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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Frei Gonçalo de Santo Alberto

Natural da Matela, concelho do Vimioso; faleceu em Évora a 23 de Setembro de 1624 e aí jaz no convento dos carmelitas descalços de Nossa Senhora dos Remédios, a cuja ordem pertencia. O Hagiológio Lusitano diz que faleceu a 10 de Abril, mas devemos seguir a versão do cronista da ordem. Era filho de pobres lavradores, e foi talvez como criado com mancebos de Miranda para Salamanca onde estudava cânones, aplicando-se nas horas vagas ao estudo do latim, que em dois anos que ali esteve aprendeu regularmente. Entrou depois para o convento dos carmelitas descalços de Salamanca, mas não consta o dia nem o ano.
Em 1610 veio para Portugal e foi feito conventual do convento de Lisboa, onde se notabilizou pelas virtudes da paciência, penitência e humildade, como as crónicas da ordem memoram.
Em Abril de 1611 esteve prestes a marchar para a missão do Congo, que havia pedido ardendo no desejo de pregar aos infiéis a palavra divina, o que não se realizou por ter revogado a licença o geral da ordem. Foi depois passar um ano no deserto de Bularque, na província de Castela-a-Nova, no convento que aí tinha a sua ordem, vindo depois para o convento de Évora, onde morreu.
O seguinte facto, relatado mui sinceramente pelo cronista da ordem, mostra bem quanto Frei Gonçalo era invulnerável às tentações chichais:
«Uma bonita molher teve artes de se introduzir de noite no aposento do nosso Gonçalo quando estava ainda em Salamanca, “parecendo-lhe que sua bella figura ajudada da ocasião renderia o mancebo” pois não houve nada d’isso; o pudico mancebo correu sobre ella com um facheiro de palhas obrigando-a a fugir “mais fria de medo do que alli veio amante”» diz a crónica.
Devia ser isso! Lá diz o Hagiológio Lusitano, referente ao dia 10 de Abril, onde memora as virtudes do nosso conterrâneo, que era para notar «o rigor com que castigava a rebeldia da carne e a reduzia ao spiritu».

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

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