado de Carlos Cruz e José Fialho Gouveia, também já desaparecido, entrou na revista Há Petróleo no Beato (1986) e na série Lá em Casa Tudo Bem (1987). Experimentou ainda a telenovela, seja com A Banqueira do Povo (1993), na RTP 1, ou breves participações em Morangos Com Açúcar (2005) ou Ilha dos Amores (2007), ambas na TVI. No cinema, o papel de inspector Elias em A Balada da Praia dos Cães (1987), de José Fonseca e Costa, foi o ponto mais alto.
Em 1991, pela mão da ex-mulher Leonor Xavier, lança a biografia A Vida não se Perdeu. Ao lado do humorista Bruno Nogueira, Solnado gravou já doente a série As Divinas Comédias, que a RTP 1 começou a exibir ontem e analisa a evolução do humor, que conhecia como ninguém. Está ainda em pós-produção o filme América, de João Nuno Pinto, derradeiro papel do homem que repetia: 'Façam o favor de ser felizes.' VIDA E OBRA DE RAUL SOLNADO Teatro, discos, programas televisivos e filmes serviram para demonstrar o talento de quem tem a Casa do Artista como o seu grande feito. 1929 - Nasce em Lisboa 1953 - Estreia-se no teatro de revista com Viva o Luxo, no Teatro Monumental 1960 - Recebe o prémio de Melhor Interpretação Masculina do SNI graças ao filme As Pupilas do Senhor Reitor 1962 - Disco com sketches como A Guerra de 1908 e A História da Minha Vida bate recordes de vendas em Portugal 1969 - Grava o primeiro programa Zip-Zip, com Carlos Cruz e Fialho Gouveia, que ainda hoje é um dos símbolos da RTP 1977 - Repete o sucesso na televisão graças ao concurso A Visita da Cornélia 1987 - Interpreta um memorável detective em A Balada da Praia dos Cães, em que José Fonseca e Costa adapta o livro de José Cardoso Pires 1993 - Participa na telenovela A Banqueira do Povo, protagonizada por Eunice Muñoz 1995 - Interpreta O Avarento, de Molière, no Teatro Cinearte 1999 - Inauguração da Casa do Artista, um dos seus grandes projectos 2001 - Regressa pela última vez aos palcos em O Magnífico Reitor, peça de Diogo Freitas do Amaral. 2007 - Contracena com a neta, Joana Solnado, na telenovela A Ilha dos Amores.
 A televisão portuguesa mudou em 1969 com a forma de fazer rir ao vivo de Raul Solnado. Em apenas sete meses, Zip-Zip tornou-se um clássico da RTP, graças à boa disposição do artista, à crítica social e à cumplicidade com os apresentadores e amigos Carlos Cruz e José Fialho Gouveia, também já desaparecido. Solnado volta ao registo cómico no concurso A Visita da Cornélia (1977), no qual contracenava com um boneco em forma de vaca. De novo ao lado de Cruz e Fialho Gouveia, aparece ainda no programa E o Resto São Cantigas (1981).

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

O Voto

Numa democracia o voto é uma força que pode mudar o destino político de um povo. OU NÃO...

HISTÓRIA DO BURRINHO


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mais Brinquedos

Para além do aspecto didáctico (vou continuar SEMPRE  a escrever como aprendi. Parte do meu testamento serão os meus textos em português) e lúdico, importa pensarmos que estamos a aproveitar materiais que iriam para o lixo. Ou seja, estamos a reutilizar materiais.

