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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Investimentos nas explorações agrícolas – Urgências e desafios

 Desde 2021, não foi aberto nenhum aviso para projetos agrícolas a título principal (Medida 3.2.1), onde se possam enquadrar todos os investimentos.


O último aviso foi lançado a 3 de dezembro de 2021, através do concurso n.º 027 do PDR 2020, tendo permanecido aberto apenas até 31 de março de 2022 – um período muito curto para um setor que exige planeamento e estabilidade.

Desde então, todos os avisos lançados (028 a 033) foram direcionados exclusivamente para investimentos específicos, deixando de fora muitas necessidades fundamentais do setor.

A agricultura portuguesa precisa urgentemente de mais investimento para se tornar mais resiliente e competitiva. O PDR e o PRR são instrumentos essenciais para esse propósito, mas, segundo as informações mais recentes, ainda não chegou um único cêntimo do PRR ao setor agrícola. Estes programas são amplamente utilizados em toda a União Europeia, mas, em Portugal, persistem enormes dificuldades no acesso aos fundos.

Mesmo dispondo das ferramentas comunitárias, o setor enfrenta obstáculos burocráticos e dificuldades na obtenção de financiamento, agravadas pela relutância da banca em conceder crédito agrícola, considerando-o um investimento de alto risco.

Muito se discute, em diversos fóruns, sobre a necessidade de modernizar a agricultura através da automatização, da mecanização inteligente e da adoção de novas tecnologias, como a robótica. No entanto, apesar dos avanços registados nos últimos anos, Portugal continua muito longe da autossuficiência alimentar.

A agricultura não pode continuar a ser vista como um setor secundário, o “parente pobre” da economia nacional. É fundamental garantir um compromisso político e financeiro para impulsionar o setor, promovendo a inovação e garantindo um acesso mais justo e eficiente aos fundos disponíveis.

José Mesquita Milheiro
Empresário Agrícola  e Presidente da ADACB

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