O Centro de Investigação em Digitalização e Robótica Inteligente do Politécnico de Bragança, que foi recentemente classificado como excelente pela Fundação de Ciência e Tecnologia, com pouco mais de um ano, tem como “objectivo transmitir inovação e tecnologia às pequenas empresas”.
O que “é objectivo conseguido, pelo menos é o que a empresas dizem”, explica Paulo Leitão, coordenado do CeDRI. “Não queremos que as tecnologias e este conhecimento fique na universidade, mas que seja transferido para o mercado e para as fábricas”, destacou ainda.
Um dos exemplos de cooperação é com a Catraport, uma empresa da indústria automóvel, que pediu ajuda ao CeDRI, num projecto que consiste em detectar precocemente a avaria das máquinas. “Passa por descobrir as avarias das máquinas antes de estas ocorrerem, através de uma colecção de dados que detectam de forma precoce os danos”, explica.
Paulo Leitão reconhece que o mais difícil para a instituição é captar o interesse das pequenas e médias empresas pelas tecnologias. “É um processo que não é fácil, nós temos de ir falar com as empresas, convencê-las, mostrar os benefícios, pois é importante que vejam os benefícios das tecnologias, mostrar as boas práticas. Há empresas que aderem mais rapidamente outras demoram mais tempo”, explica Paulo Leitão.
O CeDRI surgiu em Janeiro de 2018 e conta agora com 18 investigadores seniores e mais de 70 investigadores de várias nacionalidades que estão a frequentar o mestrado ou o doutoramento no IPB.
Escrito por Brigantia

Sem comentários:
Enviar um comentário