CAVALO DE GARRAFA
TARTARUGA

Fantoches de Meia

Uma ideia engraçada e original para poupar dinheiro é a de fazeres os brinquedos para os teus filhos ou netos, com a ajuda deles. Além de educativo, é melhor do que ficar em frente à televisão e ainda poupas dinheiro.
Aprende a  fazer brinquedos com os teus filhos.
 Neste vídeo um Fantoche de Meia.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Oskar Schindler

Quem não conhece a fantástica história de Oskar Schindler? O filme é uma autêntica obra de arte e revelou ao mundo – ou pelo menos para aqueles que desconheciam – os actos heróicos de um empresário alemão que salvou um grande número de judeus da morte quase certa…
Schindler era membro do partido Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (NSDAP), por outras palavras, Partido Nazi. Quando a Segunda Guerra Mundial começou, ele foi viver para a Polônia onde pretendia fazer algum dinheiro ao aproveitar-se da situação. Em Cracóvia ele abriu uma fábrica de utensílios esmaltados e empregou judeus vindos principalmente do famoso Gueto de Cracóvia, um local onde os judeus da cidade foram aprisionados…
Quando o gueto foi desactivado em 1943 os empregados de Schindler foram enviados para o campo de concentração de Plaszow, mas continuaram a trabalhar na fábrica onde gozavam de alguma protecção atribuída por Schindler. Em 1944, Plaszow seria desactivado e estava previsto o envio de todos os prisioneiros para outros campos de concentração onde seriam mortos. Porém Schindler não se conformou com a ideia e decidiu comprar literalmente todos os seus trabalhadores…
A Lista de Schindler foi então criada, para muitos ela significa vida, para outros o derradeiro esforço de um homem para contrariar a crueldade da época. Schindler gastou toda a sua fortuna e as pessoas na lista acabaram por ser transferidas para a sua cidade natal Zwittau-Brinnlitz onde foram colocadas numa nova fábrica o que lhes salvou a vida…
1.ª página da lista de Schindler

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cantar as Janeiras

Durante anos a fio faziamos por cumprir a tradição. Cantávamos as Janeiras, ou os Reis como também se diz na nossa zona. Na minha infância e adolescência e por esta altura do ano, lá iamos Eu, o Paulo, o Nuno, o Tó...na nossa missão de angariar uns troquitos para uns sumos e uns amendoins.
Na minha Juventude, o grupo era outro e os objectivos também. Todos os anos, Eu, o Jaime e o Gino e as violas,  calcorreavamos as ruas à procura da casa de alguns amigos que depois da nossa "gaitada" nos presenteavam com uns iscos e uns copos bem bebidos.
No início a ideia era sempre fazer o maior número de casas possível mas...lá nos iamos ficando...e poucas mais faziamos do que duas ou três...já sem fome nem sede. ;-)
As Janeiras, cantar as Janeiras ou "cantar os Reis" é uma tradição em Portugal que consiste no cantar de músicas pelas ruas por grupos de pessoas anunciando o nascimento de Jesus, desejando um feliz ano novo. Esses grupos vão de porta em porta, pedindo aos residentes as sobras das Festas Natalícias. Hoje em dia, essas 'sobras' traduzem-se muitas vezes em dinheiro.
Tipicamente, Ocorrem em Janeiro, começando no dia 1 e estendendo-se até dia 6, Dia de Reis ou Epifania. Hoje em dia, muitos grupos (especialmente citadinos) prolongam o Cantar de Janeiras durante todo o mês.
A tradição geral e mais acentuada, é que grupos de amigos ou vizinhos se juntem, com ou sem instrumentos (no caso de os haver são mais comuns os folclóricos: pandeireta, bombo, flauta, viola, etc.). Depois do grupo feito, e de distribuidas as letras e os instrumentos, vão cantar de porta em porta pela vizinhança.
Terminada a canção numa casa, espera-se que os donos tragam as janeiras (castanhas, nozes, maçãs, chouriços, alheiras, etc. Por comodidade, é hoje costume dar-se dinheiro, embora não seja essa a tradição).
No fim da caminhada, o grupo reúne-se e divide o resultado, ou então, comem todos juntos aquilo que receberam.
As músicas utilizadas, são por norma já conhecidas, embora a letra seja diferente em cada terra. São músicas simples, habitualmente à volta de quadras simples que louvam o Menino Jesus, Nossa Senhora, São José e os moradores que contribuíram. Tipicamente havia também algumas quadras insultuosas reservadas para os moradores que não davam as janeiras.

HM

Campanhas de Solidariedade

-Porque é que os madeirenses receberam 2 milhões de Euros da solidariedade nacional, quando foram doados 2 milhões e 880 mil?

Querem saber para onde foi esta "pequena" parcela? É só fazer as contas...
POIS É...
EM PORTUGAL ATÉ A SOLIDARIEDADE DOS PORTUGUESES SERVE PARA FAZER NEGOCIATAS...
A campanha a favor das vítimas do temporal na Madeira através de chamadas telefónicas é um insulto à boa-fé da gente generosa e um assalto à mão-armada.
Pelas televisões a promoção reza assim: Preço da chamada 0,60 + IVA. São 0,72 no total.
O que por má-fé não se diz é que o donativo que deverá chegar (?) ao beneficiário madeirense é de apenas 0,50.
Assim oferecemos 0,50 a quem carece, mas cobram-nos 0,72, mais 0,22 ou seja 30 %.
Quem fica com esta diferença?

1º - a PT com 0,10 (17 %) isto é a diferença dos 50 para os 60.
2º - o Estado 0,12 (20 %) referente ao IVA sobre 0,60.

Numa campanha de solidariedade, a aplicação de uma margem de lucro pela PT e da incidência do IVA pelo Estado são o retrato da baixa moral a que tudo isto chegou.
A RTP anunciou com imensa satisfação que o montante doado já atingiu os 2.000.000 de euros.
Esqueceu-se de dizer que os generosos pagaram mais 44 % ou seja mais 880.000 euros divididos entre a PT (400.000 para a ajuda dos salários dos administradores)  e o Estado (480.000 para ajuda ao reequilíbrio das contas públicas e aos trafulhas que por lá andam).
A PT cobra comissão de quase 20 % num acto de solidariedade!!!
O Estado faz incidir IVA sobre um produto da mais pura generosidade!!!

ISTO É UMA TOTAL FALTA DE VERGONHA!!!
ISTO É UM ASQUEROSO ESBULHO À BOLSA E AO ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE DO POVO PORTUGUÊS!!!
NÃO COLABORE NESTAS CAMPANHAS, CASO NÃO SEJA ESCLARECIDO CABALMENTE QUE OS "DONATIVOS" ESTÃO ISENTOS DE IMPOSTOS E DE TAXAS OU COMISSÕES, BEM COMO NÃO CONTRIBUEM (SEM RETORNO SOLIDÁRIO) PARA O AUMENTO DOS NEGÓCIOS DOS GANANCIOSOS GESTORES...

E, para este ano, O IVA será ainda mais!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Parque Biológico de Vinhais

Inaugurado em Maio de 2008, é um espaço de interpretação da fauna, flora e geologia da região do Parque Nacional de Montesinho. Com uma área de quatro hectares, aposta na interpretação da paisagem, educação ambiental, ecoturismo e conservação da Natureza, contando com uma exposição permanente sobre aves, mamíferos domésticos ou selvagens e vegetação, além de um jardim botânico. Organiza também percursos pedestres, de burro, observação de fauna e diversas actividades desportivas.


Contactos:
Telf: 273771040
Peça mais informações

O Roubo das Galinhas

Um homem depois de ter apanhado uma grande bebedeira vai roubar galinhas, no dia seguinte sente-se muito arrependido e vai ao confessionário e diz:

- Sabe senhor padre eu ontem não estava bem e fui roubar galinhas, o que é que eu hei-de fazer para remediar isto?

E o padre responde que ele deve dar 10 euros à primeira mulher que vir.

Ele sai da igreja ( a igreja até ficava numa esquina) e encontra uma mulher e diz:

- 10 euros!!

E a mulher responde:

- 25!!

E ele diz:

- Mas o senhor padre diz que são 10!!

- Mas o senhor padre já é cliente antigo!